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Futuro Complexo Judiciário no Ahú deverá ter espaço de memória sobre período da ditadura

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Representantes do Fórum Paranaense de Resgate a Verdade, Memória e Justiça, desembargadores, engenheiros e arquitetos do Tribunal de Justiça do Paraná, representantes do Ministério Público do Paraná e da Universidade Federal do Paraná, estiveram reunidos na tarde de ontem, dia 8 de março, nas obras do novo Complexo Judiciário de Curitiba, onde funcionou, até 2012 a Prisão Provisória de Curitiba (PPC), Presídio do Ahú, para uma visita técnica. O encontro serviu para retomar as discussões sobre a construção de um espaço em memória das vítimas da ditadura militar no Brasil.

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Memorial:  O então reitor da Ufpr,  Zaki Akel Sobrinho, o representante do TJ,  desembargador José Aniceto, e membros do Fórum Paranaense da Verdade visitam o Ahú em 2012

 

O pedido é antigo e tem o compromisso do Tribunal de Justiça do Paraná, que na figura de ex-presidentes, sinalizou a dedicação de um espaço físico para que um memorial seja levantado, a exemplo do Chile, que ao longo de décadas sofreu com a ditadura Pinochet e hoje relembra a sociedade dos tempos sombrios e das vítimas do ditador em memoriais espalhados pelo país.

O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, que presidiu os trabalhos da Comissão da Verdade no Paraná, no ano de 2013, disse que a visita é um passo importante para o projeto e que oportuniza o debate sobre espaço e disponibilidade de área para o Memorial.

Milton Alves, coordenador do Forum Paranaense de Resgate a Verdade, enfatizou a importância do encontro como providencial ao andamento da implantação do Memorial. “Com essa visita pudemos ter uma ideia dos espaços que poderão ser utilizados e abrir uma conversa técnica com arquitetos e engenheiros do Tribunal de Justiça no intuito de destinar um local adequado não somente a receber o Memorial, mas como comportar o público visitante”, explicou.

Segundo Alves, o Memorial será um espaço reservado a memória da democracia nacional, um local onde as novas e antigas gerações poderão ter um encontro com um passado que o Brasil tenta esquecer. “A memória deve ser preservada para que nunca mais passemos por isso, a ditadura é algo terrivelmente nocivo a uma sociedade e isso deve ser lembrado sempre, principalmente em memória as centenas de vidas que “desapareceram” e nunca mais foram encontradas”, explicou.

Local já foi prisão da ditadura

A área onde está sendo construído o novo Complexo Judiciário, e que antes abrigava o Presídio do Ahú, já foi utilizado também como prisão para as vítimas da ditadura militar no Brasil. Espaço dedicado a tortura e aos maus tratos a cidadãos brasileiros marginalizados pelos militares por suas ideias contrárias ao regime ditatorial da época, o Presídio do Ahú guarda segredos conhecidos somente pelos generais e suas vítimas de perseguição, tortura e até mesmo morte, no período mais assombroso da história brasileira.

“É por isso que este local é emblemático e deve contar com um memorial, com um espaço em lembrança as vítimas e como um alerta as próximas gerações. Vamos buscar este espaço e com o apoio da sociedade civil organizada, Tribunal de Justiça, Universidade Federal do Paraná e com a organização do Fórum Paranaense de Resgate a Verdade, Memória e Justiça, não permitir que está triste história do nosso país caia no esquecimento”, concluiu o advogado e membro da Comissão Paranaense da Verdade, Daniel Godoy Junior.

 

Da Assessoria Fórum

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