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No Senado, Gleisi mostrou para o ‘andar de cima’ a crueldade da reforma trabalhista

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Na última quinta-feira(11), o Senado da República presenciou um contundente e esclarecedor discurso da senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT) sobre a natureza e os objetivos da reforma trabalhista em debate naquela casa. 

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Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no acampamento pela Democracia em Curitiba

Confira o link com o pronunciamento: 

http://content.jwplatform.com/previews/orxApdwj-EdHupmSv

A senadora falou para uma plateia bem remunerada, branca, bem vestida, que goza de todas as vantagens e regalias do ‘andar de cima’ num país de abismal fosso social; lá estavam senadores – herdeiros de clãs políticas e riquezas, empresários, juízes, acadêmicos e lobistas de grandes empresas de consultorias. Uma turma que não conhece as agruras da gente comum e pobre do Brasil, cerca de 80% da população.

Glesi foi certeira nas denuncias sobre os objetivos da chamada “reforma trabalhista”, porém disse, com todas as letras, para os nobres senadores e seus ilustres convidados, o que todos estavam fazendo ali, discutindo a vida do trabalhador, a supressão dos seus direitos, enfim o aviltamento das suas condições de trabalho.

Enquanto travavam o debate, ‘eles’, disse Gleisi, contam com todas as garantias materiais, não conhecem o fantasma do desemprego, do trabalho intermitente e precário; todos eles: com altos salários, dois períodos de férias anuais, trabalham em ambientes sofisticados e aprazíveis, duas horas de almoço ou mais, moram em casas e apartamentos espaçosos de bairros nobres com toda infraestrutura urbana. Ou seja, o Brasil do “andar de cima”.

A senadora, com pertinência, deu exemplos das decisões do Senado na proteção e na defesa dos interesses dos ricos e poderosos: as isenções fiscais, as anistias de dívidas e outras concessões generosas para corporações, mega empresários e financistas. Em contraposição, Gleisi declarou que exatamente dos mais fracos, dos que têm menos garantias e condições, o Senado pretende retirar direitos duramente conquistados  e contidos na atual legislação protetiva do trabalho.

Por último, desafiou os nobres parlamentares para que realizem um processo de debate legislativo sem pressa, sem pedido de urgência, que encarem a discussão de forma aberta e responsável.

Afinal, a matéria, caso aprovada, significará um brutal retrocesso social, o que afetará a vida de milhões de brasileiros.

Resta saber, se o apelo de Gleisi será em vão…Como diz o seu colega de bancada, Lindbergh Farias (PT-RJ), “a burguesia nacional fez a opção de romper com o pacto social de garantias sociais minímas para os de baixo”; para isso, pretende liquidar a rede básica de proteção social e de seguridade, garantida pela carta constitucional de 1988.

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