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Arquivo do mês: setembro 2016

Eleições 2016 – Em Curitiba, Greca, Fruet e Leprevost disputam vaga para segundo turno

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Em Curitiba, o cenário eleitoral se apresenta indefinido. Um ‘primeiro pelotão’, dos oito candidatos que estão na disputa, Rafael Greca(PMN), Gustavo Fruet(PDT) e Ney Leprevost(PSD) buscam garantir uma vaga para o segundo turno na reta final da campanha 

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O quadro eleitoral segue indefinido em Curitiba. Depois de uma campanha de primeiro turno morna, na reta final Greca, Fruet e Leprevost disputam os votos dos eleitores indecisos, com uma ligeira vantagem para o ex-prefeito Rafael Greca,  candidato apoiado pelo governador tucano Beto Richa.

Depois da “derrapagem verbal” de Rafael Greca sobre os moradores de rua, o que lhe valeu a perda de valiosos pontos nas pesquisas,  Fruet e Leprevost  reuniram condições para disputar uma vaga no segundo turno.

Portanto, os  “estados-maiores” das campanhas orientaram máxima cautela dos candidatos para as próximas horas, principalmente para o verborrágico Greca. O debate da noite de sexta-feira(29) promovido pela RPC/Globo já refletiu essa conduta dos candidatos.

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Voto útil da esquerda para Haddad em São Paulo e para Freixo no Rio

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Nas últimas horas, cresceu entre a militância progressista o apelo para assegurar a presença da esquerda no segundo turno nas duas principais metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro. Haddad(PT) e Marcelo Freixo(PSOL) são os depositários da esperança da militância de esquerda, os dois reuniram as melhores condições para enfrentar nas urnas os candidatos conservadores e ligados ao governo golpista de Temer

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Haddad e Freixo, pacto da esquerda pelo voto útil

Na reta final do primeiro turno, cresceu entre a militância um forte apelo unitário para assegurar a presença da esquerda no segundo turno nas duas principais cidades do país. O que implica, na prática,  o voto útil em Haddad (PT) em São Paulo, que demonstrou mais fôlego comparado com o desempenho de Luíza Erundina (PSOL). O candidato petista ampliou com vigor seus índices eleitorais nos últimos dias, encostando em Russomano(PRB) e ultrapassando Marta(PMDB).

O mesmo cenário se apresenta no Rio: Com Marcelo Freixo(PSOL) avançando nas pesquisas, consolidando votos. Ou seja, demonstrando um potencial  maior de chegada, uma expansão eleitoral que ultrapassa a de Jandira(PCdoB).

Neste sentido, é fundamental o esforço pelo voto útil da esquerda em Haddad e Freixo na disputa com os candidatos da direita e do governo golpista de Temer.

Mais uma vez, nas ruas, nas redes, a militância enxerga com clareza o sentido da disputa, colocando em primeiro lugar os verdadeiros interesses e demandas populares por cidades inclusivas, democráticas e socialmente justas.

Ricardo Marcelo e Graciela vencem consulta pública para Reitoria da UFPR

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Chapa 2 – UFPR é Nossa Vida, dos candidatos Ricardo Marcelo e Graciela Bolzon, vence consulta pública para escolha da nova Reitoria da UFPR

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Por Aurélio Munhoz, com Helen Mendes*

 

A Chapa 2 – UFPR é Nossa Vida (dos candidatos a reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, e à vice-reitora, Graciela Ines Bolzon de Muniz) foi a vitoriosa na consulta pública promovida nos dias 27 e 28 de setembro para a escolha da nova Reitoria da UFPR pelos próximos quatro anos, a partir de 19 de dezembro de 2016.

Concluída hoje à tarde no Teatro da Reitoria, a apuração começou ontem e se prolongou pela madrugada desta quinta-feira, resultando na vitória da Chapa 2, com 51,78% dos votos. A Chapa 1 – UFPR que Queremos (dos candidatos a reitor, Marcos Sunye, e à vice-reitora, Andrea Caldas) obteve 48,22% dos votos. O total de votantes chegou a 17.045 pessoas – 11.091 estudantes, 3.558 técnico-administrativos e 2.396 professores. Houve ainda 510 votos brancos e nulos.

A Chapa 2 venceu a consulta em duas categorias – estudantes (56,25% – o equivalente a 6239 votos) e professores (58,30% – ou 1.398 votos). A Chapa 1 foi vitoriosa entre os servidores técnico-administrativos, com 59,75% (ou 2.126 votos).

O resultado da consulta pública será encaminhado ao Colégio Eleitoral da UFPR (formado pelo Conselho Universitário – Coun e pelo Conselho de Curadores), que se reunirá às 9h do dia 6 de outubro (quinta-feira da próxima semana) para homologar os números. O Colégio terá até 60 dias antes da posse da nova Reitoria (marcada para 19 de dezembro) para organizar a lista tríplice com a votação final dos candidatos e enviá-la ao Ministério da Educação (MEC). A nomeação do reitor e do vice-reitor da UFPR será  feita pelo ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho.

Balanço positivo

 
Ricardo Marcelo fez um balanço positivo do processo eleitoral. “Foi um processo riquíssimo. Tivemos a oportunidade única de conhecer toda a UFPR, debater seu futuro, sua vocação e sua inserção na sociedade”, avaliou. Graciela Bolzon disse que quer construir uma UFPR para todos. “Todos serão chamados a construir uma Universidade ainda mais pujante”, comentou.

O presidente da Comissão Eleitoral, professor Amadeu Bona Filho, elogiou o processo eleitoral. “A disputa foi muita acirrada e teve ampla participação de todos os setores representativos da UFPR, alunos, professores e servidores técnico-administrativos, o que foi muito positivo”, disse.

Perfis dos candidatos

Ricardo Marcelo Fonseca

Ricardo Marcelo Fonseca é graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba (1990) e licenciado e bacharel em História pela UFPR (1990). Especialista em Direito Contemporâneo (PUC-PR/IBEJ – 1993), é mestre em Direito pela UFPR (1998) e doutor em Direito, também pela Universidade Federal do Paraná (2001). Fez seu pós-doutorado na Università degli Studi di Firenze, na Itália (2004).

Ex-diretor da Faculdade de Direito da UFPR, é pesquisador nível 1 e integrante do Comitê de Assessoramento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPQ). É membro correspondente no Brasil do Instituto de Investigaciones de Historia del Derecho (INHID), de Buenos Aires, diretor acadêmico do Instituto Latino-Americano de História do Direito (ILAHD), vice-presidente acadêmico do Instituto Brasileiro de História do Direito (IBHD) e coordena o Núcleo de Pesquisa História, Direito e Subjetividade, que desenvolve pesquisas nas áreas de história da cultura jurídica e crítica da subjetividade moderna.

Graciela Bolzon

Graciela Ines de Bolzon é graduada em Engenharia Florestal pela Universidade Nacional de Santiago del Estero (1977), mestra em Engenharia Florestal pela UFPR (1986),  doutora em Engenharia Florestal pela UFPR (1993) e pós-doutora em Educação à Distância pela UNED-Espanha (2002). É professora visitante do Programa de Pós-graduação em Argentina-UNSE, professora titular da Universidade Federal do Paraná, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico PRPPG-UFPR e coordenadora do programa de Bioenergia. Coordena também o LabNano-Sisano da UFPR.

*Da Assessoria de Comunicação da UFPR

Eleições Rio: Por que Freixo e não Jandira

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Artigo do deputado Jean Wyllys(PSOL-RJ) defende o voto de esquerda e progressista em Marcelo Freixo. O deputado lembra a participação e o apoio de Jandira e de seu partido ao atual prefeito Eduardo Paes(PMDB) e aos governos de Cabral e Pezão, que faliram o Estado do Rio. Enquanto isso,  Freixo, na oposição, lutava com destemor contra as milícias e a política de repressão das famigeradas UPPs nas comunidades pobres do Rio. Confira(M.A)

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Paes e Jandira: Aliança ‘Só Love’

 

Por Jean Wyllys*

Nas últimas semanas, muita gente do Rio tem me perguntado, tanto pessoalmente quanto aqui, nas redes, por que Freixo e Jandira não estão juntos nessa eleição – e por que as pessoas de esquerda deveriam votar nele e não nela. Eu sei que muitas pessoas de esquerda, que foram contra o golpe e defendem a democracia e os direitos humanos, acham que o campo progressista deveria ter uma única candidatura, para derrotar os golpistas. Até agora, eu adiei a minha resposta, por considerar que a conjuntura nacional de resistência ao governo ilegítimo de Temer nos exigia evitar ataques entre nós; mas, faltando uma semana para as eleições, as perguntas de muitos cidadãos e cidadãs sobre esse ponto se intensificaram, e eu tenho uma responsabilidade com vocês.

Por isso, quero esclarecer por que não foi possível essa unidade que muitos pediam e por que eu acredito que votar no Freixo não é a mesma coisa que votar na a Jandira, mas é bem diferente. Quero falar pra vocês com absoluta sinceridade, como eu sempre faço.

Nas últimas décadas (sim, décadas), inclusive desde muito antes de ser deputado, Marcelo Freixo esteve firme na oposição aos governos da direita no Rio de Janeiro, tanto no estado quanto na cidade, enquanto Jandira era aliada deles. Não se trata apenas de uma escolha pessoal: Jandira e o PCdoB seguiram a lógica política de conciliação de classes e negociação com os partidos da ordem que Lula impôs ao PT à base governista. No Rio, o partido de Jandira foi aliado de Garotinho, de Cabral, de Pezão e de Paes, e fez campanha ao lado de Crivella, de Cunha, de Pedro Paulo, de Índio da Costa, de Osório, de todos eles. Ela foi, inclusive, secretária do governo Paes. No debate da RedeTV, Jandira disse que apoiar os governos estadual e municipal do PMDB foi o “pedágio” que tiveram que pagar para garantir a governabilidade do Lula e da Dilma, mas esse pedágio custou muito caro à população do Rio de Janeiro.

Durante todos esses anos, Freixo estava na oposição, denunciando as milícias, as remoções, a repressão contra os professores com gás lacrimogêneo, a desaparição de Amarildo, as chacinas nas favelas, o aumento da passagem de ônibus, o caos no transporte, as obras superfaturadas, os negócios com as empreiteiras, as alianças com o fundamentalismo religioso, a privatização da saúde, o abandono da educação, etc. Freixo enfrentou os governos do PMDB enquanto Jandira fazia campanha por eles.

Se o PMDB do Rio não tivesse apoiado o impeachment, Jandira não seria candidata e estaria hoje na campanha de Pedro Paulo, como sempre. E isso significa, também, que essa candidatura não representa um projeto diferente para a cidade, mas apenas uma necessidade eleitoral de última hora. Diferentemente, Freixo (que também foi contra o golpe) está se preparando há muitos anos para ser prefeito e construiu um programa de governo para 2016 com a participação de mais de 5 mil pessoas de todos os bairros, categorias e movimentos sociais da cidade.

Eu tenho uma ótima relação com Jandira Feghali e defendemos juntos muitas pautas na Câmara dos Deputados. Não tenho nada pessoal contra ela, que é uma aliada na luta contra o golpe no Congresso, mas também não posso mentir a vocês sobre a situação do Rio, que é muito grave.

A verdade é que a candidatura da Jandira tem como única finalidade disputar parte do eleitorado de esquerda que vota no PSOL e ajudar Pedro Paulo, candidato do PMDB, a passar para o segundo turno. Para fazer isso, inclusive, eles recorreram à difamação contra o PSOL, usando a bandeira do feminismo radical para atacar o Freixo, cuja vice é uma ativista feminista e cujo programa defende todos os direitos das mulheres. Dessa forma, tentando dividir o voto de esquerda, eles continuam ajudando o PMDB de Temer e Cunha!

Por enquanto, felizmente, não deu certo: Freixo continua em segundo lugar em todas as pesquisas, como esteve em segundo lugar em 2012, com 28% dos votos, quando Jandira, Crivella e Paes eram aliados; mas não podemos arriscar. Se a esquerda votar dividida, a direita vai vencer. A unidade da esquerda, então, é votar em Marcelo Freixo (50).

Você já imaginou um segundo turno entre dois golpistas? Você já imaginou ter de escolher entre o candidato de Eduardo Cunha e o candidato da Igreja Universal? Tem uma única forma de impedir isso: é o Freixo!!

E ele vai ser um excelente prefeito!! Confiem em mim!!

*É deputado federal do PSOL(RJ)

Eleições 2016 – Luiza Erundina e as contradições da esquerda nas eleições paulistanas

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Haddad e Erundina dividem um eleitorado comum e podem acabar de fora do segundo turno

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Haddad e Erundina durante manifestação de 11 de setembro -reprodução (Mídia Ninja)

 

Por André de Oliveira do El País

No dia 11 de setembro, em uma manifestação na Avenida Paulista, que pedia o fim do Governo Temer e a convocação de eleições gerais, cerca de 15% das intenções dos votos à Prefeitura de São Paulo estavam, lado a lado, no alto de um mesmo carro de som. Não os votos em sim, claro, mas os depositários deles: a deputada federal Luiza Erundina (PSOL) e o atual prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT). De acordo com a última pesquisa Datafolha, ele tem 10% de intenções, ela 5%. Se ele experimentou uma leve ascensão nos últimos dias, ela caiu. Agora, uma crítica que já existia desde o começo da corrida ficou ainda mais comum entre apoiadores de Haddad: Erundina teria que desistir para não dividir a esquerda em um momento em que o cenário nacional está adverso à orientação política.

A pouco menos de dez dias do primeiro turno das eleições, contudo, vai ficando cada vez mais difícil a possibilidade de que ela (ou ele) abra mão da candidatura própria em favor de uma unidade que, talvez – só talvez – pudesse chegar ao segundo turno e fazer frente aos respectivos 26%, 21% e 16% de Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB) e João Dória (PSDB). É curioso. Haddad e Erundina compartilham o mesmo berço político, defendem ideias semelhantes em muitos pontos, mas ambos os lados vem, grosso modo, acusando-se de sepultar as chances do outro.

 

Nesta semana, a discussão sobre o papel do PT e do PSOL nas eleições paulistanas ganhou as folhas do jornal Folha de S. Paulo. Em artigos opostos, o doutor em ciência política Mathias de Alencastro e o professor da Universidade Federal do ABC e candidato a vereador pelo PSOL, Gilberto Maringoni, expuseram seus pontos de vista. O EL PAÍS ouviu os dois. Para Maringoni, é verdade que São Paulo pode ir para uma disputa de segundo turno sem um candidato de centro-esquerda – e aí está inclusa também a possibilidade de Marta, que ainda galvaniza votos de um eleitorado mais identificado com a esquerda, ficar de fora da segunda etapa das eleições. “Mas não dá para desconsiderar o fato de que há uma divisão real de pensamento. A distinção que gerou o PSOL a partir do PT é uma dissidência real, que não concorda com o Lulismo e sua espécie de neoliberalismo social”, comenta o candidato a vereador.

Para Alencastro, embora “a Erundina seja muito respeitada e habilidosa politicamente, existe um cálculo que dá um caráter oportunista a sua candidatura”. Segundo ele, há um casamento de circunstância entre a candidata e o PSOL, que tenta, neste momento, se apresentar como o partido a ocupar o espaço que o PT pode deixar na política. “O espólio do PT já começou, mas com a derrota do Fernando Haddad, é toda a esquerda que perde”, diz. O PSOL, argumenta, é hoje um partido sem estrutura para se sustentar. “É uma legenda em que políticos de esquerda têm se refugiado, é só ver o caso da própria Erundina. O PSOL de 2016 tem a cara do PT de 1989. Por enquanto, não é um partido produtor de políticos de projeção nacional, não é um partido em termos de estrutura e aparelho”, comenta.

O possível casamento de conveniência entre Erundina e PSOL já foi criticado em outros momentos, já que ela tem se movimentado também para formar um novo partido, o Raiz. Para Maringoni, o PSOL adotou no caso dela uma “filiação democrática”. “O partido abriu espaço para ela, mas depois das eleições eu espero que haja uma flexibilidade e que ela possa permanecer conosco. O partido de esquerda que precisamos agora é plural, amplo e que congregue todos os insatisfeitos e descontentes desse país”, diz.

São Paulo 2016, Brasil 2018

Segundo Marcos Nobre, cientista político da Unicamp, a intenção de Erundina de formular um novo partido mostra bem o beco em que a esquerda está. “Não são novas legendas que vão resolver. Ninguém ainda descobriu como alavancar a energia de pessoas que estão na rua, que querem fazer política, mas que rejeitam as estruturas do jeito que estão”, diz. A divisão partidária, neste momento, seria um prenúncio do que pode acontecer na corrida presidencial de 2018: a esquerda de fora do segundo turno. “O fato de existirem acusações mútuas entre o PSOL e o PT não é o principal, o principal é que todo mundo está adotando a mesma estratégia, imaginando que um cenário como o de 1989 vai se repetir e uma força política vai conseguir aglutinar o campo da esquerda, como foi o caso do Lula”, diz.

Apesar do cenário adverso para a esquerda, Nobre acredita que a direita também está fragmentada, dispersa. “A única diferença é que a centro direita está sendo mais eficaz ao colocar candidatos no segundo turno, mas não há ninguém com visão global de país, nenhum candidato forte”, comenta. Por isso mesmo, defende que o campo mais progressista busque alternativas rápidas. “Por enquanto, é só um alerta”, conclui. Para Alencastro, a divisão entre os dois espectros políticos está mais clara do que nunca e isso pode facilitar as coisas em 2018. “Com o impeachment de Dilma Rousseff e as primeiras medidas do Governo Temer, a diferença entre um e outro ficou muito clara. Não acredito que as coisas serão tão pantanosas nas eleições presidenciais”, diz.

“Nos tempos do PT fortalecido, uma candidatura de esquerda contra o Haddad, em um momento vital para a legenda, nunca teria decolado. Ele é vítima desse enfraquecimento do partido, mas também paga por opções como a de ter um vice como o Chalita (PDT)”, comenta Alencastro. No alto do palanque, no episódio que abre esta reportagem, ficou clara uma tentativa de aproximação do atual prefeito de São Paulo com setores à esquerda do PT. Ao EL PAÍS, assessores de Haddad confirmaram a intenção. Para Maringoni, é importante que a esquerda se una e que se evite levantar o dedo acusatório. Além disso, é natural que Haddad tente uma aproximação, mas faltando menos de dez dias para as eleições é difícil e não seria honesto que algum dos dois saísse da disputa.

*Artigo publicado na edição deste domingo(24) do El País – edição brasileira

Advogados pela Democracia criticam posição da OAB-PR sobre a greve dos bancários

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O movimento ‘Advogados pela Democracia’ aponta que posição da OAB-PR implica na “redução da densidade democrática no país e fere o direito de greve”

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A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio das suas secionais, em diversos estados da federação, ajuizou ação civil pública contra a greve dos bancários e bancárias. O fundamento da ação tem por base obrigar o atendimento bancário dos advogados e advogadas, mesmo durante a greve da categoria
.
A posição da OAB reduz a densidade democrática do país ao tentar restringir o exercício constitucional do direito de greve por parte da categoria dos bancários nos estados. A posição da OAB contraria e macula – mais uma vez no presente ano – o seu percurso construído desde a constituinte.
A greve é um direito fundamental garantido na Constituição Federal e caracteriza-se como instrumento legítimo de pressão dos trabalhadores. As restrições ao exercício deste direito encontram-se na Lei nº 7.783/89, que não determina qualquer obrigatoriedade de atender a advogados e advogadas em suas demandas bancárias relacionadas à prática forense, como recolhimento de custas ou pagamento de alvarás judiciais.
Nessa perspectiva, a ação civil pública ajuizada pelas seccionais, inclusive a OAB/PR, viola o direito dos trabalhadores e atende ao interesse do sistema financeiro, em especial, os bancos, que apesar dos lucros auferidos acima da inflação, não aceitam recompor as perdas salariais ocorridas no ano.

 

ADVOGADOS PELA DEMOCRACIA

Eleições 2016 – Greca diz que já ‘vomitou ao sentir cheiro de pobre’

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Líder nas pesquisas, candidato à prefeitura de Curitiba diz que já ‘vomitou ao sentir cheiro de pobre’

Greca em sabatina realizada na PUC-PR.
Greca em sabatina realizada na PUC-PR. Foto: Reprodução/YouTube

 

Por Pedro Willmesdorf Do Extra

Durante uma sabatina realizada nesta quinta-feira, na PUC do Paraná, o candidato à prefeitura de Curitiba Rafael Greca (PMN) disparou uma frase, no mínimo, polêmica.

Perguntado sobre o que fará, caso eleito, em relação ao crescimento do número de moradores de rua na cidade, Greca mencionou Papa Francisco, sugeriu a criação de albergues com serviços essenciais e citou sua passagem como membro assistencial da Casa dos Pobres da Igreja Católica.

Em certo momento, ao relembrar um “causo”, disparou: “Eu nunca cuidei dos pobres, eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que tentei carregar um pobre e pôr dentro do meu carro eu vomitei por causa do cheiro”, declarou Greca durante o evento, promovido pelo curso de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes (ECA), em parceria com a Escola de Educação e Humanidades (EEH) e a Escola de Direito (ED).

Greca pede desculpa por “falta de clareza”

Por meio de sua assessoria de imprensa, Rafael Greca procurou o EXTRA. Em nota o candidato pede desculpas pela “falta de clareza em seu discurso” durante a sabatina. Leia na íntegra:

“Peço perdão pelas minhas palavras. Não tive a capacidade de explicar a dificuldade que vivi ao tentar realizar o trabalho de resgate social na minha juventude. Mais uma vez, descontextualizam o que falo para tentar enganar as pessoas. Ontem, durante a Sabatina na PUC, ao exaltar o difícil trabalho dos educadores sociais e das irmãs de caridade, comentei sobre o quão difícil é essa missão. Com sinceridade disse que não tenho a capacidade desses profissionais para o resgate, mas que acima de tudo, admiro, respeito, faço e farei o possível e impossível para mudar o quadro de abandono nas ruas. Peço que me perdoem pela falta de clareza do discurso. Não me interpretem mal”.

Líder nas pesquisas, Greca já foi prefeito de Curitiba

De acordo com os últimos números do Ibope, Greca estaria com 45% das intenções de voto, bem à frente do atual prefeito Gustavo Fruet (PDT), que aparece com 19%.

Engenheiro e urbanista de formação, já comandou a capital paranaense entre 1993 e 1996, sendo sucessor de Jaime Lerner. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro do Esporte e do Turismo no governo FHC.

Aos 60 anos, deixou o PMDB, por conta de desavenças com o senador Roberto Requião, cujo filho concorre ao cargo de prefeito e aparece em terceiro nas pesquisas. No pequenino PMN, Greca se coligou com outros seis partidos, entre eles o PSDB, do governador Beto Richa.

De família tradicional em Curitiba, Greca também é escritor, poeta e pesquisador. Em sua campanha, tem utilizado um tom saudosista, fazendo autorreferência à época em que foi prefeito, nos anos 90. O slogan? “Volta, Curitiba”.

*Vídeo publicado por Rafael Greca no seu Facebook

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