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Opinião – Continuidade ou mudança com Gleisi no comando do PT?

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O presidente do PT de Curitiba, André Machado, faz um balanço do significado político da eleição da senadora Gleisi Hoffmann para a presidência nacional do partido. O 6° Congresso Nacional do PT foi concluído neste final de semana. Confira a íntegra do artigo.

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Unidade do PT: Fora Temer e Diretas Já aprovados no congresso

 

Por André Machado*

No dia 10 de maio, milhares de militantes de diversas partes do país vieram à Curitiba para acompanhar o depoimento do Lula ao juiz Moro. A figura mais aguardada na praça era o próprio Lula, evidentemente. Mas aquele mar de gente também esperava com grande expectativa os dois senadores que disputariam, nesse final de semana, o comando do PT: a Gleisi e o Lindbergh.

Os dois senadores ganharam esse respeito e simpatia porque expressaram nacionalmente nesse último ano o combate cotidiano e incansável contra o golpe em curso no Brasil. Todas as polêmicas que precedem esse último período ficaram minimizadas diante à postura das duas lideranças nesse momento de acirramento político do país.

Em especial agora, em fevereiro de 2017, quando uma parte dos deputados e senadores do PT, contando com a anuência tácita da maioria da direção nacional, quiseram votar no Rodrigo Maia e no Eunício Oliveira para presidir as duas casas legislativas federais, a Gleisi e o Lindbergh se posicionaram publicamente contra e incentivaram os petistas a organizarem um gigantesco levante na base do partido, com atos pipocando em todo Brasil. Esse movimento consolidou os dois parlamentares como símbolos de uma mudança tão desejada pelos petistas.

A escolha do nome da Gleisi, portanto, há menos de dois meses, como candidata à presidência pela corrente majoritária do partido – a CNB, representou um recuo de um setor mais conservador da cúpula partidária e a última alternativa viável da atual maioria para evitar a vitória de Lindbergh, que foi apoiado pelas correntes mais à esquerda do PT. Isso porque a própria base da CNB estava disposta a votar em Lindbergh contra os nomes anunciados pela sua coordenação nacional, que representavam a manutenção de um perfil mais burocrático e conciliatório do partido, como Alexandre Padilha ou Márcio Macedo. Apenas com a vinda da Gleisi para a disputa é que a CNB conseguiu reagrupar suas forças e apresentar uma candidatura com aceitação entre a militância, pois ela aparece como uma possibilidade de sacudir o PT.

Deste modo, o espírito do Congresso do partido que elegeu a senadora Gleisi para presidir o PT foi de mudanças. As resoluções aprovadas, a maioria por consenso, representam uma guinada à esquerda no programa e nas tarefas a serem encampadas pelo partido.

A Gleisi tem a missão de colocar o PT em movimento, dar novamente voz à militância e radicalizar a democracia interna. Nesse momento, tem como desafio fortalecer o movimento pelo Fora Temer e pelas Diretas Já!. Se assim o fizer, agirá em consonância com a expectativa por mudanças da militância do PT.

Para essas tarefas, contará com todo nosso apoio do diretório do PT de Curitiba!

 

*É presidente do PT de Curitiba e dirigente sindical bancário

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