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Arquivo do mês: outubro 2016

Olha essa: Greca sendo Greca na Gazeta reclama de jornalista e canta música do ‘chapeuzinho vermelho’

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O prefeito eleito Rafael Greca (PMN) em entrevista ao jornalista da Gazeta do Povo, Rogério Galindo, nesta segunda-feira(31), reclamou de uma pergunta do jornalista sobre a sua controversa trajetória política. Greca disse que Galindo  estava sendo “rancoroso e lobo mau “. Depois cantou uma música do’chapeuzinho vermelho’

 

É bom lembrar para Greca, que ele foi eleito por apenas um terço do eleitorado da cidade. Menos, Greca.

Opinião – O caroço do angu

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Os resultados eleitorais e a proposta da senadora Gleisi Hoffmann(PT-PR) de referendo popular sobre Projeto de Emenda Constitucional – PEC 55

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Por Anísio Garcez Homem*

A senadora Gleisi propôs hoje no Senado uma emenda à PEC 55 (que é a antiga PEC 241 da Câmara, rebatizada). Segundo a emenda de Gleisi, a aplicação das medidas da PEC 55, que congelam os gastos públicos por 20 anos, só poderão de fato acontecer se autorizadas pelo voto popular, do contrário fica a Emenda Constitucional revogada em seus efeitos.

É uma iniciativa que vai de encontro aos anseios dessa avalanche de abstenções, votos nulos e brancos que aconteceu no segundo turno das eleições municipais, onde uma considerável parcela dos eleitores mostrou sua completa descrença e descaso com as instituições que governam o país.


Este congresso de golpistas, um presidente ilegítimo e um judiciário de inclinações nobiliárquicas realmente não têm o devido reconhecimento popular para auto-determinarem-se com poderes constituintes e mudarem profundamente as leis constitucionais do Brasil.

Oxalá a emenda da senadora Gleisi seja o primeiro passo para que a bancada do PT, do PSOL, PCdoB e alguns outros democratas se preocupem em apresentar a proposta de uma Constituinte exclusiva e soberana que dê a palavra ao povo sobre as mudanças constitucionais que são necessárias à maioria desse país. É preciso abrir uma perspectiva democrática para os que votaram “em ninguém” nas eleições municipais, assim como para os jovens que ocupam escolas e se distanciam da “política tradicional” porque almejam a oportunidade para exprimir sua ideia de nação e de futuro.

Uma ampla mobilização pela aprovação da emenda da senadora Gleisi pode ser um momento vivo para essa reflexão.

*É militante do PT em Curitiba

Ocupações: Unicef pede diálogo entre governos e estudantes

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O Unicef Brasil conclamou os gestores públicos do país para um diálogo com os estudantes secundaristas que protagonizam um forte movimento nacional contra a chamada ‘reforma do ensino médio’. Os governos estaduais e federal até o momento não criaram espaços efetivos de diálogo e concertação sobre as ocupações. No caso do Paraná, o governo estadual optou pelo enfrentamento político aberto com os estudantes e a via da judicialização para a desocupação forçada das escolas

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O UNICEF considera imprescindível o diálogo dos gestores das políticas de educação com os estudantes em todas as questões que impactam a Educação, em especial para a busca de soluções para as reivindicações apresentadas nas ocupações de escolas públicas no Brasil.

É fundamental que haja respeito à Convenção sobre os Direitos da Criança, da qual o Brasil é signatário, e ao Estatuto da Criança e do Adolescente nesse diálogo. Vale recordar que esses marcos legais asseguram o direito à participação e o País tem o Estatuto da Juventude que assegura “a participação individual e coletiva do jovem em ações que contemplem a defesa dos direitos da juventude ou de temas afetos”.

Cabe ao Estado garantir que as negociações sejam conduzidas de modo a preservar a integridade, a dignidade e a proteção de todos os envolvidos, com transparência e clareza sobre o bem maior a preservar: a vida de cada pessoa e o seu direito inalienável à educação.

O que explica o fim do ‘cinturão vermelho’ do PT na Grande São Paulo…

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A derrota do PT foi profunda nas eleições municipais de 2016, no primeiro e no segundo turno. Nesta segunda rodada, o partido perdeu todas eleições em que disputou. Porém, é preciso qualificar os números, verificar as causas e definir linhas renovadas de ação política e organizativa do PT (e da esquerda) para recuperar o terreno perdido para a direita e centro-direita

 

Um resultado chama atenção. A pulverização do  outrora chamado ‘cinturão vermelho’ do PT, que se estendia da zona leste paulistana, passando por toda região do ABC e desaguava até Guarulhos, já na região da rodovia Dutra. Uma massa do eleitorado de perfil operário e popular, que habita os bairros e as periferias desses municípios, um território densamente povoado, que sempre teve uma forte tradição de lutas populares e sociais, um estuário que irrigava a legenda do Partido dos Trabalhadores(PT).

O fenômeno do afastamento desse tradicional eleitorado do partido foi notado já nas eleições presidenciais de 2014, quando Dilma perdeu em várias cidades da região para o candidato tucano Aécio Neves. Daí em diante, com a ofensiva política da direita, o aprofundamento da crise econômica e o descolamento do PT das suas bases sociais, a situação só foi  piorando, até chegar ao ponto de ruptura, com o desencanto e o voto na direita e centro-direita.

Alguns tentam ainda uma explicação colocando uma pseudo culpa no eleitorado da região pela guinada à direita. Um erro crasso. É verdade que a crise econômica atiçou a desesperança e um sentimento de raiva ao então governo petista de Dilma, para muitos a origem maior da crise, na medida em que adotou uma política econômica regressiva de ajuste fiscal, que penalizou os trabalhadores. O desemprego na região do ABC, atualmente, ultrapassou 15% em algumas cidades. Em São Bernardo do Campo, por exemplo,  avançou para mais de 18%.

Porém, o pano de fundo da derrocada petista na região, além da crise econômica que vem afetando pesadamente a vida do trabalhador,  está situado no abandono pelo partido de uma luta séria e consequente em defesa de reformas mais profundas. É inegável que a vida melhorou na região para o povo pobre e trabalhador com os quase 14 anos de governos Lula e Dilma.

Mas também é verdadeiro que a crise econômica  e social varreu as conquistas e vantagens materiais obtidas no período do ‘desenvolvimentismo lulista’: a compra da casa, o carro novo, a matrícula do filho via FIES na faculdade particular, o acesso ao avião, o crediário largo(em suaves e longas prestações) para a compra de bens e etc. Foram conquistas subitamente reduzidas e até eliminadas com o crescimento do desemprego, que atingiu, primeiramente, o trabalhador menos qualificado, e depois, o mais qualificado. Aí reside parte do desencanto, importante fator que transbordou para as urnas, punindo com vigor o PT.

Ao lado disso, temos o fator das reformas estruturais não realizadas durante os governos do PT. Toda essa população da região do antigo ‘cinturão vermelho’ tem uma longa e obstinada tradição de luta por moradia, saúde, transporte, segurança, enfrentando interesses econômicos poderosos e consolidados. Apesar de programas como o “Minha Casa Minha Vida”, na região é grande a luta pelo acesso ao direito de moradia, há um grande número de favelas e bairros precários. E em cidades como Santo André, São Bernardo e São Caetano incidiu uma forte valorização dos terrenos, surgindo uma brutal “gentrificação”, que expulsou os pobres para ainda mais longe do centro. Ou seja, a demanda pela Reforma Urbana não foi atendida. Isso para não falar da saúde pública, dos meios de transportes e mobilidade urbana, do sistema de segurança pública, que quase sempre significa uma atuação policial contra a população.

Ou seja, não basta o acesso ao consumo, é preciso direitos consolidados, o estado social, garantido por um processo de lutas de caráter transformador. O PT não operou como sujeito coletivo na direção dessa transformação do aparelho do Estado, se adaptou e reduziu o alcance de suas metas programáticas.

Portanto, a combinação de uma crise econômica, com o ônus dela descarregado nas costas do povo trabalhador, e uma reordenação neoliberal, com  redução da oferta dos serviços prestados pelo estado e a destruição da tênue rede proteção social construída a partir da Constituição de 1988, formou as condições para uma transição do eleitorado para à direita e centro-direita no ‘cinturão vermelho’ e em outros antigos redutos de apoios sólidos com que contava o PT em todo país.

Para o PT fica o desafio da reconstrução politica e orgânica, reatando os compromissos e os laços com a base social que justifica/ou justificou o seu nascimento e existência. Sem esse esforço, perde o sentido e eficácia como ferramenta de luta transformadora da sociedade brasileira, ainda extremamente desigual e excludente.

O PT e a esquerda reunirão energias para realizar mais essa travessia pelo ‘longo inverno’ da reação conservadora?

 

*Infográfico do Portal G1.

Os 7 erros capitais da campanha de Leprevost

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Greca derrotou Leprevost na disputa pela prefeitura de Curitiba. O candidato do PSD, apoiado por Ratinho Jr(PSC) e pelo atual prefeito Gustavo Fruet(PDT), tentou se apresentar como um candidato de renovação e contra a ‘velha política’. Não convenceu, e também perdeu para os votos nulos, brancos e abstenções. 

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Leprevost, arauto da Lava Jato e da ‘República de Curitiba’. Deu ruim. 

 

  1.  Atirou para todo lado, e não selecionou um alvo principal. O discurso de campanha oscilou de ataques ao PT, Beto Richa, sobrou até para Gleisi. Enquanto Greca não operou mudança no seu discurso(combinando com êxito as chaves discursivas da experiência e da falta de coerência de Leprevost);
  2. Tentou se apresentar como arauto da Lava Jato, do mito da ‘República de Curitiba’. Não colou;
  3. Tentou esconder os integrantes incômodos da sua coligação: O ‘PC do Batel’ e os fascistas do MBL. Deu ruim;
  4. Não se diferenciou das propostas apresentadas por Greca, e quando copiou foi ‘fake’. Greca é mais experiente na arte da demagogia;
  5. Não conseguiu capitalizar o imenso desgaste de Beto Richa em Curitiba;
  6. Fixou uma imagem conservadora e não ampliou para faixas do eleitorado que rejeitavam Greca;
  7. A tentativa de centrar a disputa com Greca na busca do voto conservador foi uma tática equivocada. O voto de Greca era mais consolidado nesse segmento do eleitorado.

 

PS: Leprevost, o Hugo Chávez mandou um abraço.

O ‘Não Voto’ foi o grande vencedor no 2° turno

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O recado do 2° turno foi claro: a rejeição do povo ao atual modelo político eleitoral. Um(1) em cada sete(7) eleitores no país optou pelo voto nulo, branco, ou abstenção. Trata-se de um fenômeno político que indica o esgotamento da “velha política”.

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Na maioria das capitais, o vencedor da eleição perdeu para os votos nulos, brancos, e abstenções. Foi o que aconteceu em Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, entre outras cidades.

Ou sistema muda, ou descolamento do establishment político vai erodir as atuais base de sustentação da institucionalidade vigente.

Constituinte Já, com reforma política, na ordem do dia.

Greca eleito; Leprevost vai fazer doutorado no Tocantins

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Rafael Greca (PMN) é o novo prefeito de Curitiba, eleito com 53, 26% dos votos válidos. Ney Leprevost (PSD) teve 46%, 74 dos votos

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Greca, eleito com minoria dos votos

Brancos e nulos alcançaram 16%. Não votaram somou 20%. Ou seja, mais de 36% dos curitibanos rejeitaram os dois candidatos.

Curitiba tem 1.289.204 de eleitores. Greca  foi eleito por uma minoria de eleitores, pouco mais de 460 mil eleitores.

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