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Esquerda – Os ‘colectivos’ e o governo Maduro: O que passa?

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Os acontecimentos na Venezuela despertam intenso debate na esquerda. Nos últimos dias, surgiu no noticiário com insistência o ruidoso protagonismo dos autodenominados colectivos: O que são? como atuam? O blog que acompanha com atenção militante o processo bolivariano levantou algumas informações para os leitores. Confira.

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Colectivos, o que são?

O ataque à Assembleia Nacional da Venezuela (parlamento), na última quarta-feira(5), foi protagonizado pelos autodenominados ‘colectivos’, grupos que atuam sob a bandeira da revolução bolivariana, de apoio ao governo de Maduro. Os tais colectivos têm uma atuação bastante controversa, alguns têm um nítido perfil de esquerda e agem dentro da tradição democrática da esquerda; porém alguns desses grupos operam como gangues, controlando bairros inteiros de Caracas. Com o enfraquecimento do governo de Maduro, inclusive dentro das fileiras do Chavismo, esses grupos estão ganhando cada vez mais protagonismo.

O ato na Assemblea Nacional foi um erro político, o próprio governo de Maduro emitiu uma nota condenando o episódio e ordenou a abertura de investigações.

No momento atual, em que há muita confusão e desinformação, a atuação desses grupos (colectivos) e a dos “guarimbeiros”, da direita, que atuam sob a coordenação da oposição, criam as condições objetivas para o caos político e a violência generalizada, o que fragiliza mais ainda os esforços para a recuperação da estabilidade política no país. A legalidade e o funcionamento das instituições estatais e políticas são do máximo interesse do processo bolivariano.

Além disso, há tarefas fundamentais e urgentes para as forças bolivarianas consequentes como garantir o pleno funcionamentos das Claps (juntas de abastecimento), a defesa dos depósitos de comida, alguns foram incendiados por atentados terroristas da direita, a defesa da Rede Mercal (rede de supermercados administradas pelo estado), o fortalecimento das organizações populares e comunais de base e a luta para assegurar uma Assembleia Nacional Constituinte, livre e democraticamente eleita pelo povo.

Portanto, as ações isoladas de pequenos grupos, sem o concurso político e a participação consciente do povo organizado, não contribuem para o avanço do atribulado processo bolivariano em curso na Venezuela.

Uma lição, talvez uma das principais, da Revolução Cubana foi o de sempre recorrer ao protagonismo do povo organizado em momentos de tensão e perigo; foi assim durante os atentados e sabotagens da direita e dos EUA no início dos anos 60, também durante a crise dos mísseis de 1962, no Êxodo de Mariel em 80 e durante a escassez nos anos do período especial, anos 90.

Sem o protagonismo do povo trabalhador qualquer processo revolucionário sucumbe, não bastam a clarividência e a “genialidade” das direções. Só stalinistas fanáticos e idiotizados acreditam na infalibilidade das direções.

Torço pelo povo da Venezuela e pelo legado do projeto de Hugo Chávez. Resta saber se o governo Maduro estará em condições de garantir a continuidade do projeto popular naquele país.

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Recomendo para quem quer acompanhar as notícias da Venezuela por um olhar ”chavista” e não apenas oficialista que sigam o site: www.aporrea.org

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Los “colectivos” armados son la defensa que le queda al madurismo en los barrios y zonas populares. En esos espacios, silenciosamente, chantajean, amedrentan, roban, violan y asesinan ante el miedo de un pueblo azotado por el hambre, la pobreza y la miseria. Para el gobierno, esos “colectivos” son parte de una estructura inmoral para someter a quienes se levanten contra el madurismo, en aquellos espacios donde una vez Hugo Chávez logró levantar los sueños y esperanzas del pueblo.

Desgraciadamente, el madurismo y estos “colectivos” no sólo traicionan el legado de Chávez, al querer asesinar la Constitución de 1999, sino que en el medio de una hecatombe política, económica y social nos están llevando hasta un desenlace muy sangriento sobre el cual todo quedará como tierra arrasada. A propósito de ser ciego. Quien tenga ojos que vea.

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¹ https://www.aporrea.org/actualidad/n309462.html

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