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Opinião – Aonde vai o PCdoB?

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“Com Lula ou com Maia, de frente ampla ou de união nacional, não se sabe”, indaga o dirigente nacional do PT, Markus Sokol. Confira a íntegra do artigo.

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Lula e João Amazonas, líder do PCdoB, 1° de Maio de 1989: opção pela esquerda na então Frente Brasil Popular, que lançou o petista nas eleições daquele ano

 

Por Markus Sokol*

No bojo da crise política, é de se perguntar que saída propõe o PCdoB. Na imprensa, aparece mais de um sinal de proximidade com Rodrigo Maia (DEM), quem apoiaram entusiasticamente para presidente da Câmara no começo do ano.

Valter Sorrentino, vice-presidente e porta-voz do partido, declara a solidariedade ao direito de Lula à candidatura. Mas defende uma “frente ampla” que contorna a questão final do candidato. Conclui um artigo de orientação no site “Vermelho” propondo “um novo programa e uma reconfiguração da esquerda progressista em Frente Ampla pela retomada do desenvolvimento soberano, pelos direitos do povo e pela restauração da democracia no país. Nomes de candidatos derivam disso e haverá hora apropriada para debatê-los”.

Aqui, Lula ou outro nome, deveria aguardar a “reconfiguração da esquerda”, seja lá o que isso quer dizer, para ser “debatido”. Não parece que a campanha Diretas-Já nem a brutal crise política em si, peçam uma resposta clara e urgente.

Mas ao mesmo tempo, Aldo Rebelo, o ex-presidente da UNE e ex-ministro pelo PCdoB, lançou para adesões um “Manifesto pela União Nacional” (07/07). O jornal Valor foi direto ao ponto, avaliando que ele se “diferencia do formulado pelo ex-ministro Bresser Pereira, por exemplo, (que) é restritivo, atribui ao impeachment o caráter de um golpe”, ao contrário da “união nacional” de Aldo.

E, de fato, Aldo lança pontes, mais que pinguelas, para um acordo com Maia. “Não há como se negar”, diz o manifesto de Aldo, “que o Brasil precisa de reformas que corrijam distorções, eliminem privilégios corporativos, facilitem a empregabilidade e o funcionamento da economia”. É a defesa escancarada das contrarreformas! Onde, acrescenta, “todos precisam abrir mão de alguma coisa”, o argumento de sempre para tirar o pouco que o trabalhador tem.

Tal manifesto deve ser rechaçado em todo movimento sindical, popular e democrático!

Não é o que faz Sorrentino.

No site Vermelho, em 11/7, com um artigo, Ion de Andrade, critico de Aldo Rebelo, que questiona se o seu manifesto “poderia exprimir uma chance real de enfraquecimento do entreguismo ou se apenas fortaleceria o golpe dando-lhe renovada legitimidade”. Sorrentino responde que não, que ele “pode abrir caminho para a superação da crise atual, unindo amplas forças para retomar o caminho da construção do projeto nacional”. Uma forma de apoiar Aldo.

Repúdio!

O PCdoB tem acompanhado a bandeira das Diretas-Já e a luta contra as “reformas” da Previdência e Trabalhista, mas em geral resiste a adotar a bandeira da Constituinte, isto é, da ruptura com as instituições podres do Estado brasileiro.

Nós desconhecemos os meandros da opaca vida política do PCdoB, partido de origem stalinista, sem direito de tendências, por exemplo.

Mas nós sabemos ler português e lançamos um alerta a esta armadilha de manifesto de união nacional com o golpismo, que não deve ser assinado, deve ser repudiado.

* Integrante do Diretório Nacional do PT e da Tendência O Trabalho. Artigo originalmente publicado no site da tendência.

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