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A truculência da ‘Guarda Nacional’, uma protagonista da Olimpíada Rio 2016

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A bela abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na sexta-feira(5), que encheu de orgulho parcela expressiva da população, não conseguiu ofuscar um protagonismo de violência das tropas da Força Nacional, hoje na prática funcionando como uma ‘Guarda Nacional’ – um corpo permanente de militares selecionados entre as PMs estaduais. Protestos pacíficos que questionam os jogos ou manifestações coletivas e individuais contra o governo golpista estão sendo reprimidos com bastante truculência. Além disso, prossegue a militarização nas comunidades pobres do Rio de Janeiro

 

Chama atenção nos ‘Jogos Olímpicos da Exclusão’, a ação truculenta da ‘Guarda Nacional’, uma força de elite recrutada entre as PMs dos estados da federação. Cada vez mais, essa força nacional policial se torna um corpo permanente, com uma atuação repressiva especialmente contra as massas e os protestos populares, como estamos assistindo nestes dias no Rio.

É preocupante, como ao longo dos anos se formou e se fortaleceu toda uma estrutura estatal repressiva, mesmo sob a vigência dos governos democráticos de Fernando Henrique, Lula e Dilma. Com a Polícia Federal, atualmente agindo como polícia política, a Guarda Nacional e as tropas de extermínio tipo Bope, Rota – mais a Lei Antiterrorismo, sancionada por Dilma – vivemos perigosamente no limiar de um estado de exceção, principalmente voltado contra a rebelião dos de “baixo”, dos pobres.

Passada a euforia dos jogos, ainda precisa ser contabilizado o número de vidas sacrificadas na prévia “Operação Limpeza”, realizada pelas forças de segurança no Rio de Janeiro.

Grandes eventos em países muitos desiguais e conflitados, como o Brasil, geram imensos custos sociais e humanos para o povo pobre. Um exemplo foram as mais de 70 mil pessoas removidas dos seus lugares de moradia para as obras dos jogos.

Para as massas populares, nada a comemorar, e o tal espírito olímpico não passa de mais uma empulhação, um truque retórico para tentar justificar e esconder as contradições.

Torço pelo Brasil sempre, amo meu país, mas condeno a exclusão e a violência. Medalhas de sangue não servem para construir um país para a maioria, e socialmente justo.

É preciso também refletir sobre a dimensão, o alcance e o sentido do “legado” da Olimpíada Rio 2016.

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