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Movimento sindical: Radicalizar a luta para garantir o direito ao trabalho digno

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A classe trabalhadora e suas organizações estão diante da maior ofensiva do capital para eliminar direitos e conquistas duramente alcançados nos últimos setenta anos. A atual ofensiva reduz o ambiente de trabalho para o período pré-CLT, que foi promulgada em 1943.

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Os trabalhadores brasileiros estão diante de uma brutal e desumana ofensiva do capital para precarizar as condições de trabalho e desestruturar a legislação protetiva – contida na CLT. A atual ofensiva ocorre no momento de uma profunda recessão, com o desemprego de mais de 20 milhões de trabalhadores – o que fragiliza, relativamente, a força organizada do movimento de resistência dos trabalhadores.

A escalada, que ganhou mais força e ritmo com o governo golpista, opera em duas frentes básicas: eliminar entraves para a exploração desenfreada do capital e minar a organização sindical, via uma pretensa reforma trabalhista.

A aprovação nesta semana do projeto da Terceirização foi um duro golpe e impulsionou o governo, o empresariado nacional e estrangeiro com negócios no país a prosseguirem com a nefasta cruzada contra os direitos dos trabalhadores. E não adianta ‘tapar o sol com a peneira’, a agenda regressiva segue em curso com a reforma da previdência e propostas de mudanças nos dispositivos de financiamento da estrutura sindical.

O debate que se trava em algumas instâncias sindicais é falso. Não se trata de negociar ou não com o governo de turno. Trata-se, sim, de acumular força organizada para derrotar a política antitrabalhista da patronal e de seus agentes no parlamento. Agora mais do que nunca, a unidade de ação é a arma da classe trabalhadora para enfrentar e derrotar a ofensiva em curso.

A mobilização do dia 15 de março foi um exercício positivo que apontou para a necessidade de intensificar a mobilização nacional, generalizar os protestos de rua e nas empresas e de ganhar aliados em outros segmentos sociais, igualmente ameaçados pelos projetos do governo e dos patrões.

Portanto, não há outra saída: a hora é de radicalizar a luta com todas as forças e meios de que dispomos para impedir a desumanização no mundo do trabalho e o aviltamento do povo trabalhador.

Neste sentido, as centrais sindicais deverão pegar pesado na jornada nacional de luta do dia 31 de março, o que contribuirá, sobremaneira, para a preparação da greve geral em discussão para o mês de abril. É radicalizar ou perecer!

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