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Movimento sindical: Hora de preparar a greve geral

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O movimento sindical atravessa uma conjuntura de grandes riscos e desafios. O processo teve início já durante o segundo mandato da presidente eleita Dilma Rousseff e ingressou na atual fase de radicalização e ofensiva patronal com o governo golpista de Temer/Meirelles

<p>Em 14 e 15 de março de 1989, sindicalistas fizeram a segunda greve geral do Brasil contra o governo de José Sarney</p>

Em 14 e 15 de março de 1989, sindicalistas convocaram uma greve geral contra o governo de Sarney – Foto: Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT / Divulgação

 

A classe trabalhadora brasileira é novamente tangida para a luta em defesa dos seus direitos e conquistas. Mais uma vez, o governo e os patrões querem descarregar nos ombros dos trabalhadores o peso da crise econômica e social em curso.

Trata-se da maior ofensiva antitrabalhista desde os anos do governo neoliberal de Fernando Henrique(PSDB). A atual ofensiva antioperária teve início no segundo mandato da presidente Dilma, com a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, e a adoção de uma política de ajuste e arrocho, que sangrou as bases sociais do governo, abrindo objetivamente o caminho para o golpe do impeachment.

O governo golpista de Temer/Meirelles prepara um vasto e abrangente pacote de maldades contra os trabalhadores, que visa enterrar a CLT, eliminando os dispositivos da legislação protetiva do trabalho. Ao mesmo tempo, apresenta também um projeto de reforma previdenciária regressivo e desumano, que afetará  a aposentadoria de milhões de trabalhadores.

Numa conjuntura adversa com a escalada do desemprego: já são quase 12 milhões de trabalhadores desempregados, o que pressiona para baixo as negociações salariais. Um exemplo disso, foi o acordo celebrado entre o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Volks, a montadora empurrou goela abaixo dos trabalhadores um acordo que implica em reajuste zero de salário até 2019, abertura de PDV, Lay-off e PPE -, uma brutal chantagem em nome da manutenção do emprego.

Ou seja, trocar direitos e reajustes de salários por emprego. Um padrão de negociação rebaixado, que a classe trabalhadora só romperá se unificar  e politizar a luta, mobilizando o conjunto das categorias.

Neste sentido, é alentadora a unidade das centrais sindicais que vem sendo construída neste processo de luta e resistência. As manifestações unitárias que serão realizadas nesta terça-feira(16) apontam para a construção de um grande movimento nacional unificado da classe trabalhadora para derrotar o arrocho e o desemprego.

Construir a greve geral

A preparação da greve geral é uma tarefa posta na ordem do dia para as centrais sindicais. Convocar e preparar uma poderosa greve geral vai exigir muito trabalho e esforço, plenárias e assembleias nos locais de trabalho, ações conjuntas das entidades sindicais e a unificação das campanhas salariais neste segundo semestre.

A última greve geral no país ocorreu durante o governo Sarney em março de 1989, portanto, lá se vão mais de duas décadas. Toda uma camada de jovens trabalhadores não possui ainda a experiência de ter participado de uma greve geral. É mais um desafio para as direções sindicais a incorporação desse amplo contingente na luta em defesa dos direitos, da preservação do emprego e da renda do trabalho.

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  1. Pingback: Movimento sindical: Hora de preparar a greve geral — Milton Alves | Alo Presidenta do Brasil

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