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Conjuntura – Establishment se reorganiza e opera salvação de Temer

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A surpresa e o impacto inicial das revelações da conversa entre o dono da JBS e o “presidente” Temer sacudiram ontem (18) establishment político, empresarial e midiático, mas passado o susto inicial um movimento de reorganização foi posto em marcha e segue em curso. Somente a entrada em cena de povo nas ruas impedirá as manobras do ‘andar de cima’. 

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Os últimos acontecimentos, com as revelações bombásticas do dono da JBS que envolveram diretamente o “presidente” golpista Michel Temer, jogaram o país no pico máximo da crise política e social em curso. Uma crise continuada e com contornos indefinidos. Apesar de sangrando em praça pública, o governo Temer buscar sobreviver acenando para o mercado que é o único capaz de entregar as reformas antipopulares, via ajuste regressivo e a retirada de direitos. Esse foi o sentido do discurso de ontem de Temer.

Nessa direção, nas últimas horas um certo movimento concêntrico do establishment (e de suas ramificações políticas, empresariais, do judiciário e midiática) operam uma ação de salvamento de Temer. Um movimento sinuoso, cheio de ziguezagues, mas efetivo. O discurso é de ‘água na fervura’, de ‘defesa da Constituição’, de manter o curso da falsa recuperação econômica -, e por aí vai a narrativa que busca consolidar a possibilidade de manutenção de Temer.


Porém, ao mesmo tempo, há fatores fora de controle como a própria dinâmica do aparelho jurídico-policial, que age hoje com elevado grau de autonomia, e a mobilização de rua, precisando melhor, a quantidade de pessoas nas ruas exigindo a saída de Temer e novas eleições. Vejo que apenas esses dois fatores são capazes de alterar a rota, o que poderá permitir uma solução positiva do ponto de vista popular da atual crise. Fora disso, a oposição institucional e popular vai depender de “janelas” abertas por contradições e acidentes ocorridos no ‘andar de cima’ da classe dominante. É da política, faz parte do jogo.
No momento, insistir na tese do impeachment de Temer no Congresso; nas ruas: intensificar a campanha por eleições diretas; e preparar nova greve geral para início de junho.


Somente a entrada em cena de grandes massas nas ruas colocará em xeque as saídas ‘por cima’ e os arranjos políticos do establishment. O jogo está sendo jogado: e novos golpes de mão estão no arsenal das classes dominantes; só a ginga e os dribles sensacionais do povo poderão definir a partida. Até porque na luta de classes não há 
empate.

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