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Milhões de pessoas marcharam em mais de 80 países contra Donald Trump

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A adesão à Marcha das Mulheres foi massiva em Washington, com mais de meio milhão de pessoas a invadir o centro da cidade. A iniciativa estendeu-se a mais de 670 cidades de todo o mundo.

Foto EPA/Mike Nelson

 

Via esquerda.net

Os protestos históricos encheram as ruas das cidades norte-americanas – de Los Angeles a Boston para Park City, Utah, onde celebridades do Sundance Film Festival se juntaram a uma marcha pelas ruas pejadas de neve. Segundo o Washington Post, em Chicago, a mobilização excedeu todas as expectativas, obrigando a organização a alterar o percurso previsto.

Washington contou com uma adesão massiva, com mais de meio milhão de pessoas a aderir à marcha. O sistema de transporte ficou totalmente sobrelotado. Vários artistas fizeram questão de se juntar aos protestos, entre os quais as cantoras Madonna, Alicia Keys e Cher, as atrizes Scarlett Johanson e America Ferrera e o realizador Michael Moore.

A cantora Madonna, que ostentou um chapéu preto com orelhas de gato, deixou uma mensagem de esperança: “O bem não ganhou nestas eleições [presidenciais, que deram a vitória a Donald Trump], mas ganhará no final”.

“Estão prontos para agitar o mundo? Bem-vindos à revolução do amor”, frisou.

Já Alicia Keys elogiou a força dos manifestantes e cantou a música ‘Girl is on Fire’. Cher afirmou que a subida de Donald Trump ao poder “deixou as pessoas mais assustadas do que alguma vez estiveram”.

“Têm sido tempos difíceis para ser tanto uma mulher, como imigrante, neste país. A nossa dignidade, os nossos direitos têm sido alvo de ataques”, referiu América Ferrera, descendente de primeira geração de uma família de imigrantes hondurenhos.

“Uma plataforma de ódio e de divisão chegou ao poder ontem [na sexta-feira]. Mas o presidente não é os EUA”, acrescentou a atriz.

Scarlett Johanson criticar a promessa do novo Presidente de acabar com os fundos públicos à organização sem fins lucrativos Planned Parenthood (Parentalidade Planeada): “Há consequências muito reais e devastadoras à limitação do que devia ser considerado como um acesso a cuidados básicos de saúde. Para milhões de americanos, a Planet Parenthood é, muitas vezes, a única clínica de confiança e acessível para a garantir educação social, o aborto em segurança e serviços salva vidas”.

O realizador Michael Moore optou por rasgar a capa do Washington Post sobre a tomada de posse de Trump: “Lê-se que o presidente Donald Trump jura acabar com a carnificina americana. Pois nós estamos aqui para jurar acabar com a carnificina de Trump”.

Paris, Berlim, Londres, Lisboa, Barcelona e Melbourne figuram entre as mais de 673 cidades em todo o mundo que replicaram os protestos.

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