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Eleições Rio: Por que Freixo e não Jandira

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Artigo do deputado Jean Wyllys(PSOL-RJ) defende o voto de esquerda e progressista em Marcelo Freixo. O deputado lembra a participação e o apoio de Jandira e de seu partido ao atual prefeito Eduardo Paes(PMDB) e aos governos de Cabral e Pezão, que faliram o Estado do Rio. Enquanto isso,  Freixo, na oposição, lutava com destemor contra as milícias e a política de repressão das famigeradas UPPs nas comunidades pobres do Rio. Confira(M.A)

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Paes e Jandira: Aliança ‘Só Love’

 

Por Jean Wyllys*

Nas últimas semanas, muita gente do Rio tem me perguntado, tanto pessoalmente quanto aqui, nas redes, por que Freixo e Jandira não estão juntos nessa eleição – e por que as pessoas de esquerda deveriam votar nele e não nela. Eu sei que muitas pessoas de esquerda, que foram contra o golpe e defendem a democracia e os direitos humanos, acham que o campo progressista deveria ter uma única candidatura, para derrotar os golpistas. Até agora, eu adiei a minha resposta, por considerar que a conjuntura nacional de resistência ao governo ilegítimo de Temer nos exigia evitar ataques entre nós; mas, faltando uma semana para as eleições, as perguntas de muitos cidadãos e cidadãs sobre esse ponto se intensificaram, e eu tenho uma responsabilidade com vocês.

Por isso, quero esclarecer por que não foi possível essa unidade que muitos pediam e por que eu acredito que votar no Freixo não é a mesma coisa que votar na a Jandira, mas é bem diferente. Quero falar pra vocês com absoluta sinceridade, como eu sempre faço.

Nas últimas décadas (sim, décadas), inclusive desde muito antes de ser deputado, Marcelo Freixo esteve firme na oposição aos governos da direita no Rio de Janeiro, tanto no estado quanto na cidade, enquanto Jandira era aliada deles. Não se trata apenas de uma escolha pessoal: Jandira e o PCdoB seguiram a lógica política de conciliação de classes e negociação com os partidos da ordem que Lula impôs ao PT à base governista. No Rio, o partido de Jandira foi aliado de Garotinho, de Cabral, de Pezão e de Paes, e fez campanha ao lado de Crivella, de Cunha, de Pedro Paulo, de Índio da Costa, de Osório, de todos eles. Ela foi, inclusive, secretária do governo Paes. No debate da RedeTV, Jandira disse que apoiar os governos estadual e municipal do PMDB foi o “pedágio” que tiveram que pagar para garantir a governabilidade do Lula e da Dilma, mas esse pedágio custou muito caro à população do Rio de Janeiro.

Durante todos esses anos, Freixo estava na oposição, denunciando as milícias, as remoções, a repressão contra os professores com gás lacrimogêneo, a desaparição de Amarildo, as chacinas nas favelas, o aumento da passagem de ônibus, o caos no transporte, as obras superfaturadas, os negócios com as empreiteiras, as alianças com o fundamentalismo religioso, a privatização da saúde, o abandono da educação, etc. Freixo enfrentou os governos do PMDB enquanto Jandira fazia campanha por eles.

Se o PMDB do Rio não tivesse apoiado o impeachment, Jandira não seria candidata e estaria hoje na campanha de Pedro Paulo, como sempre. E isso significa, também, que essa candidatura não representa um projeto diferente para a cidade, mas apenas uma necessidade eleitoral de última hora. Diferentemente, Freixo (que também foi contra o golpe) está se preparando há muitos anos para ser prefeito e construiu um programa de governo para 2016 com a participação de mais de 5 mil pessoas de todos os bairros, categorias e movimentos sociais da cidade.

Eu tenho uma ótima relação com Jandira Feghali e defendemos juntos muitas pautas na Câmara dos Deputados. Não tenho nada pessoal contra ela, que é uma aliada na luta contra o golpe no Congresso, mas também não posso mentir a vocês sobre a situação do Rio, que é muito grave.

A verdade é que a candidatura da Jandira tem como única finalidade disputar parte do eleitorado de esquerda que vota no PSOL e ajudar Pedro Paulo, candidato do PMDB, a passar para o segundo turno. Para fazer isso, inclusive, eles recorreram à difamação contra o PSOL, usando a bandeira do feminismo radical para atacar o Freixo, cuja vice é uma ativista feminista e cujo programa defende todos os direitos das mulheres. Dessa forma, tentando dividir o voto de esquerda, eles continuam ajudando o PMDB de Temer e Cunha!

Por enquanto, felizmente, não deu certo: Freixo continua em segundo lugar em todas as pesquisas, como esteve em segundo lugar em 2012, com 28% dos votos, quando Jandira, Crivella e Paes eram aliados; mas não podemos arriscar. Se a esquerda votar dividida, a direita vai vencer. A unidade da esquerda, então, é votar em Marcelo Freixo (50).

Você já imaginou um segundo turno entre dois golpistas? Você já imaginou ter de escolher entre o candidato de Eduardo Cunha e o candidato da Igreja Universal? Tem uma única forma de impedir isso: é o Freixo!!

E ele vai ser um excelente prefeito!! Confiem em mim!!

*É deputado federal do PSOL(RJ)

Eleições 2016 – Luiza Erundina e as contradições da esquerda nas eleições paulistanas

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Haddad e Erundina dividem um eleitorado comum e podem acabar de fora do segundo turno

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Haddad e Erundina durante manifestação de 11 de setembro -reprodução (Mídia Ninja)

 

Por André de Oliveira do El País

No dia 11 de setembro, em uma manifestação na Avenida Paulista, que pedia o fim do Governo Temer e a convocação de eleições gerais, cerca de 15% das intenções dos votos à Prefeitura de São Paulo estavam, lado a lado, no alto de um mesmo carro de som. Não os votos em sim, claro, mas os depositários deles: a deputada federal Luiza Erundina (PSOL) e o atual prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT). De acordo com a última pesquisa Datafolha, ele tem 10% de intenções, ela 5%. Se ele experimentou uma leve ascensão nos últimos dias, ela caiu. Agora, uma crítica que já existia desde o começo da corrida ficou ainda mais comum entre apoiadores de Haddad: Erundina teria que desistir para não dividir a esquerda em um momento em que o cenário nacional está adverso à orientação política.

A pouco menos de dez dias do primeiro turno das eleições, contudo, vai ficando cada vez mais difícil a possibilidade de que ela (ou ele) abra mão da candidatura própria em favor de uma unidade que, talvez – só talvez – pudesse chegar ao segundo turno e fazer frente aos respectivos 26%, 21% e 16% de Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB) e João Dória (PSDB). É curioso. Haddad e Erundina compartilham o mesmo berço político, defendem ideias semelhantes em muitos pontos, mas ambos os lados vem, grosso modo, acusando-se de sepultar as chances do outro.

 

Nesta semana, a discussão sobre o papel do PT e do PSOL nas eleições paulistanas ganhou as folhas do jornal Folha de S. Paulo. Em artigos opostos, o doutor em ciência política Mathias de Alencastro e o professor da Universidade Federal do ABC e candidato a vereador pelo PSOL, Gilberto Maringoni, expuseram seus pontos de vista. O EL PAÍS ouviu os dois. Para Maringoni, é verdade que São Paulo pode ir para uma disputa de segundo turno sem um candidato de centro-esquerda – e aí está inclusa também a possibilidade de Marta, que ainda galvaniza votos de um eleitorado mais identificado com a esquerda, ficar de fora da segunda etapa das eleições. “Mas não dá para desconsiderar o fato de que há uma divisão real de pensamento. A distinção que gerou o PSOL a partir do PT é uma dissidência real, que não concorda com o Lulismo e sua espécie de neoliberalismo social”, comenta o candidato a vereador.

Para Alencastro, embora “a Erundina seja muito respeitada e habilidosa politicamente, existe um cálculo que dá um caráter oportunista a sua candidatura”. Segundo ele, há um casamento de circunstância entre a candidata e o PSOL, que tenta, neste momento, se apresentar como o partido a ocupar o espaço que o PT pode deixar na política. “O espólio do PT já começou, mas com a derrota do Fernando Haddad, é toda a esquerda que perde”, diz. O PSOL, argumenta, é hoje um partido sem estrutura para se sustentar. “É uma legenda em que políticos de esquerda têm se refugiado, é só ver o caso da própria Erundina. O PSOL de 2016 tem a cara do PT de 1989. Por enquanto, não é um partido produtor de políticos de projeção nacional, não é um partido em termos de estrutura e aparelho”, comenta.

O possível casamento de conveniência entre Erundina e PSOL já foi criticado em outros momentos, já que ela tem se movimentado também para formar um novo partido, o Raiz. Para Maringoni, o PSOL adotou no caso dela uma “filiação democrática”. “O partido abriu espaço para ela, mas depois das eleições eu espero que haja uma flexibilidade e que ela possa permanecer conosco. O partido de esquerda que precisamos agora é plural, amplo e que congregue todos os insatisfeitos e descontentes desse país”, diz.

São Paulo 2016, Brasil 2018

Segundo Marcos Nobre, cientista político da Unicamp, a intenção de Erundina de formular um novo partido mostra bem o beco em que a esquerda está. “Não são novas legendas que vão resolver. Ninguém ainda descobriu como alavancar a energia de pessoas que estão na rua, que querem fazer política, mas que rejeitam as estruturas do jeito que estão”, diz. A divisão partidária, neste momento, seria um prenúncio do que pode acontecer na corrida presidencial de 2018: a esquerda de fora do segundo turno. “O fato de existirem acusações mútuas entre o PSOL e o PT não é o principal, o principal é que todo mundo está adotando a mesma estratégia, imaginando que um cenário como o de 1989 vai se repetir e uma força política vai conseguir aglutinar o campo da esquerda, como foi o caso do Lula”, diz.

Apesar do cenário adverso para a esquerda, Nobre acredita que a direita também está fragmentada, dispersa. “A única diferença é que a centro direita está sendo mais eficaz ao colocar candidatos no segundo turno, mas não há ninguém com visão global de país, nenhum candidato forte”, comenta. Por isso mesmo, defende que o campo mais progressista busque alternativas rápidas. “Por enquanto, é só um alerta”, conclui. Para Alencastro, a divisão entre os dois espectros políticos está mais clara do que nunca e isso pode facilitar as coisas em 2018. “Com o impeachment de Dilma Rousseff e as primeiras medidas do Governo Temer, a diferença entre um e outro ficou muito clara. Não acredito que as coisas serão tão pantanosas nas eleições presidenciais”, diz.

“Nos tempos do PT fortalecido, uma candidatura de esquerda contra o Haddad, em um momento vital para a legenda, nunca teria decolado. Ele é vítima desse enfraquecimento do partido, mas também paga por opções como a de ter um vice como o Chalita (PDT)”, comenta Alencastro. No alto do palanque, no episódio que abre esta reportagem, ficou clara uma tentativa de aproximação do atual prefeito de São Paulo com setores à esquerda do PT. Ao EL PAÍS, assessores de Haddad confirmaram a intenção. Para Maringoni, é importante que a esquerda se una e que se evite levantar o dedo acusatório. Além disso, é natural que Haddad tente uma aproximação, mas faltando menos de dez dias para as eleições é difícil e não seria honesto que algum dos dois saísse da disputa.

*Artigo publicado na edição deste domingo(24) do El País – edição brasileira

Advogados pela Democracia criticam posição da OAB-PR sobre a greve dos bancários

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O movimento ‘Advogados pela Democracia’ aponta que posição da OAB-PR implica na “redução da densidade democrática no país e fere o direito de greve”

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A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio das suas secionais, em diversos estados da federação, ajuizou ação civil pública contra a greve dos bancários e bancárias. O fundamento da ação tem por base obrigar o atendimento bancário dos advogados e advogadas, mesmo durante a greve da categoria
.
A posição da OAB reduz a densidade democrática do país ao tentar restringir o exercício constitucional do direito de greve por parte da categoria dos bancários nos estados. A posição da OAB contraria e macula – mais uma vez no presente ano – o seu percurso construído desde a constituinte.
A greve é um direito fundamental garantido na Constituição Federal e caracteriza-se como instrumento legítimo de pressão dos trabalhadores. As restrições ao exercício deste direito encontram-se na Lei nº 7.783/89, que não determina qualquer obrigatoriedade de atender a advogados e advogadas em suas demandas bancárias relacionadas à prática forense, como recolhimento de custas ou pagamento de alvarás judiciais.
Nessa perspectiva, a ação civil pública ajuizada pelas seccionais, inclusive a OAB/PR, viola o direito dos trabalhadores e atende ao interesse do sistema financeiro, em especial, os bancos, que apesar dos lucros auferidos acima da inflação, não aceitam recompor as perdas salariais ocorridas no ano.

 

ADVOGADOS PELA DEMOCRACIA

Eleições 2016 – Greca diz que já ‘vomitou ao sentir cheiro de pobre’

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Líder nas pesquisas, candidato à prefeitura de Curitiba diz que já ‘vomitou ao sentir cheiro de pobre’

Greca em sabatina realizada na PUC-PR.
Greca em sabatina realizada na PUC-PR. Foto: Reprodução/YouTube

 

Por Pedro Willmesdorf Do Extra

Durante uma sabatina realizada nesta quinta-feira, na PUC do Paraná, o candidato à prefeitura de Curitiba Rafael Greca (PMN) disparou uma frase, no mínimo, polêmica.

Perguntado sobre o que fará, caso eleito, em relação ao crescimento do número de moradores de rua na cidade, Greca mencionou Papa Francisco, sugeriu a criação de albergues com serviços essenciais e citou sua passagem como membro assistencial da Casa dos Pobres da Igreja Católica.

Em certo momento, ao relembrar um “causo”, disparou: “Eu nunca cuidei dos pobres, eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que tentei carregar um pobre e pôr dentro do meu carro eu vomitei por causa do cheiro”, declarou Greca durante o evento, promovido pelo curso de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes (ECA), em parceria com a Escola de Educação e Humanidades (EEH) e a Escola de Direito (ED).

Greca pede desculpa por “falta de clareza”

Por meio de sua assessoria de imprensa, Rafael Greca procurou o EXTRA. Em nota o candidato pede desculpas pela “falta de clareza em seu discurso” durante a sabatina. Leia na íntegra:

“Peço perdão pelas minhas palavras. Não tive a capacidade de explicar a dificuldade que vivi ao tentar realizar o trabalho de resgate social na minha juventude. Mais uma vez, descontextualizam o que falo para tentar enganar as pessoas. Ontem, durante a Sabatina na PUC, ao exaltar o difícil trabalho dos educadores sociais e das irmãs de caridade, comentei sobre o quão difícil é essa missão. Com sinceridade disse que não tenho a capacidade desses profissionais para o resgate, mas que acima de tudo, admiro, respeito, faço e farei o possível e impossível para mudar o quadro de abandono nas ruas. Peço que me perdoem pela falta de clareza do discurso. Não me interpretem mal”.

Líder nas pesquisas, Greca já foi prefeito de Curitiba

De acordo com os últimos números do Ibope, Greca estaria com 45% das intenções de voto, bem à frente do atual prefeito Gustavo Fruet (PDT), que aparece com 19%.

Engenheiro e urbanista de formação, já comandou a capital paranaense entre 1993 e 1996, sendo sucessor de Jaime Lerner. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro do Esporte e do Turismo no governo FHC.

Aos 60 anos, deixou o PMDB, por conta de desavenças com o senador Roberto Requião, cujo filho concorre ao cargo de prefeito e aparece em terceiro nas pesquisas. No pequenino PMN, Greca se coligou com outros seis partidos, entre eles o PSDB, do governador Beto Richa.

De família tradicional em Curitiba, Greca também é escritor, poeta e pesquisador. Em sua campanha, tem utilizado um tom saudosista, fazendo autorreferência à época em que foi prefeito, nos anos 90. O slogan? “Volta, Curitiba”.

*Vídeo publicado por Rafael Greca no seu Facebook

Eleições 2016 – PCdoB ‘derrete’em Curitiba e Messias Obama desiste de candidatura

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Na reta final das eleições, a principal aposta do partido para conquistar uma cadeira na Câmara Municipal, o dirigente sindical bancário Messias da Silva, o ‘Obama’, desistiu da candidatura, derretendo a controversa opção eleitoral da legenda de apoio ao candidato conservador Ney Leprevost(PSD)

 

A decisão de Messias fragmentou ainda mais a militância do partido na cidade, que no atual processo eleitoral se encontra espalhada nos comitês eleitorais de Ney Leprevost(PSD), Requião Filho(PMDB), Gustavo Fruet(PDT) e Tadeu Veneri(PT).

O próprio Messias já se integrou na campanha de André Machado(PT), dirigente licenciado do Sindicato dos Bancários de Curitiba.

Ou seja, a resultante da ‘tática Pokemón Go’ foi o definhamento e a divisão da legenda.

Greve dos bancários vira tema de aula-debate na Faculdade de Direito da UFPR

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Nesta sexta-feira(23),  uma aula-debate na Faculdade de Direito da UFPR, prédio histórico da Praça Santos Andrade, abordou o tema da greve dos bancários. Uma questão que tem chamado atenção da sociedade acerca do direito de greve e da tentativa de criminalização do sindicato da categoria. Posição polêmica da OAB-PR jogou holofote sobre o movimento grevista, questionando o acesso da população aos serviços bancários

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André Machado, Sandro Lunard e André Passos: um olhar do Direito do Trabalho sobre a greve dos bancários

 

Nesta sexta-feira(23),  uma aula-debate na Faculdade de Direito da UFPR, coordenada pelo professor e doutor especialista no Direito do Trabalho, Sandro Lunard e com a participação do presidente da Comissão de Direito Sindical da OAB-PR, Dr. André Passos, e do dirigente licenciado do Sindicato dos Bancários de Curitiba, André Machado, examinou os aspectos legais e o impacto da greve da categoria, que já dura três semanas.

Segundo André Passos, presidente da Comissão de Direito Sindical da OAB-PR, neste processo da greve dos bancários fica evidente o “descompasso entre a velocidade das transformações nas relações de trabalho e a legislação, o que implica em novos desdobramentos na dinâmica da construção do Direito Sindical. Neste sentido, joga papel a introdução das novas tecnologias e seus impactos na dinâmica dos conflitos trabalhistas”.

Ações judiciais questionando sobre a necessidade de atendimento nas agências bancárias em todo país refletem o conflito sobre o alcance do direito de greve. “A greve é um direito constitucional ainda criminalizado por setores da sociedade”, afirmou Passos. Que ressaltou também “o oportunismo das atuais propostas de flexibilização da legislação de proteção trabalhista num quadro de desemprego e precarização. O negociado sobre o legislado enfraquece os trabalhadores e suas organizações”, disse.

O dirigente sindical André Machado enfatizou que greve reivindica a reposição da inflação do período e tem encontrado uma posição dura dos banqueiros, de muita intransigência nas negociações, o que tem prolongado a greve.

André Machado esclareceu que serviços como pagamento de pensões alimentícias, fiança de presos, alvarás, necessidades urgentes de saúde e demais custas judiciais são serviços que não foram afetados pela greve.”Existe toda uma orientação para a conduta dos gerentes das agências para os casos dessas demandas especiais”. Para o sindicalista, “a OAB em nenhum momento procurou o sindicato para conversar e divulgou uma posição que contribuiu para desinformar a população sobre a greve. O que transparece ser uma posição política”.

Por sua vez, Sandro Lunard, declarou que a greve  é “um momento de tensão nas relações trabalhistas e que cabe à luz do Direito do Trabalho encontrar o melhor caminho para solucionar o atual impasse, respeitando os direitos dos trabalhadores”.

O presidente da Comissão de Direito Sindical da OAB, André Passos, informou que a comissão e o Sindicato dos Bancários de Curitiba farão uma mesa de diálogo para tratar de questões que envolvem o atendimento da população durante a greve e sobre possíveis mediações no decorrer da paralisação.

A categoria dos bancários conta com uma convenção coletiva válida para todo o território nacional e um piso salarial unificado nacionalmente. As negociações entre a direção sindical e os representantes dos bancos prosseguem neste final de semana.

Dia Nacional de Paralisação nesta quinta é um ‘ensaio’ para a greve geral

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As centrais sindicais – CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, CSB, CSP-Conlutas e Intersindical –, e  as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam nesta quinta-feira(22) o Dia Nacional de Paralisação, que vai mobilizar categorias de trabalhadores em todo país. Um ‘ensaio’ para a greve geral com paralisações de categorias, passeatas, atos públicos e assembleias sindicais nos locais de trabalho. Confira o quadro da mobilização no país

Resultado de imagem para fotos de manifestação sindical em curitibaRumo à greve geral com paralisações, assembleias nas portas dos locais de trabalho, passeatas e manifestações que ocorrerão nesta quinta em todo o país

 

 

São Paulo

Em São Paulo, berço do golpe, às 10h, trabalhadores iniciarão uma concentração na frente da FIESP, Avenida Paulista, 1313, onde às 11h, os sindicalistas entregarão a diretores da FIESP a pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Às 15h, trabalhadores e militantes de várias categorias profissionais iniciarão concentração em frente ao Vão Livre do Masp, onde os professores da Rede Pública Estadual estarão reunidos em assembleia.

Às 16h, haverá um ato público com todas as categorias profissionais que vão participar do Dia de Paralisação.

Nenhum direito a menos

Além das dezenas de projetos que preveem a ampliação da terceirização apoiada por Temer, vários ministros do governo falaram em outras propostas que tiram direitos da classe trabalhadora, entre elas, a reforma da Previdência, com idade mínima de 65 anos e redução de benefício; mudanças na Lei trabalhista para permitir acordos de redução de salários, 13º e fatiamento das férias; e a PEC 241 que reduz os investimentos sociais, em especial nas áreas de saúde e educação.

É contra esses ataques aos direitos sociais e trabalhistas que todos os trabalhadores têm de participar do Dia Nacional de Paralisação e se preparar para a greve geral, explica o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

“Dia 22 de setembro, todos nós, trabalhadoras e trabalhadores, temos que estar nas ruas, dando um recado para esse governo golpista, dizendo que não vamos tolerar que mexam em nossos direitos. Rumo à greve geral”, convocou o dirigente.

As centrais sindicais defendem um projeto de desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda, trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.

Confira quadro de mobilização

Acre
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral

Alagoas
Educação:
Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Amazonas
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Amapá
Ato com as Centrais Sindical – Praça da Bandeira
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Bahia
08h: Paralisação das categorias no início do expediente

A partir das 15h, as diversas categorias do estado se reunirão na Praça Campo Grande para realização de uma caminhada com a presença da presidenta legitima Dilma Rousseff, culminando com o grande ato político em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas na Praça Castro Alves.
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Ceará
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22.

Distrito Federal
7h – Ato em frente ao Pátio Brasil – Setor Comercial Sul;
7h – Ato dos Servidores Públicos Federais – No Espaço do Servidor – Esplanada dos Ministérios;
7h – Assembleia por local de trabalho do Sindvalores
9h – Ato na CEB do Setor de indústria e Abastecimento –  S.I.A;
9h – Assembleia do SINDETRAN – No estacionamento do DETRAN Sede;
9h30 – Assembleia do SAE DF – Em frente à Câmara Legislativa do DF;
9h30- Assembleia do SINPRO DF – Em frente ao Palácio do Buriti;
10h – Ato do Sindser – Em frente ao TCDF

Tarde
14h – Ato Unificado em Defesa da Plataforma da Classe Trabalhadora – Em frente à Câmara Legislativa.
Denunciar os problemas que os servidores estão enfrentando com o governo Rollemberg e defender a plataforma da CUT: Nenhum Direito a Menos; Fora Temer e Greve Geral;

Noite
17h – Ato Fora Temer! Nenhum Direito a Menos! Organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo – No Museu da República com caminhada para o Congresso Nacional.

Espiríto Santo
Ato as 09h Em frente a ALES
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Goiás
Educação:
Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral

Maranhão
Ato público com as centrais sindicais, às 15h, na Praça Marechal Deodoro
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bahncários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Minas Gerais
A Tarde – Audiência Pública na ALEMG
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Mato Grosso do Sul
08h – Audiência Publica Câmara Municipal sobre 257
15hs – Ato na Praça Antônio João
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Mato Grosso
Ato as 16h na Praça Ipiranga –  Centro de Cuiabá
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Pará
Ato público – concentração no Mercado de São Brás, às 9h, seguido de caminhada até a Praça da Republica. Com todas as categorias em greve e em luta! E com as centrais sindicais e movimentos populares. Rumo à GREVE GERAL
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Paraíba
04h00 – Piquetes nas empresas de transporte urbanos e na Estação Ferroviária;
10h00 – Concentração em frente ao Bompreço do Parque Solon de Lucena – Lagoa, e arrastão pelas ruas do comércio;
15h00 – Concentração em Frente ao Liceu Paraibano e marcha pelo centro até o Ponto de Cem Réis
Campina Grande
14h00 – Ato Público rumo à Greve Geral – Praça da Bandeira
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Pernambuco
15H – Em frente a FIEPE – Av. Cruz Cabugá, 767 – Santo Amaro – Recife
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Piauí
08h – Concentração na Praça da Bandeira – Teresina
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Paraná
Horário: Concentração às 18h
Local: Praça Santos Andrade, s/n, Centro.
Educação: Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Rio de Janeiro
17hs – Passeata da Candelária até a ALRJ (Pela  Av. Rio Branco)
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Rio Grande do Norte
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Rio Grande do Sul
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Santa Catarina
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Sergipe
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

São Paulo
10h – Centrais entregam documento na FIESP – Nenhum Direito a Menos
14h – Assembleia Apeoesp – Av. Paulista – MASP
16h – Ato Por Nenhum Direito a Menos – Av. Paulista – MASP
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Tocantis
Educação:
 Paralisação das atividades, ato unificado e em conjunto com as Centrais Rumo a Greve Geral
Bancários: Orientação da Contraf para intensificar a greve no dia 22

Fonte: CUT 

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