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Ao Vivo: Lula e Boulos na Ocupação de São Bernardo

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Ao Vivo, via Mídia Ninja, a visita do ex-presidente Lula à ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista. A presença de Lula simboliza a união do campo popular e de esquerda. Lula e Guilherme Boulos, hoje a maior liderança de movimentos sociais do país, sinalizam a necessidade da união da esquerda para a construção de um projeto democrático e popular para o país. Acompanhe!

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Centenário da Revolução Russa é tema de debate na UFPR nesta sexta

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O Grupo de Estudos Marxistas e do Capital do departamento de Filosofia da UFPR  promove, nesta sexta-feira(20), mais um debate sobre o centenário da Revolução Russa. O ciclo de eventos, além da exibição de filmes e documentários, promove debates. Isabel Loureiro fará a palestra com o tema “Lukács e a Revolução Russa de Rosa Luxemburgo”.

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Serviço

“Lukács e a Revolução Russa de Rosa Luxemburgo”

Palestrante: Isabel Loureiro

Data : Sexta feira dia 20/10 – Hora: 19h

Local: Anfiteatro 100 – Ed. D. Pedro I – Rua Gal. Carneiro, 460 – 1º andar

 

*Informações do professor Emmanuel Appel

Ao Vivo: Senado decide sobre o afastamento do mandato de Aécio Neves(PSDB)

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Teve início nesta tarde de terça-feira(17), a sessão do Senado da República que decide sobre o afastamento ou não do mandato do senador tucano Aécio Neves  (PSDB -MG).  A votação será aberta conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Acompanhe ao vivo.

Governistas ganham em 17 dos 23 estados nas eleições regionais venezuelanas

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Presidente Nicolás Maduro comemorou a vitória. “Ganhamos 75% dos governos do país. O chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas.”

Eleições Venezuela 2017

Chavistas venceram a disputa no estado de Miranda (centro-norte), berço político do oposicionista Henrique Capriles

Opera Mundi

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu em 17 dos 23 estados do país nas eleições para governadores realizadas neste domingo (15), segundo os resultados oficiais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). De acordo com o CNE, os candidatos da oposição venceram em cinco Estados, enquanto que os resultados do estado de Bolívar ainda não foram divulgados devido à diferença apertada de votos entre os dois adversários.

O PSUV conseguiu ganhar da oposição o estado de Miranda (centro-norte) governado pelo duas vezes candidato à presidência do país Henrique Capriles, e os estados de Lara (oeste) e Amazonas (sul).

Com 95,8% das urnas apuradas, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, disse que os resultados são “irreversíveis”, explicando que nestas eleições houve uma participação de 61,14% do censo eleitoral.

O PSUV vai continuar governando os estados de Apure, Aragua, Barinas, Carabobo, Cojedes, Delta Amacuro, Falcón, Guárico, Monagas, Portuguesa, Sucre, Trujillo, Vargas e Yaracuy. A oposição, por sua vez, ganhou em Anzoátegui, Mérida, Nueva Esparta, Táchira e Zulia.

Governo

O presidente do país, Nicolás Maduro, comemorou a vitória chavista. “Ganhamos 75% dos governos do país (…) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas”, disse.

“A oposição teve cinco vitórias, as reconhecemos como fizemos sempre, e há um governo em disputa”, disse, ao se referir a Bolívar. “Hoje ganhou a verdade da Venezuela, hoje o chavismo arrasou, hoje temos 17 governos, hoje temos 54% dos votos, hoje temos 61% de participação, e hoje a pátria se fortaleceu com 75% dos governos”, afirmou Maduro.

“Esta vitória é uma proeza moral e política do povo venezuelano, que conseguiu resistir aos embates da guerra da oligarquia e que disse ‘não às sanções’, ‘não ao intervencionismo'”, finalizou o presidente venezuelano.

Oposição

A coalizão de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) tinha antecipado minutos antes do anúncio oficial da CNE que os números com que seus operadores eleitorais trabalham eram “muito diferentes” dos que o órgão eleitoral ia divulgar, e já disse – mesmo antes de conhecer os resultados – que não iria aceitar o pleito.

Para a oposição, o CNE tinha tido um comportamento suspeito e diferente do registrado em outras eleições.

O chefe da campanha da MUD, Gerardo Blyde, afirmou que a aliança opositora pedirá uma auditoria de todo o processo eleitoral. Blyde explicou que a oposição não reconhecia os resultados “não somente devido a todas as violações de lei que vieram sendo cometidas durante o processo”, como a substituição de candidatos e a realocação de centros eleitorais.

Dois Brasis: A ração de Dória e a caravana de Lula

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Enquanto o prefeito ausente de São Paulo, João Dória, apresenta uma ração com resto de comida para o povo, o ex-presidente Lula prepara mais uma caravana prometendo a volta do emprego, do crescimento econômico e de programas de inclusão social. Duas agendas opostas que retratam as contradições políticas e sociais entre o projeto da elite dominante e o projeto democrático popular.

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Dória, anda mais de um século atrasado que o Exército de Salvação.

O prefeito de São Paulo, João Dória, que começou a sua vida política como presidente da Embratur no governo Sarney, apresentou uma ideia de fazer uma ração, com as sobras de comidas (sic), verduras e legumes, para distribuir aos pobres e indigentes que vivem na capital paulista. Uma pérola de mau gosto, para dizer o mínimo. Ou escárnio e falta de imaginação juntos, saído da cabeça coroada de um típico representante da elite paulistana.

O afetado prefeito, que realiza uma gestão pífia, assim como os demais membros da sua casta social, exercem o poder político como mais um instrumento de acumulação de prestígio e riqueza. A indigente proposta do prefeito, apenas evidencia a distância dele das reais demandas e carências da imensa massa trabalhadora e pobre da cidade de São Paulo.

O prefeito Dória, que se imagina um “gestor moderno”, propõe o que autodenominado “Exército de Salvação” realiza há mais de um século, com a distribuição de sopas e roupas para os pobres e indigentes – a organização religiosa já fazia esta ação em meados do Século XIX nas metrópoles dos EUA.

A mentalidade de Dória expressa com exatidão a visão da elite dominante sobre o lugar do povo na partição das riquezas produzidas no país: as sobras. No seu esquema mental, os pobres são um problema, uma mancha feia na paisagem, que precisa ser removida, ocultada, quando não eliminada debaixo de vara, como se viu no vergonhoso episódio da tentativa de remoção à força da chamada “Cracolândia”.

O imenso e revoltante fosso social que separa a gente brasileira, só será mitigado com amplas politicas publicas e sociais de inclusão. Além disso, será necessário e inevitável medidas de transferência estruturais de renda e riqueza para as demais camadas da população, socializando parte da produção, da propriedade, do conhecimento e do saber.

O impasse estrutural e de rumos que atravessa o país, como uma flecha envenenada, só poderá ser enfrentado com um projeto radicalmente democrático e popular, deixando para trás as ilusões conciliadoras e de pactuação social.

O “comitê central” das classes dominantes já fez as suas apostas pelo enfrentamento e a ruptura. Resta saber se os que pretendem um projeto alternativo de mudança tiraram as consequências do golpe e da ruptura institucional conduzidas (e ainda em curso) pelas frações mais ativas das elites dominantes -, aliás, que não descartam a intervenção golpista das FFAA.

Por último, Lula e o PT iniciam mais uma caravana popular, agora por Minas Gerais. É o gesto e a iniciativa de maior resistência e alcance popular que temos para o momento no campo oposicionista. Diferente da ração, Lula propõe a volta do emprego, do desenvolvimento econômico e dos programas de inclusão social, ou seja, um diálogo que soa como uma música para as camadas mais pobres da população. Por isso, lidera com folga todas as pesquisas eleitorais para 2018.

Aos 90 anos, Jairo Graminho, referência da luta por moradia em Curitiba, recebe homenagem

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A luta popular por moradia em Curitiba, nos anos 70 e 80 do século passado, teve em Jairo Graminho uma referência permanente. De aparência frágil, miúdo, como falam os homens do campo lá nas bandas do Rio Grande, “Seo” Jairo, nascido em Canelas (RS), é um incansável e destemido lutador pela moradia popular em nossa cidade.

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Jairo Graminho, em 2009, com o então presidente da Cohapar, Rafael Greca

A longa trajetória de Graminho, que chegou em Curitiba em 1975, teve a marcante experiência do “Levante dos Posseiros” do Sudoeste do Paraná, no longínquo ano de 1957,  quando milhares de camponeses organizados e armados enfrentaram as companhias colonizadoras e garantiram a posse da terra. Um episódio que faz parte da história da luta pela terra no Paraná e no Brasil.

Em Curitiba, na Vila Formosa, zona sul da cidade, Jairo Graminho novamente se defrontou com a necessidade de organizar a luta pela terra, agora em solo urbano. Carpinteiro de profissão, Graminho construiu, com a sua experiência e combatividade, as ferramentas de luta da organização popular na busca de direitos e cidadania para milhares de pessoas sem moradia, na sua imensa maioria gente vindo do interior do Paraná, Santa Catarina e até do Nordeste do país.

O Brasil ainda estava sob o tacão da ditadura militar, mas isso não esmoreceu ou intimidou Jairo Graminho e seus companheiros que, mesmo enfrentando todo tipo de ameaças e perseguições, foram à luta, organizaram os moradores da região, buscaram apoio político e social, perseguindo com determinação os seus objetivos.

Os noventa anos bem vividos,  serão objeto de homenagem nesta próxima sexta-feira (13), onde seus companheiros de militância popular e partidária, Jairo Graminho, também foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no Paraná, se reunirão para festejar e desejar vida longa para este notável lutador popular.

Serviço

90 anos de Jairo Graminho de Oliveira

13 de outubro/2017/ às 15 horas na Associação de Moradores da Vila Formosa

Rua julião Guião Queirolo Russo, 1000.

Novo Mundo – Curitiba

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Veja também matéria da Carta Capital sobre a trajetória de Graminho:

https://www.cartacapital.com.br/revista/972/aos-90-anos-jairo-graminho-e-simbolo-da-luta-pela-moradia

Opinião – Lula na memória e no coração

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“A um ano das eleições de 2018, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se impõe como fato irreversível. Lula não é apenas candidato do PT, de forma irrevogável, como definiu o Diretório Nacional do partido em 22 de setembro. É o candidato da mais expressiva parcela da população brasileira”, é o que afirma artigo da presidente do PT, senadora paranaense Gleisi Hoffmann. Confira a íntegra do artigo publicado na edição desta segunda-feira (9) da Folha de São Paulo.

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Por Gleisi Hoffmann*

O Datafolha confirmou a tendência já registrada por outros institutos, embora com números distintos por diferenças de metodologia. Lula é o líder em todos os cenários e vem crescendo consistentemente, apesar da perseguição por setores do sistema judicial, com ampla repercussão negativa na mídia.

As pesquisas retratam a miséria eleitoral dos partidos identificados com o golpe do impeachment, que aprofundou a recessão e o desemprego, precarizou as relações no trabalho, desmonta as políticas sociais e entrega o patrimônio nacional. No PSDB, nem a versão ortodoxa, de Geraldo Alckmin, nem a carnavalesca, de João Doria, atraem o eleitor, que condenou Aécio Neves ao merecido traço.

As pesquisas mostram que Lula tem mais que o dobro das intenções de voto que Jair Bolsonaro, a alternativa autoritária fruto das campanhas de ódio e preconceito, do submundo da política e das redes sociais. E também tem o dobro das intenções de voto na antipolítica que Marina Silva representa hoje.

A pergunta que operadores da política, do mercado e da mídia se fazem é: por que Lula não só resiste, mas cresce na preferência popular, apesar das horas de noticiário negativo na Rede Globo, das dezenas de capas de revista e centenas de manchetes que o pintam como suposto responsável por tudo o que há de ruim no país, que o vendem como chefe de uma inexistente organização criminosa?

É mais inteligente reconhecer a sabedoria do povo, em vez de menosprezá-la como certos comentaristas e analistas. O povo compara a realidade atual com o legado de Lula; um tempo de oportunidades, crescimento, redução das desigualdades, valorização do trabalho e democratização do acesso à terra e ao crédito. Lula vive na memória e no coração do povo.

Quem acompanhou sua caravana pelo Nordeste percebeu isso nos olhos das pessoas. Se no passado Lula era a esperança, por sua história de vida e compromisso com os mais pobres, hoje o ex-presidente representa a certeza de que o Brasil pode retomar o rumo certo.

Mas é um engano supor que os eleitores de Lula seriam tolerantes com a corrupção, como fizeram em artigo os diretores do Datafolha. Perdem-se na suposta contradição entre a liderança de Lula e os 54% que, segundo o instituto, acham que ele devia ser preso, “considerando o que foi revelado pela Lava Jato”. O problema não está nas respostas; está na pergunta, que embute um prejulgamento.

A Lava Jato não “revelou” nada que envolva Lula com os desvios na Petrobras, o que foi reconhecido até por Sergio Moro em sua absurda sentença; nada que justifique condenação. É a mídia que faz a mediação entre as falsas acusações e o público, com presunção de culpa e desequilíbrio editorial, mas ainda é a Justiça que deve sentenciar em última instância.

Ou será que depois do julgamento midiático vamos nos submeter ao veredito estatístico? Lenientes, cúmplices e beneficiárias da corrupção são as elites que governaram este país por tanto tempo e não fizeram, como fez o PT, as necessárias mudanças na lei e nas instituições para enfrentar a impunidade.

O povo brasileiro, que não tolera e é vítima dos desvios, está cada vez mais consciente de que há só um caminho para superar a profunda crise que vivemos: retomar a democracia, em eleições diretas com a participação de todas as forças políticas, para que um governo legítimo possa resgatar a confiança e reconstruir o país.

*É senadora (PT-PR) e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores

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