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Arquivo do mês: novembro 2016

Fidel e o ranço da Gazeta do Povo

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Em editorial a Gazeta do Povo, nesta segunda-feira(28), comenta a morte de Fidel Castro através de um olhar visceralmente anticomunista, como nos tempos da chamada ‘guerra fria’, uma narrativa rançosa, muito clichê e pouca informação sobre a vida e a trajetória da multifacetada personalidade do líder histórico da revolução cubana.

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O editorial desta segunda-feira(28) da Gazeta do Povo sobre a morte de Fidel Castro (e seu legado) foi marcado por um primitivo anticomunismo, um amontoado de surrados clichês do período da chamada ‘guerra fria’, uma linguagem rançosa, muito discurso e pouca informação. Os jornais conservadores como o Estado de São Paulo e o Globo adotaram uma linha editorial mais multifacetada sobre o personagem histórico.

No entanto, o editorial da Gazeta preferiu carregar nas tintas para demonizar o líder histórico da revolução cubana. Um dos trechos do artigo afirma que Fidel foi o mais sanguinário ditador das Américas, uma afirmação sem base na realidade. Ainda mais num continente com tiranos como Pinochet no Chile, Videla na Argentina, Papa Doc no Haiti, rematados genocidas.

Em Cuba ocorreu uma autêntica revolução popular, apoiada num forte movimento social nas cidades e uma guerrilha que catalisou a onda insurrecional contra a tirania de Batista. A revolução teve amplo apoio popular e até de setores da classe dominante cubana, setores da burguesia foram favoráveis ao processo no seu início.

A repressão aos inimigos da revolução foi seletiva, alvos definidos, notórios assassinos e esbirros policiais da época do regime de Batista. O tão propalado ‘paredon’ foi pontual, o período de justiça sumária foi curto. Nada comparado à matança ocorrida no Chile e na Argentina. Em Cuba, nunca houve uma vaga repressiva de massa. Nunca houve um ‘estado policial’, como em alguns países do leste europeu, tipo Romênia de Ceaucescu, Albânia de Enver Hoxja ou RDA de Honecker. Nem as aberrações stalinistas do Gulag e/ou dos campos de reeducação(eliminação) de Pol Pot no Camboja.

Também em Cuba, sob o regime socialista, nunca ocorreu uma revolta popular como aconteceu na Hungria em 1956 ou na Polônia nos anos 80, obrigando o exército e as forças de segurança agirem contra as massas. Houve, sim, momentos de extrema tensão como o “êxodo de Mariel”, em 1980, que levou cerca de 25 mil cubanos para a Flórida. E a fuga dos “balseros”, nos meados dos anos 90, no auge das extremas privações materiais do “período especial”. Mesmo durante estes episódios, a direção estatal e o Partido Comunista atuaram no sentido da disputa política/ideológica e da mobilização de apoio popular.

Além disso, o país viveu todos esses anos sob um cerco promovido pela maior potência mundial e sofreu agressões de diversos tipos: econômica (embargo) e militar, como a fracassada operação de invasão na Baía dos Porcos em 1961. E, para refrescar a memória do editorialista da Gazeta, o próprio Fidel Castro foi alvo de centenas de tentativas de assassinatos, fato assumido pela CIA.

Resta a disputa sobre a narrativa da violação dos direitos humanos na ilha caribenha, um debate ainda marcado pelo maniqueísmo e superficialidade. Em Cuba, para o bem ou para mal, as questões sempre merecem um olhar dialético. Neste terreno, há problemas e há avanços. Porém, a minúscula oposição interna opera com relativa liberdade, apesar de atuar, quase sempre, como ‘longa manus’ do império localizado a cem milhas de Havana.

Uma visão mais panorâmica da questão, indica a necessidade de prestarmos mais atenção para o diálogo constante e proveitoso entre o estado cubano e a igreja católica, uma instituição organizada em todo território nacional, com uma rede de estabelecimentos e uma imprensa própria. A Igreja Cubana, como o Partido Comunista e as Forças Armadas, é uma organização capilarizada e hierarquizada, certamente joga um papel importante no desenvolvimento do xadrez cubano.

É inegável o reconhecimento global do papel e da liderança de Fidel Castro em todo processo atribulado da trajetória da revolução, seu alcance mundial, as peculiaridades -, e seus erros e acertos.

A comoção popular verificada no país nestes dias é genuína e profunda. A figura de Fidel encarna em Cuba os valores do patriotismo, do internacionalismo e do igualitarismo socialista. Para a imensa maioria dos cubanos, ele foi um gigante em vida que ousou construir uma sociedade mais justa. Um herói, sem estátuas e em culto à personalidade.

Nem santo nem demônio! Apenas um revolucionário de verdade. O último grande homem forjado na roda da História do século XX.

Ao reduzir uma personalidade complexa e multifacetada, como a de Fidel, a condição de ditador, apenas revela o tamanho e o caráter de seus detratores.

Quanto ao futuro de Cuba, mais uma vez, recomendo o exercício da dialética e a espera dos inevitáveis caprichos da História.

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Opinião – O Fidel que conheci

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A Revolução Cubana, que tinha em Fidel Castro o seu inspirador, ainda é, até hoje, uma importante referência para milhões de flagelados do planeta. 

Fidel teve a ambição e a esperança de mudar um mundo de desigualdades e de discriminações. Foto Pragmatismo Político
Fidel teve a ambição e a esperança de mudar um mundo de desigualdades e de discriminações. Foto Pragmatismo Político

 

Por Ignácio Ramonet – Carta Maior/Esquerda.Net

 

Fidel faleceu, mas é imortal. Poucos homens conheceram a glória de se tornar lenda e entrar para a História ainda vivos. Fidel é um deles. Pertenceu à geração dos insurgentes míticos (Nelson Mandela, Patrice Lumumba, Amilcar Cabral, Che Guevara, Camilo Torres, Turcios Lima, Ahmed Ben Barka) aqueles que perseguiram um ideal de justiça e lançaram-se na ação política, naqueles já distantes anos 50, com a ambição e a esperança de mudar um mundo de desigualdades e de discriminações, marcado pelo começo da Guerra Fria entre a União Soviética e os Estados Unidos.

Naquela época, em mais da metade do planeta – no Vietname, na Argélia, na Guiné-Bissau –, os povos oprimidos sublevavam-se. A humanidade ainda estava, em grande parte, submetida à infâmia da colonização. Quase toda a África e em grande parte da Ásia ainda eram dominadas, avassaladas pelos velhos impérios ocidentais, enquanto as nações da América Latina – a maioria, em teoria, independentes há um século e meio –, seguiam sendo exploradas por privilegiadas minorias, submetidas à discriminação social e étnica, e muitas delas marcadas por ditaduras cruéis amparadas por Washington.

Fidel suportou as investidas de dez presidentes norte-americanos (Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho). Teve relações com os principais líderes que marcaram o mundo depois da II Guerra Mundial (Nehru, Nasser, Tito, Jrushov, Olaf Palme, Ben Bella, Boumedienne, Arafat, Mandela, Indira Gandhi, Salvador Allende, Hugo Chávez, Lula da Silva, Brezhnev, Gorbachov, Mitterrand, João Paulo II, o rei Juan Carlos, etc.). Conheceu alguns dos principais intelectuais e artistas do seu tempo (Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Arthur Miller, Pablo Neruda, Jorge Amado, Rafael Alberti, Guayasamin, Cartier-Bresson, José Saramago, Gabriel García Márquez, Eduardo Galeano, Noam Chomsky, etc.).

Enfrentar os Estados Unidos

Sob a sua direção, o seu pequeno país (de 100 mil quilômetros quadrados e 11 milhões de habitantes) impulsou uma política de grande potência de escala mundial, desafiando os Estados Unidos, país que durante décadas tentou mas não conseguiu derrubá-lo, nem eliminá-lo, ou modificar o rumo da Revolução Cubana – finalmente, em dezembro de 2014, tiveram que admitir o fracasso de suas políticas anticubanas, uma das suas grandes derrotas diplomáticas, e iniciar um processo de normalização que implicava em respeitar o sistema político cubano.

Em outubro de 1962, a III Guerra Mundial esteve próximo de começar devido à atitude do governo dos Estados Unidos, que protestava contra a instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, cuja função eram, sobretudo, impedir outro desembarque militar como o da Baía dos Porcos, desta vez realizado pelas Forças Armadas norte-americanas, para derrubar o novo governo nascido a partir da Revolução Cubana. Há mais de 50 anos, Washington impõe a Cuba um devastador embargo comercial – reforçado nos anos 90 pelas leis Helms-Burton e Torricelli –, que se mantém apesar do restabelecimento das relações diplomáticas e obstaculiza o normal desenvolvimento econômico da ilha acarentando brutais consequências para os seus habitantes. Washington insiste também numa guerra ideológica e mediática permanente contra Havana, através das potentes Rádio “Martí” e TV “Martí”, instaladas na Flórida, que inundam Cuba de propaganda anticastrista, assim como nos piores tempos da Guerra Fria.

Também existem várias organizações terroristas hostis ao regime cubano – como Alpha 66 e Omega 7 –, todas elas com sede na Flórida, que possuem campos de treino onde preparam agentes que são enviados regularmente, com a cumplicidade passiva das autoridades dos Estados Unidos, e que são basicamente comandos armados para cometer atentados. Cuba é um dos países que contabiliza mais vítimas de atentados terroristas nos últimos 60 anos: pelo menos 3,5 mil mortos.

Diante de tantos e tão permanentes ataques, as autoridades cubanas fortaleceram a união dentro do país. Aplicaram, à sua maneira, o velho lema de Santo Inácio de Loyola: “Numa fortaleza assediada, toda dissidência é traição”. Porém, nunca houve, até à morte de Fidel, nenhum culto à personalidade: nem retrato oficial, nem estátua, nem selo, nem moeda, nem rua com seu nome, nem edifício, nem monumento à sua figura, assim como a de nenhum dos líderes vivos da Revolução.

Cuba é um pequeno país apegado à sua soberania, que obteve, sob a condução de Fidel Castro e apesar da permanente hostilidade exterior, resultados excepcionais em matéria de desenvolvimento humano: abolição do racismo, emancipação da mulher, erradicação do analfabetismo, redução drástica da mortalidade infantil, elevação do nível cultural geral… Em aspectos como educação, saúde, investigação médica e formação para os desportos, Cuba exibe níveis que situam no grupo das nações mais bem sucedidas do mundo.

A sua diplomacia tornou-se uma das mais ativas do mundo. Nos Anos 60 e 70, Havana apoiou o combate das guerrilhas em muitos países da América Central (El Salvador, Guatemala e Nicarágua) e na América do Sul (Colômbia, Venezuela, Bolívia e Argentina). As Forças Armadas cubanas participaram em campanhas militares de grande envergadura, especialmente nas guerras da Etiópia e de Angola – neste último caso, a sua intervenção transformou-se numa derrota das tropas militares de elite da República da África do Sul, o que acelerou de maneira indiscutível o enfraquecimento daquele país e abriu caminho para a queda do regime racista do apartheid.

A Revolução Cubana, que tinha em Fidel Castro seu inspirador, o teórico e o líder político, ainda é, até hoje, uma importante referência para milhões de flagelados do planeta, graças às suas conquistas sociais e apesar das suas carências. Aqui na América Latina e em muitas outras partes do mundo, mulheres e homens protestam e lutam, e muitos morrer tentando estabelecer regimes inspirados pelo modelo cubano.

A queda do muro de Berlim e a desaparecimento da União Soviética, juntamente com o fracasso histórico do socialismo de Estado, não modificaram o sonho Fidel Castro de instaurar em Cuba uma sociedade diferente, mais justa, mais saudável, mais educada, sem privatizações nem discriminações de nenhum tipo, e com uma cultura global total.

Até a véspera do seu falecimento, aos 90 anos, Fidel mantinha-se mobilizado na defesa da ecologia e do meio ambiente, e contra a globalização neoliberal. Seguia na trincheira, na primeira linha, conduzindo a batalha pelas ideias que ele defendia, pelas quais nada nem ninguém o fez renunciar.

No panteão mundial consagrado àqueles que lutaram com mais empenho pela justiça social e que mais esbanjaram solidariedade a favor dos oprimidos da Terra, há um lugar reservado para Fidel Castro – por mais que isso incomode os seus detratores.

Eu conheci-o pessoalmente em 1975, e tive o prazer de conversar com ele em inúmeras ocasiões, embora sempre em circunstâncias profissionais e bastante precisas: para alguma reportagem que realizava na ilha ou durante algum evento específico. Quando decidi escrever o livro “Cien horas con Fidel” (“Cem horas com Fidel”), ele convidou-me a acompanhá-lo durante dias, numa viagem a diversos lugares, tanto em Cuba (Havana, Holguín, Santiago de Cuba) como a outros países (como o Equador). Viajamos de carro, de avião, caminhamos, almoçamos, e tivemos tempo para longas conversas, sem gravador, onde abordamos todos os temas possíveis, desde as notícias do dia, passando pelas suas experiências passadas, até às suas preocupações presentes. Conversas que eu reconstruía horas depois nos meus cadernos. Durante três anos, tivemos encontros com alguma frequência, juntavamo-nos durante alguns dias pelo menos uma vez por trimestre.

Assim, descobri um Fidel íntimo. Quase tímido. Muito educado. Escutando com atenção cada interlocutor. Sempre atento aos demais, em particular aos seus colaboradores mais próximos. Nunca ouvi dele uma palavra mais alta que outra. Nunca uma ordem. Com modos e gestos de uma cortesia típica de outros tempos. Um cavalheiro. Com um alto sentido de pudor. Alguém que vive, pelo que pude apreciar, de forma espartana. Mobiliário austero, comida leve. Modos de vida de monge-soldado.

A sua jornada de trabalho costumava terminar às seis ou sete da madrugada, quando o dia despertava. Mais de uma vez interrompia as nossas conversas de madrugada porque tinha de participar numa “reunião importante”. Dormia apenas quatro horas – mas, de vez em quando, dormitava uma ou duas horas em algum momento do dia.

Também era um grande madrugador. E incansável. Viagens, reuniões, uma após a outra, sem trégua. Um ritmo insólito. Os seus assessores – todos jovens e brilhantes, de pouco mais de 30 anos – terminavam o dia exaustos. Pareciam dormir de pé. Esgotados. Incapazes de seguir o ritmo desse infatigável gigante.

Fidel pedia notas, informações, notícias, estatísticas, resumos de emissões de televisão ou de rádio, ligações telefônicas… Não parava de pensar, de matutar. Sempre alerta, sempre em ação, sempre na cabeça de um pequeno Estado maior – constituído pelos seus assessores e ajudantes –, preparando uma nova batalha. Sempre com ideias. Pensando no impensável. Imaginando o inimaginável. Com um atrevimento mental espetacular.

“Um homem que despertava vontades”

Uma vez definido um projeto, nenhum obstáculo podia detê-lo. Ele trabalhava incansavelmente até à sua concretização. O seu entusiasmo inspirava a adesão dos que o conheciam. Despertava vontades. Quase como um fenómeno mágico, ele fazia as ideias materializarem-se, tornarem-se factos concretos, palpáveis, coisas, acontecimentos.

A sua capacidade retórica, tantas vezes descrita, era prodigiosa. Não falo dos seus discursos públicos, bem conhecidos, mas sim das simples conversas de sobremesa. Fidel era uma torrente de palavras. Uma avalanche, que acompanhava a também eloquente gestualidade das suas finas mãos.

Ele gostava da precisão, da exatidão, da pontualidade. Com ele, nada de aproximações. Uma memória exuberante, de uma precisão impressionante. Infalível. Tão rica que às vezes parecia impedi-lo de pensar de maneira sintética. O Seu pensamento era conciso. Todos os argumentos sempre bem conectados. Tudo tinha que ver com tudo. Digressões constantes. Parênteses permanentes. O desenvolvimento de um tema levava-o, por associação, pela lembrança de algum detalhe importante, de tal detalhe, ou situação, ou personagem, a evocar um tema paralelo, e outro, e outro, e outro. Afastava-se do tema central, e o interlocutor temia, por um instante, que ele tivesse perdido o fio da meada. Até que ele habilmente retomava, com surpreendente naturalidade, a ideia principal.

Em nenhum momento, ao longo de mais de cem horas de conversações, Fidel me impôs algum limite sobre qualquer questão das que abordamos. Como intelectual que era, de um calibre considerável, não temia o debate. Pelo contrário, era o que ele queria, o que ele buscava, o que o estimulava. Sempre disposto a divergir com quem fosse. Com muito respeito para com os demais. E era um conversador e polemista temível, com argumentos robustos. Apenas não suportava a má fé e o ódio.

*Artigo publicado no site Carta Maior(link is external) em 26 de novembro de 2016

**Tradução de Victor Farinelli

****subtítulos da responsabilidade do esquerda.net

PT e PSOL divulgam notas de pesar pelo falecimento de Fidel Castro

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Os partidos da esquerda PT e PSOL divulgaram neste sábado(26) notas de pesar pelo falecimento do líder histórico da Revolução Cubana, comandante Fidel Castro.

NOTA DE PESAR: Fidel Castro

Nota do PT de pesar pelo falecimento do Comandante Fidel Castro Ruz

É com pesar que recebemos a notícia do falecimento, no dia de ontem, do Comandante Fidel Castro Ruz. Fidel foi um dos grandes personagens políticos da América Latina e do mundo do nosso tempo. A Revolução Cubana que conduziu junto com outros dirigentes de seu país foi uma realização do direito à autodeterminação dos povos, da busca da igualdade e justiça social e de defesa intransigente de seu país diante de ingerências externas, além de inspiração para a luta de muitos outros revolucionários da América Latina.

Fidel foi também um amigo do Brasil e do PT. Junto com Lula foi idealizador do Foro de São Paulo. Nos solidarizamos, neste momento de perda e tristeza, com seus familiares, companheiros de partido e, sobretudo, com o povo cubano.

Rui Falcão – Presidente
Monica Valente – Secretária de Relações Internacionais

Acesse a nota clicando aqui

 

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Nota do PSOL

O Partido Socialismo e Liberdade manifesta seu pesar pelo falecimento do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro Ruz. Líder de uma revolução vitoriosa, defensor da paz mundial e principal nome da luta pelo socialismo na segunda metade do século XX, Fidel Castro tornou-se referência na luta contra o imperialismo e as injustiças em nosso tempo. Sua partida, porém, não marca o fim da luta pelo socialismo em Cuba. Sua memória e exemplo seguirão inspirando gerações de lutadores em todo o mundo. Parafraseando o cantor da revolução, Ali Primera, “os que morrem pela vida não podem ser chamados de mortos”. Fidel segue vivo no sonho de justiça e liberdade de cada latino-americano.

Partido Socialismo e Liberdade
Brasil, 26 de novembro de 2016

Versión en español:

NOTA DE PESAR

El Partido Socialismo y Libertad manifiesta su pesar por el fallecimento del ex-presidente de Cuba, comandante Fidel Castro Ruz. Líder de una revolucción victoriosa, defensor de la paz mundial y principal figura de la lucha por el socialismo en la segunda mitad del siglo XX, Fidel Castro se tornó referencia de la lucha contra el imperialismo y las injusticias en nuestro tiempo. Su partida, sin embargo, no marca el fin de la batalla por el socialismo en Cuba. Su memoria y ejemplo seguirán inspirando generaciones de luchadores y luchadoras en todo el mundo. Parafraseando el cantor de la revolución bolivariana, Ali Primera, “los que mueren por la vida, no pueden llamarse muertos”. Fidel sigue vivo en el sueño de justicia y libertad de cada latinoamericano.

Partido Socialismo y Libertad
Brasil, 26 de noviembre de 2016

Governo de Cuba decreta nove dias de luto pela morte de Fidel Castro

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Havana – O Conselho de Estado de Cuba decretou, hoje (26), nove dias de luto pela morte do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, ocorrido na noite de sexta-feira, em Havana.

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Fidel Castro morreu aos 90 anos

 

De acordo com o comunicado do Conselho, “Durante a vigência do luto nacional, as atividades e espetáculos públicos cessarão, a bandeira nacional será hasteada a meio mastro nos edifícios públicos e estabelecimentos militares, e as emissoras de rádio e televisão transmitirão uma programação informativa, patriótica e histórica”.

 

Esta é a primeira informação oficial divulgada pelo governo depois que o presidente cubano, Raúl Castro, anunciou, pouco antes da meia-noite, a morte do irmão Fidel.

 

Além disso, nas horas posteriores ao falecimento do líder cubano, foi constituída uma “Comissão Organizadora do Comité Central do Partido, do Estado e do governo para as honras fúnebres do comandante em chefe Fidel Castro Ruz”.

 

A comissão informou que a transferência das cinzas de Fidel Castro de Havana, onde ele vivia, para Santiago de Cuba, sua província natal, começará na quarta-feira e terminará a três de Dezembro, pois seguirá um percurso “que lembra A Caravana da Liberdade”, que aconteceu em Janeiro de 1959.

 

Após as cinzas chegarem a Santiago, haverá um “ato de massas” na Praça António Maceo, e a cerimônia fúnebre acontecerá no dia seguinte, no cemitério de Santa Ifigênia, também em Santiago.

 

Antes, a população poderá prestar homenagem a Fidel Castro no Memorial José Martí, em Havana, a partir das 9:00 horas locais da próxima segunda-feira e até o meio-dia de terça-feira, quando haverá, no início da noite, “um ato de massas” na Praça da Revolução de Havana.

 

Por causa do falecimento do líder cubano também foram adiados para um mês os atos e desfiles militares previstos para dois de Dezembro por ocasião do 60º aniversário do desembarque dos expedicionários do navio Granma em Cuba, uma das datas que marcam o início da Revolução no país caribenho.

 

Fidel Castro faleceu na noite de sexta-feira (25) em Havana, aos 90 anos.

 

Fontes: Prensa Latina, Granma e Angop

O significado de Apedeuta

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O blog com o objetivo de contribuir para a ‘inclusão gramatical’ no universo rico  e vasto do acervo de palavras do léxico de Camões apresenta hoje o significado da palavra Apedeuta. A adoção da norma culta da língua portuguesa não exclui a utilização da linguagem comum e corrente do povo, principalmente nos embates políticos e de ideias. Portanto, não está descartado por este blog o uso de palavras mais explicítas e diretas para designar determinados tipos de apedeutas.

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Significado de Apedeuta

s.m. e s.f.Ignorante; pessoa sem instrução.[Por Extensão] Quem não recebeu educação formal; pessoa desprovida de cultura.[Por Extensão] Grosseiro; quem se comporta grosseiramente.adj. Em que há ignorância; que é ignorante.(Etm. Forma Alter. de apedeuto).

Sinônimos de Apedeuta

Apedeuta é sinônimo de: boçal, bruto ignorante, inculto, grosseiro, deseducado.

Definição de Apedeuta

Classe gramatical: adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros
Separação das sílabas: a-pe-deu-ta

Plural: apedeutas

Fontes: Dicionário Aurélio, Priberam e diversos dicionários informais da língua portuguesa na web

PSOL vai protocolar pedido de impeachment de Temer

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PSOL protocolará pedido de impeachment de Temer; novas denúncias agravam crise no governo

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Crédito da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O PSOL protocolará, na próxima segunda-feira (28/11), na Câmara dos Deputados, pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer por crime de responsabilidade – Lei 1.079/1950, artigo 9º.

A peça terá como base as denúncias do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, nas quais ele afirma que o presidente da República interveio em favor dos interesses do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para liberar uma obra em Salvador (BA).

“Agora sim estamos diante de um crime de responsabilidade sem margem para dúvidas”, afirma o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP).

Geddel pede pra sair


Geddel Vieira Lima, secretário de Governo de Michel Temer, decidiu pedir demissão após o agravamento da crise envolvendo seu nome, o próprio presidente e o ministro Eliseu Padilha. A carta com a decisão foi entregue a Temer na manhã desta sexta (25). Geddel já havia comunicado a aliados que deixaria o cargo.

Para o presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, a crise atual envolvendo a pressão de Geddel pra liberar empreendimento onde tem apartamento é simbólico do governo Temer. “Ele (Geddel) se demitir é uma forma de proteger o chefe. Temer está envolvido nesse e nos demais escândalos e deve sair imediatamente do governo”, afirmou, sobre o pedido de demissão apresentado pelo secretário de governo de Temer.

Fonte: Equipe de Comunicação PSOL Nacional

‘Muda PT’ faz ato hoje em Curitiba com a presença de Raul Pont

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Nesta quarta-feira(23), o Movimento Muda PT realiza um ato político, às 19h, na sede estadual do partido. O movimento que congrega diversas tendências internas do Partido dos Trabalhadores defende um novo rumo político para a legenda.

A imagem pode conter: 2 pessoas , atividades ao ar livre

 

O ato contará com a presença do ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont, do dirigente Nacional José Roberto Paludo de Santa Catarina, dos deputados estaduais Tadeu Veneri e Professor Lemos, da vereadora de Curitiba Josete, Ualid Rabah, direção da Articulação de Esquerda, das dirigentes da CUT-PR Adriana Kalckmann e Silvana Prestes, além de representantes dos movimentos sociais, partidário e sindicais.

“Esta unidade de forças internas e lideranças faz parte do movimento Nacional chamado MUDA PT, que tem feito atos em diversos estados para avaliar o momento da politica e propor as mudanças para retomarmos a condição necessária para fazer frente a essa elite golpista, que busca impor um regime fascista, retirando direitos dos trabalhadores e criminalizando os que lutam em defesa da população”, segundo informou Augusto Franco, um dos organizadores da atividade.

Serviço

Ato Muda PT!
Hoje (23/11) às 19h
Local sede estadual PT– Rua Princesa Izabel, 160

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