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Arquivo do mês: março 2018

O legado de ‘Maio de 68’ no blog a partir de abril

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O blog vai publicar uma série de artigos, análises de especialistas e militantes sociais, reprodução de filmes e da rica iconografia sobre o legado de Maio de 1968, acontecimento político e cultural que sacudiu o mundo capitalista ocidental e também o chamado “socialismo real” existente no então bloco soviético.  O Maio de 68, fenômeno universal e particular, espalhou as labaredas da rebeldia na China de Mao Tsé Tung, a grande ‘Revolução Cultural’,  na resistência dos vietcongs, nas jornadas dos estudantes brasileiros contra a ditadura e no intenso movimento renovador da ‘contracultura’, iniciado nos EUA. ‘Maio de 68’ é um tema multidimensional, de muitos olhares e percepções. A partir do mês de abril, pequenas fagulhas estarão pipocando neste espaço. Acompanhe e divulgue! (M.A)

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Defesa do ‘Mais Médicos’ originou condenação do blog

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Postagem publicada no blog do Esmael. O blogueiro Milton Alves foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil por dano moral ao Sindicato dos Médicos do Paraná (SIMEPAR). Em 2013, o ativista social classificou de “pelega” e “apedeuta” a entidade sindical no debate acerca do programa federal “Mais Médicos”. A ministra Nancy Andrighi, do STJ, negou recurso especial ao blogueiro.

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Do Blog do Esmael

Leia também:

Presidente do Sindicato dos Médicos do PR nega censura, mas é autor de ação contra blogueiro na Justiça

O diabo é que o Sindicato dos Médicos é presidido por Mário Ferrari, filiado ao PCdoB e presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) no Paraná.

Milton Alves hoje é filiado no PT, mas presidiu o PCdoB do Paraná. Ele mantém no ar o blog Milton Com Política, que discute políticas públicas, direitos humanos e mundo do trabalho.

A ação por dano moral do SIMEPAR contra o blogueiro gerou críticas de centrais sindicais como a Nova Central Sindical (NCST) e a UGT (União Geral dos Trabalhadores), bem como do PT e das esquerdas paranaenses. As principais organizações trabalhistas do estado prometem fazer uma coleta para ajudar Milton Alves a pagar a indenização.

O titular desta página se solidariza e apoia a campanha em favor de Milton Alves, que é colunista e colaborador do Blog do Esmael. 

Contribuição para pagamento da multa ao Blog

Raimundo Milton Alves de Souza

CEF – Agência 0369 – Conta Corrente 00045812-6

Saiba mais:

STJ – tramitação agravo de instrumento (4)

Assassinato de Marielle abala intervenção militar no Rio e tem forte repercussão no exterior

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Assassinato de Marielle abala intervenção militar no Rio e repercute intensamente no exterior. Atos e manifestações estão programados em todo país e na Europa. Nesta quinta-feira(15), a Câmara de Deputados realizou uma sessão em homenagem à Marielle Franco (PSOL) e também aprovou uma comissão externa para acompanhar a investigação do crime.

O brutal assassinato da ativista social e vereadora, Marielle Franco, é o assunto mais comentado nas redes sociais e despertou forte questionamento na política de segurança adotada no Rio de Janeiro, com a intervenção militar decretada pelo governo golpista de Temer.
Atos de protestos estão programados em todo o país e até no exterior no dia de hoje. A imprensa internacional destacou o fato, com ênfase no resultado da ação das forças de segurança, questionando a atuação dos efetivos militares que diante de um constante “fogo cruzado” trazem um maior risco para a população das comunidades afetadas pelas operações.

 

O duplo assassinato cometido na noite de quarta-feira (14), indica uma operação planejada que coloca em xeque a intervenção militar, bastante desgastada com os pífios resultados e o crescimento da onda de violência nos últimos dias.

O jornalista Luiz Nassif, em seu blog,  diz que os “os tiros que a atingiram miraram diretamente o interventor militar. Em suas primeiras entrevistas, o interventor, general Souza Braga, aparentava ser uma pessoa de bom senso. Impediu o showbiz da mídia, não fez desfiles de tanques na avenida Rio Branco, alertou que ocupação de território não funcionava, que o essencial seria a unificação das ações policiais com a supervisão militar”.

No entanto, acrescenta Nassif, “a polícia e o exército passaram a praticar a identificação invasiva de pessoas, a invasão de casas e outros procedimentos de exceção – que são regras para as populações mais pobres. Exigiram tribunal militar para crimes de militares contra civis, anunciaram que não haveria comissão da verdade nas favelas – e Marielle trabalhava justamente na montagem dessa comissão”.

Os fatos são reveladores dos limites de uma política de intervenção baseada somente em ações repressivas, que transformaram o Exército Nacional numa força de ocupação policial em territórios densamente povoados e sem um alvo específico. Especialistas têm alertado para os riscos institucionais do envolvimento do Exército em operações policiais dessa natureza, alguns apontaram até para o exemplo do México, onde o Exército daquele país foi transformado em força policial de natureza interna, o que se  convencionou chamar de “Mexicanização” da política de segurança.

As pressões sobre o governo brasileiro tendem a crescer, exigindo o respeito aos direitos humanos e a preservação do Estado de Direito. A continuidade da espiral de violência pode levar a uma guerra sem fim no Rio de Janeiro.

Enquanto a barbárie ocorrida no Rio comove e indigna o país, juízes fazem greve para manter privilégios e prebendas descabidas, como o auxílio-moradia.

Eleições 2018 – Filiação de Boulos ao PSOL inicia reconfiguração da esquerda no país

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Nesta segunda-feira (5), na sede da Fundação Lauro Campos, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e impulsionador da Plataforma Vamos!, Guilherme Boulos, se filiou ao PSOL. O ato contou com representantes da bancada federal, dirigentes partidários e lideranças de movimentos sociais. Com a filiação, Boulos é o mais novo pré-candidato da legenda à presidência da República.

Guilherme Boulos se filia ao PSOL

A filiação de Guilherme Boulos inicia um processo de reconfiguração da esquerda no país e o lançamento da candidatura por um conjunto de movimentos sociais, grupos organizados de populações originárias, artistas, religiosos, ativistas dos novos direitos civis e humanos, em aliança com o PSOL, fornece uma valiosa base social de massas ao partido, atualmente uma legenda com foco na atuação parlamentar de uma reduzida e combativa bancada de deputados.

Boulos opera uma transição política e geracional na esquerda. É um líder emergente, com refinada capacidade de diálogo e uma sensível antena política. Atuou de forma combativa na defesa da democracia e contra o golpismo da direita, esteve (e segue) na linha de frente do movimento contra a proscrição política de Lula, o que gerou a resistência de alguns setores do PSOL ao lançamento da pré-candidatura do líder sem teto. É fato que Guilherme Boulos mantém diálogo próximo com segmentos do chamado “lulismo”, a própria base social do movimento liderado por ele, os sem teto,  é um exemplo disso.

No ato, Boulos afirmou que a crise do Brasil forçou os movimentos sociais, em especial o MTST, a fazer uma atuação mais ampla do que as pautas específicas. “Fizemos muitas lutas nos últimos anos: por direitos, pela democracia, contra o golpe. E nessas lutas, nos encontramos sempre com o PSOL e sua militância”, afirmou. “A capacidade de conjugar unidade na luta, na resistência e na defesa dos direitos com a ousadia de construir um projeto de futuro foi o que aproximou e uniu o MTST com o PSOL, bem como outros movimentos sociais, na construção dessa aliança”.

Guilherme Boulos citou, também, a construção da plataforma Vamos!, da frente Povo Sem Medo, que reuniu contribuições de mais de 150 mil pessoas em todo o país. A plataforma é a base do programa que o PSOL vai apresentar nas eleições 2018.

O ex-presidente Lula, pré-candidato do PT à presidência da Republica, saudou a filiação de Boulos em vídeo transmitido durante a realização da Conferência Cidadã, que aconteceu em São Paulo, no último fim de semana. Também o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, gravou uma mensagem de apoio ao líder dos sem teto.

O PSOL realizará, no próximo sábado, dia 10, a Conferência Eleitoral que vai decidir, entre outras questões, a candidatura presidencial do partido em 2018.

*Com informações do site do PSOL e foto de Nunah Alle

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