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Autogestão: mais uma boa lição dos estudantes nas escolas ocupadas do Paraná

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O movimento dos estudantes de ocupação das escolas no Paraná segue avançando: já são mais de cinquenta estabelecimentos sob controle estudantil.  O estopim que detonou o movimento foi o projeto de ‘reforma do ensino médio’ do governo golpista de Temer. Mas não só: os estudantes protestam também contra o desmonte da rede estadual de ensino praticado pelo governo Beto Richa(PSDB)

Resultado de imagem para imagens de ocupações de escolas no paranáCozinha pilotada coletivamente  por estudantes de escola ocupada

O vigor do movimento se expressa também na organização das ocupações. A despeito de uma visão preconceituosa e limitada do jornal ‘Gazeta do Povo’, hoje reduzido para a condição de um site de notícias, a edição impressa é minguante -, e do governo estadual, verbalizadas pelo chefe da Casa Civil, o parlapatão Valdir Rossoni(PSDB), que chegou ao desplante de fazer insinuações sobre questões comportamentais dos estudantes nas escolas ocupadas, o movimento demonstra capacidade de mobilização e organização.

O movimento que surgiu organizado autenticamente pela base e com certa dose de espontaneidade, foi ganhando força e adesão crescente, confirmando que quando a bandeira reivindicativa é justa e a forma de luta adequada a mobilização ganha corpo, floresce e garante resultados efetivos. Não é à toa que o governo Beto Richa foi pego no contrapé, sobrando o surrado repertório discursivo das possíveis ligações político-partidárias dos participantes das bem-sucedidas ocupações.

Vale ressaltar um aspecto importante do atual movimento de ocupação das escolas da rede estadual de ensino. Trata-se do exercício da autogestão na condução do cotidiano das ocupações. Além da natureza pacífica e organizada das ocupações, ganhou destaque nas redes sociais o funcionamento  de uma rotina interna que garante a manutenção da segurança, da alimentação, da limpeza e até de pequenas reformas nas escolas.

Sem dúvida, uma boa lição que os estudantes estão passando para os gestores da educação, em particular aos burocratas comissionados da SEED,  e para o conjunto do governo estadual.

Nos próximos dias, com uma possível greve dos professores e funcionários das escolas, as ocupações serão mais um importante reforço na luta para evitar o desmonte da educação praticado pelo governo de Beto Richa e contra o regressivo projeto de “enxugamento” da grade curricular do ensino médio.

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