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O frio chegou; o que fará o prefeito Greca com os moradores de rua?

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A chegada antecipada do frio revela mais uma faceta do drama dos moradores de rua. O que fará  a gestão do prefeito Rafael Greca (PMN) é uma pergunta que fica: Que política pública será adotada? Que medidas humanitárias e emergenciais serão implementadas?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre
Estimativas apontam que são mais de quatro mil pessoas em situação de rua na cidade

 

É verdade que o frio pode matar, porém uma intervenção organizada e diligente da administração municipal será um fator indispensável para proteger a vida desse segmento vulnerável, excluído e marginalizado da população. Estimativas apontam para a existência de quatro mil pessoas em situação de rua na cidade, é possível até um número maior como resultado do agravamento da crise social nos últimos meses.

Qual será a política adotada pela gestão de Greca é uma incógnita. Gestões passadas realizaram as chamadas ‘Operações Inverno’ comandadas pela Fundação de Assistência Social (FAS), visando o resgate social e a proteção das pessoas em situação de rua no período de inverno. Políticas pontuais.

O momento exige, no entanto, uma abordagem que abra espaço para o protagonismo dos moradores em situação de rua, dos movimentos e entidades que lidam com a questão. Um diálogo necessário para a construção de medidas humanitárias emergenciais como o abrigamento, utilizando espaços da prefeitura como centros esportivos e de lazer durante o período noturno; a instalação de tendas na região central para pernoite e guarda de pertences, uma opção para aqueles que não querem ir para um abrigo; a distribuição de cobertores, mantas, roupas, alimentos; a criação de uma força-tarefa conjunta da FAS,  da defesa civil, guarda municipal, igrejas e voluntários; a organização de um cadastro para aferir o número efetivo de pessoas em situação de rua em Curitiba, e que sirva de base para a adoção de políticas mais estruturantes: geração de emprego e renda, escolarização e inclusão em programas sociais.

Para além dos rigores das baixas temperaturas do inverno, da proteção imediata, o fenômeno da população de rua é resultante de uma situação social  de exclusão e marginalização de segmentos sociais pobres, vitimadas por um modelo econômico de concentração da renda, da propriedade e da riqueza.

O cuidado do poder local é um primeiro passo para o caminho de inclusão das pessoas que vivem em situação de rua.

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