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Defender e preservar o legado de resistência da APP-Sindicato

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A APP-Sindicato, com pleito sindical previsto para o mês de setembro, é a entidade que reúne os profissionais de educação no estado, uma base estimada em cerca de cem mil trabalhadores(as) do sistema público de ensino.  O que mobiliza, naturalmente, as forças políticas atuantes na categoria numerosa e influente. E também desperta o interesse do governo do Estado, inimigo declarado do magistério e de seus direitos.

Resultado de imagem para fotos massacre 29 de abril Legado de Beto Richa: Massacre dos professores no Centro Cívico

 

A APP-Sindicato e o governo Beto Richa protagonizam um enfrentamento político e sindical duradouro, que se arrasta por toda a gestão do tucano. Trata-se de uma resistência contra uma brutal ofensiva de um governo hostil aos direitos e à organização sindical independente, representadas pelo sindicato do magistério paranaense.

Neste sentido,  dois elementos centrais estão em jogo nas eleições para a escolha da futura direção sindical: o primeiro, refere-se a necessidade da defesa intransigente do legado de luta e mobilização da categoria, que enfrenta toda sorte de ataque e abusos aos seus direitos e conquistas sócio-econômicas dos últimos anos, que aviltam a carreira, o bem-estar e a qualificação dos professores(as) da rede pública. Além do achatamento salarial, a categoria padece de alto índice de estresse e doenças profissionais decorrentes de uma política de governo que escolheu os professores como inimigo principal.

O segundo elemento,  que merece toda atenção dos ativistas e militantes comprometidos com a luta da categoria, é o fortalecimento e preservação do sindicato, a ferramenta indispensável para organizar a resistência às políticas de ataques do governo Beto Richa. Vale lembrar, que nos últimos três anos foram realizadas 4 greves,  um vigoroso movimento de ocupação de escolas e diversas jornadas de mobilização. A resposta do governo tem sido recorrente: a perseguição e a desqualificação da direção sindical. Quando não recorre à repressão aberta (vide o 29 de abril) e a arregimentação de capangas oriundos de grupelhos da extrema-direita para tentar intimidar os ativistas do sindicato. Portanto, a defesa da independência do  sindicato é parte integrante e inseparável do legado da resistência e da luta por direitos do último período, uma não caminha longe da outra.

A construção da unidade  precisa ser um esforço perseguido por todas as correntes e grupos que se identificam com os direitos dos trabalhadores do magistério e a preservação da independência do sindicato. Um esforço baseado numa plataforma de comum de luta e no compartilhamento de espaços na estrutura da entidade sindical, sem exclusivismos (e para além do campo cutista), um esforço de frente única pela base e pela camada dirigente do sindicato. Fora disso, aumentam as chances de uma ação orquestrada pelo governo de captura do sindicato.

Construir e consolidar uma perspectiva de direção sindical plural e unitária é uma exigência do momento, talvez incontornável, para seguir adiante na luta contra a truculência e a irresponsabilidade de um governo de turno, inimigo declarado da educação e do magistério.

 

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