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A greve e a crise do sistema de transporte em Curitiba

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A cidade foi impactada nesta semana por uma forte greve dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo, movimento que segue em curso. Trata-se de greve realizada por uma categoria de trabalhadores estratégica para o pleno funcionamento de nossa cidade. O que demanda, para além da greve, um debate sobre os gargalos do modelo vigente, concentrado nas mãos de um pequeno grupo de empresários.

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A questão exige opções do prefeito que resguarde os interesses da população usuária do sistema. Tanto a gestão passada de Fruet e agora Rafael Greca frustraram os usuários. O atual prefeito aplicou um verdadeiro tarifaço, elevando o custo da passagem para o exorbitante R$ 4, 25 – a tarifa mais cara do país.

O modelo implantado nos anos 70, que teve traços inovadores, apresenta sinais de colapso: queda contínua de qualidade, cartelização, falta de transparência e controle social na gestão da Urbs, crise no financiamento do sistema, perda crescente de passageiros, sistema desintegrado e frota envelhecida.

A greve apenas evidenciou a necessidade urgente de uma nova repactuação para adequar o sistema. O ponto de partida passa necessariamente pela realização de uma nova licitação, a última – e única -, feita em 2010, foi amplamente contestada e denunciada por conter graves indícios de fraudes por três relatórios técnicos (Tribunal de Contas, Urbs e dos sindicatos/Plenária Popular do Transporte) e por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), realizada pela Câmara Municipal. Também é necessário rever os parâmetros definidores da planilha, que contam com elementos de custos formulados ainda nos anos 80. Além disso, Curitiba é a única grande capital do sul/sudeste do país que opera com apenas um modal de transporte.

Portanto, temos um sistema ineficiente, oneroso para a população, controlado por um cartel inescrupuloso de empresas e um prefeito sem vontade política para jogar na defesa da população.

Neste sentido, algumas propostas para a construção de um novo modelo de transporte público e de mobilidade urbana, resultado de estudos e de reivindicações de movimentos populares e sociais: 1. Nova licitação do transporte coletivo; 2. Criação de uma frota pública; 3. Transparência e controle social na gestão do sistema; 4. Integração temporal e Modal, por meio da implantação de bilhete único e terminais intermodais; 5. Políticas tarifárias inclusivas (passe livre para trabalhadores desempregados e tarifa zero para os incluídos no Programa Bolsa Família); 6. Ampliação da rede de ciclovias.

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