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Legado de Fruet foi retorno de Greca

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Gustavo Fruet, que termina seu mandato na prefeitura neste sábado(31), foi “gongado” pela população curitibana ainda no primeiro turno das eleições municipais. “Que balanço e qual o legado de Fruet? Uma pergunta difícil e fácil de responder ao mesmo tempo”, pergunta o articulista para logo em seguida responder. Confira.

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Do Blog do Esmael*

Desprovido do carisma acolhedor do seu pai, o saudoso Maurício Fruet (prefeito entre 1983/85), e de sua verve democrática informal, o prefeito Gustavo Fruet não reuniu outros atributos para realizar uma gestão exitosa na condução da prefeitura de Curitiba.

Fruet, eleito em 2012, apresentava uma perspectiva mudancista, depois de uma campanha em aliança com o Partido dos Trabalhadores(PT), que bateu o grupo político que dominava a administração municipal por mais de duas décadas.

As promessas de campanha indicavam um novo rumo: abertura da caixa-preta da Urbs e do ICI, um novo pacto para a gestão do transporte público na cidade, prioridade para os investimentos sociais e uma governança democrática, com mais diálogo e maior participação dos movimentos sociais e sindicatos nas definições das políticas públicas.

As escolhas de Fruet foram demolindo uma a uma das promessas de mudanças e ampliando de forma crescente as faixas de desgaste político. Porém, as dificuldades da gestão na área do transporte público e da saúde impactaram de forma contundente na população, provocando uma corrosão do apoio popular ao prefeito já no meio do seu mandato.

Além disso, a administração teve uma grande dificuldade em lidar com as reivindicações do funcionalismo, vide os casos dos trabalhadores da Urbs e do magistério municipal. Também cultivou um front de desgaste na área da cultura, segmento que carrega forte simbolismo na cidade.

A gestão, sem uma marca forte de conteúdo social ou de realizações (obras), foi deslizando para a mesmice, tropeçando no cotidiano de uma máquina burocratizada e dominada por interesses de segmentos poderosos da cidade.

No entanto, seria injusto taxar a administração de Fruet de desastrosa, foi, sim, uma gestão pífia, sem uma marca forte de caráter social ou de um viés de democracia participativa. Saiu de cena como resultado de suas opções políticas e de escolhas que frustraram os anseios da maioria da população de Curitiba.

As poucas e dispersas iniciativas como, por exemplo, o incentivo ao uso da bicicleta, a criação de algumas ciclofaixas e as ações tópicas da FAS – Fundação de Assistência Social – não se constituíram em programas amplos ou em elementos de narrativa consistente para a disputa eleitoral. A comunicação ‘capivariana’ se revelou fragmentária e deslizou na direção da escatologia em várias situações.

Portanto, não é um exagero afirmar que o maior legado de Fruet foi pavimentar o retorno do populista Rafael Greca (PMN), eleito prefeito com a minoria de votos dos curitibanos.

Greca, que foi prefeito ente 1993-1996, atravessou longo ostracismo.

*Artigo publicado originalmente no blog do http://www.esmaelmorais.com.br  edição de 29/12/2016

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