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Queda de árvore na Avenida Anita Garibaldi, Barreirinha – Foto Gazeta do Povo

As fortes chuvas ocorridas nos últimos dias chamaram atenção novamente para o risco da queda acentuada de árvores, um problema recorrente, que exige imediata ação da prefeitura. Para o engenheiro florestal e membro do corpo científico da Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef), Mauro Luiz Neumann, “há uma grande preocupação em relação aos atuais níveis de riscos e acidentes que as árvores possam causar para a população de um modo geral”. Ele acrescenta ainda que “num universo da arborização existem várias espécies de árvores, cada uma com um tempo de vida útil determinado, e que nas condições urbanas as espécies concorrem com a poluição e produtos tóxicos lixiviados das ruas e calçadas, reduzindo o seu tempo de vida”.

Neste sentido, ganha relevo o debate sobre a necessidade de um correto manejo da arborização, com medidas permanentes de preservação, renovação e monitoramento de riscos. A Prefeitura de Curitiba e os demais órgãos do poder público envolvidos com a questão precisam atuar de forma preventiva a curto prazo e adotar, ao mesmo tempo, medidas e ações de longo prazo.

Ações

Para manter as cerca de 300 mil árvores localizadas em vias públicas da cidade, a Prefeitura de Curitiba conta com um Plano de Arborização Pública, que consiste em ações preventivas que vem substituindo árvores desvitalizadas por espécies nativas e mais adequadas às áreas urbanas, e também na manutenção permanente.

A reposição florestal é realizada de acordo com o Código Florestal Municipal (Lei n 9.806), que estabelece que toda árvore a ser suprimida deve ser reposta. Cada árvore deve ser substituída por duas. A conta dobra no corte de um pinheiro-do-paraná. Neste caso, o responsável deve replantar quatro mudas da espécie. O Código Florestal Municipal estabelece também duas opções de local de plantio, que poderá ser em área própria ou em locais indicados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

No entanto, a Prefeitura de Curitiba precisa urgentemente realizar uma campanha de conscientização da população sobre o conhecimento dos riscos, identificar e remover as árvores com maior potencial de acidentes, estabelecer parcerias com universidades, entidades científicas, e atualizar o Plano Municipal de Arborização.