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Arquivo do mês: agosto 2016

De alma lavada: ‘Diretas já’ e ‘Fora Temer golpista’

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Alma lavada: Olha, meus amig@s, faço este depoimento aqui de alma lavada, alegre e confiante no futuro. E amanhã vai ser maior! E amanhã tem mais às 18 horas na Pça da Mulher Nua/Homem Nú

A imagem pode conter: 6 pessoas , multidão
 O protesto organizado pelas redes sociais tomou as centrais da cidade

 

Apesar do golpe sórdido e covarde contra a democracia, encontrei na concentração(Pça 19/dez) e depois na caminhada, antes com um rápido protesto na Fiep -, que terminou na Boca Maldita – uma juventude, secundaristas/universitários/jovens advogados e alguns grisalhos, como eu, politizada, combativa, dizendo em alto e bom som que a luta vai continuar, que não tem arrego para os golpistas.

A maioria, na faixa etária de 18 a 24 anos, gritava com vigor límpido dos jovens, “Fora Temer”, “Diretas Já”, “Plebiscito”, “Reforma Política”, “Nenhum Direito a menos”, “Presidente sem voto”, expressando uma pauta política clara, que unificará o campo de esquerda e os movimentos sociais combativos no próximo período.

A alegria foi maior porque quem ocupou as ruas da cidade, foi o protesto anti-golpe, foi os que aparentemente foram derrotados, e não os verde-amarelos fascistas e a turma do Moro/Republiqueta de Curitiba, fomos nós o povo sem medo, a juventude de luta.

E amanhã vai ser maior! E amanhã tem mais! Sonho com uma esquerda renovada, e, hoje, vi que isto é possível. Estou um pouco cansado e rouco, mas vou dormir com a alma lavada pela brisa da juventude, com o coração tranquilo e uma ardente confiança no futuro, na organização renovada das nossas forças e projetos.

Fora Temer! A luta segue e continua!

E  amanhã(quinta-feira -1) tem novo ato pela ‘Diretas Já’ e ‘Fora Presidente sem voto’.

Pça da Mulher Nua/Homem Nu – 19 de dezembro

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Milhares nas ruas de Curitiba lançam ‘Diretas Já’ e ‘Fora presidente sem voto’

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Um multidão, na maioria jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, marchou pelas ruas centrais da capital, nesta noite de quarta-feira(31), contra o golpe na democracia e reivindicando novas eleições, “Diretas já”. Foi o primeiro ato pós-golpe. A direita fascista e a turma de Moro/republiqueta de Curitiba não teve coragem de sair às ruas para festejar o golpe

Foto de Jose Oliveira.
 Boca Maldita, 20 horas do dia 31

 

“Ai ai ai… ai ai ai, se empurrar o Temer cai”. Essa foi umas das palavras de ordem dos 10 mil manifestantes pelo ‘Fora Temer’ e ‘Diretas Já’, na noite desta quarta (31), em Curitiba.

O movimento teve início por volta das 18 horas com cerca de 2 mil pessoas, mas, a medida que marchava pelas ruas centrais, foi engrossando. Por volta das 20h30, na Boca Maldita, já eram 10 mil que protestavam contra o ilegítimo Michel Temer (PMDB).

Na capital paranaense, tida como República de Curitiba, ou capital dos coxinhas, não houve comemoração do impeachment de Dilma Rousseff. Ou seja, a cassação da presidente eleita teve um “quê” de derrota.

Os manifestantes prometem voltar às ruas nesta quinta (1), às 18h, na Praça 19 de Dezembro (Mulher/Homem Nu).

*Com informações do Blog do Esmael e conteúdo colaborativo de diversos ativistas

Opinião – O golpe de 2016

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Marx escreveu no 18 Brumário de Luis Bonaparte, que os fatos históricos se repetem duas vezes. A primeira como tragédia e a segunda como farsa.

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Por Ivete Caribé Rocha*

O Brasil, depois de ter passado por uma ditadura civil-­militar de longos 21 anos, que marcou o período por violações de direitos constitucionais, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados, assiste agora, a um novo e perverso golpe, maquiado de legalidade, dando a ideia para boa parte da sociedade, que a democracia está sendo respeitada , sob o falso entendimento de cumprimento das regras jurídicas, no chamado impeachment da Presidenta Dilma, como é transmitido diariamente pela velha mídia.

Ao pesquisar e obter conhecimentos de fatos que a maioria jamais soube, imaginamos que essa história nunca mais viria a se repetir, porque a humanidade não quer mais conflitos e guerras e teria aprendido a conviver com a democracia.

Para nossa surpresa, o ano de 2015, ressuscitou fantasmas da ditadura no Brasil, quando em protestos de ruas, alguns grupos pediam a volta dos militares ao poder.

Não bastasse essa verdadeira excrecência na vida do país, vimos a judicialização da política de forma estranha, corroendo a democracia e escancarando a face mais conservadora do Poder Judiciário, provocando a desmoralização e perdas econômicas de grandes empresas públicas, que, por consequência, provocam desempregos em massa e a volta da crise econômica, que é antes de tudo, política.

Primeiro, foi a inédita e mal interpretada “Teoria do Domínio do Fato”, que passou a condenar pessoas por indícios e por ouvir dizer, depois, as chamadas “delações premiadas”, onde delinquentes e oportunistas, passaram a apontar ex­-políticos e atuais, indiscriminadamente, como parte das suas práticas de delinquência. O simples apontar do dedo de um desses marginais, passou a valer como prova irrefutável da prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Sem provas, foram presos políticos e personagens históricos, execrados pela população,mostrados pela mídia conservadora como bandidos, e outros, que de longa data, verdadeiramente praticam e praticaram, crimes de desvios de dinheiro público, lavagem de dinheiro, entre outros crimes, posam de paladinos da moral e sequer foram mencionados pela justiça e pela mídia.

Poucos enxergam que há nesse golpe, um novo tipo de ditadura, também muito cruel, pois vai desmontando a Constituição Federal de 1988, naquelas cláusulas pétreas, como o princípio da inocência, do devido processo legal, sem contar a ameaça de enorme retrocesso de direitos sociais, trabalhistas, previdenciários e direitos à habitação, saúde e educação, que compõem os direitos humanos fundamentais, conquistados a duras penas pelas gerações passadas. Tudo isso acontece, por aprovações de leis no Congresso Nacional, na calada da noite, de forma irresponsável e diante de um judiciário inerte e omisso.

Assistimos ainda, o retorno da Doutrina da Segurança Nacional, que vê nos Movimentos Sociais, na sua tentativa de resistir aos retrocessos sociais e legais, o “inimigo interno”, partindo para uma verdadeira paranoia de defesa contra o cidadão comum, violando os direitos mais comezinhos, como o de liberdade de expressão e de livre manifestação. É preciso dizer, que assim começaram muitas ditaduras e no seu crescente, acabaram por levar às violências físicas, mortes e desaparecimentos, próprios daquelas ditaduras de passado recente na América Latina.

Ao lado dos enormes retrocessos legais, vemos também a grave ameaça da entrega das riquezas naturais como o petróleo e outros minerais e das empresas públicas mais importantes, entre elas, a Petrobrás, valendo lembrar o que disse Getúlio Vargas, em seu discurso na ocasião da aprovação do Estatuto da Petrobrás, em 1953: “..Já disse e repito solenemente que quem entrega seu petróleo, aliena a sua própria independência. O petróleo não pode escapar ao controle econômico do Estado, para que não se comprometa nossa soberania politica”.

Repetimos inúmeras vezes nas Comissões da Verdade, constituídas para trazer à luz os graves crimes da ditadura civil-­militar e os perpetradores desses crimes, uma frase bem conhecida: ‘Que se conheça, para que nunca mais aconteça”. Entretanto, não pudemos cumprir esse princípio, a sociedade pouco conhece desse período de terror e não pudemos evitar a repetição da quebra da democracia, ainda, que sob uma nova forma, no dizer de Adolfo Pérez Esquivel – por um Golpe brando (sem armas), mas igualmente letal à vida dos cidadãos brasileiros.

É portanto, o momento de uma grande união de trabalhadores, sindicatos, movimentos sociais, academia, profissionais liberais e políticos comprometidos verdadeiramente com o bem estar da população, para a resistência e rechaço às violações e retrocessos constitucionais.

*É advogada e ativista dos Direitos Humanos. Integra a Comissão Estadual da Verdade – CEV-PR. Também faz parte da Casla – Casa Latino-Americana

Carta aberta de educadores da rede estadual condena governo Beto Richa

Publicado em

Um grupo de professores da rede estadual de educação enviou ao blog uma ‘Carta aberta dos educadores da rede estadual à população paranaense’. O documento, assinado por educadores de todas as regiões do estado, condena fortemente a gestão do governador tucano Beto Richa. Além disso, a ‘carta’ alerta para a necessidade de prosseguir na luta em defesa da educação pública ameaçada pelo desmonte patrocinado pelo governo estadual. Veja  a íntegra do documento

Resultado de imagem para fotos da professora angela massacre 29 de abrilFoto símbolo do massacre aos professores em 29 de abril de 2015

CARTA ABERTA DE EDUCADORES DA REDE ESTADUAL À POPULAÇÃO PARANAENSE

 

Dia 29 de abril de 2015: para que nunca mais se esqueça, para que nunca mais aconteça!

Nós, educadores da Rede Estadual de Educação do Paraná, no dia 29 de abril de 2015, sentimos da forma mais vil e truculenta a maneira como Senhor Governador Beto Richa e seu partido, o PSDB, tratam a Educação. Para Beto Richa e para o PSDB, Educação não é a forma de emancipar o ser humano para a cidadania, mas sim, caso de polícia.

Nesta tão fúnebre data, nós, educadores, juntamente com representantes de outras categorias do funcionalismo público estadual, sentimos na pele o quão pesada é a mão do PSDB  no governo. Ao nos mobilizarmos em defesa de nosso fundo previdenciário, a ParanáPrevidência, o estado do Paraná, na figura no do seu representante maior, governador Beto Richa, não economizou munição e nem em contingente policial, desencadeando um verdadeiro massacre contra aqueles que somente buscavam garantir direitos assegurados por lei: o direito à livre manifestação, garantido em nossa Carta Magna, e o direito de termos uma aposentadoria que garanta nossa sobrevivência com dignidade no futuro.

O clamor popular dos mais de 20 mil manifestantes que se concentravam no Centro Cívico, em Curitiba, naquele 29 de abril de 2015, foi solenemente ignorado pelo Palácio Iguaçu, que se certificou, através de forte aparato repressor, de que nossas vozes fossem silenciadas pelo som das milhares de bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha disparados contra nós, meros cidadãos servidores públicos desarmados. O resultado desta ação tão truculenta foi nada menos que um MASSACRE, onde mais de 200 pessoas saíram feridas.

O som dos helicópteros que nos lançavam bombas de efeito moral do céu ainda ecoam em nossos ouvidos. O cheiro de gás lacrimogênio ainda impregnam nossos pulmões. Nossos olhos ainda ardem pelo efeito do gás de pimenta. Nossa pele ainda carrega feridas e hematomas das balas de borracha, metodicamente miradas para acertar nossos corpos acima da cintura. Na nossa alma, pesa a humilhação imposta por tamanha barbárie.

Esta mancha sórdida e indelével na História do Paraná se criou em decorrência do descaso de Beto Richa para com o funcionalismo – em especial com os educadores, já que somos a maior categoria dentre os servidores estaduais -, somada à falta de cuidado com o erário do povo paranaense, já que “tomar de assalto” parte do dinheiro da ParanáPrevidência era essencial para que o governador pagasse as contas do estado – contas estas que, durante sua campanha à reeleição, Beto Richa afirmava categoricamente que estavam “em dia”.

A falácia do bom gestor foi desmascarada no dia 29 de abril de 2015, quando em desespero para pagar fornecedores, Beto Richa literalmente derramou o sangue de servidores públicos, estudantes e cidadãos presentes no Centro Cívico naquele tão nefasto dia, “abocanhando” milhões de reais do fundo previdenciário dos servidores paranaenses.
Não obstante em nos machucar moral e fisicamente, Beto Richa continuou a tratar os educadores com descaso, se negando a negociar com nossa legítima representante, a APP Sindicato, ou apresentando propostas pífias à categoria, o que prolongou a greve, iniciada em 25 de abril, até o início de junho de 2015.

Após o fim da greve, o governo de Beto Richa, do PSDB, continuou dando mostras de seu descaso para com a Educação. Além de não implementar promoções e progressões nas carreiras dos educadores – uma dívida milionária para com a categoria -, parte das escolas do Paraná sofreram e continuam a sofrer com um grave problema: a falta de merenda escolar. Durante o primeiro semestre de 2016, e novamente agora, no segundo semestre deste ano, por muitas vezes faltam ingredientes em muitas escolas deste estado, o que levou os educadores a pedirem doações para a comunidade afim de garantir esta refeição que é, sabidamente, a refeição mais nutritiva que muitos dos nossos alunos terão ao longo do dia. Deixar faltar merenda escolar é o maior dos acintes que um governo pode cometer contra os estudantes da rede pública!

Diante da forma intransigente, truculenta e displicente com a qual Beto Richa e seu partido, o PSDB, tratam a Educação no Paraná, nós, educadores de todo Estado, alertamos a população: BETO RICHA É INIMIGO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA. BETO RICHA NÃO TEM COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO PÚBLICA.

Como estamos em período de campanha eleitoral, onde vários candidatos pleiteiam cargos em âmbito municipal (prefeitura e vereança), é nosso dever DENUNCIAR O DESCASO DE BETO RICHA PARA COM A EDUCAÇÃO PÚBLICA NO PARANÁ, e provocar um simples questionamento: QUAL É O COMPROMISSO PARA COM A EDUCAÇÃO DE UM CANDIDATO APOIADO POR BETO RICHA? COMO UM CANDIDATO, APOIADO POR BETO RICHA, PODE SER DEFENSOR DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, QUANDO SEU APOIADOR JÁ PROVOU SEU DESDÉM PELA MESMA?

O Centro Cívico em Curitiba estará para sempre manchado pelo sangue dos trabalhadores que lutam por um serviço público de qualidade, por condições de trabalho que atendam a contento às demandas da população paranaense, contra o desmonte dos serviços públicos, em especial a Educação, pois esta emancipa, liberta, empodera e garante a cidadania plena.
Nós, educadores da Rede Estadual de Ensino, vimos fazer um apelo, em nome da Educação Pública: não seja conivente! Não se alie àqueles que são apoiados por Beto Richa.

A sua cidade, o nosso Paraná merece mais.

Assinam esta Carta Aberta:

Paola Aparecida Fernandes
Professora
Foz do Iguaçu

Inês Magali Maciel
Agente Educacional II
Foz do Iguaçu

Maria Madalena Ames
Professora
Foz do Iguaçu

Elis Padilha
Professora
Foz do Iguaçu

Luciane do Prado Santos
Agente II
Foz do Iguaçu

Angelica Meirelles
Professora
Foz do Iguaçu

Telma Nakasoni Corte
Professora
Foz do Iguaçu

Alice Garcia
Pedagoga
Foz do Iguaçu

Marco Aurélio Morel
Professor
Foz do Iguaçu

Roberto Mazzacote
Intérprete
Foz do Iguaçu

Bruna Carline Alves
Professora
Foz do Iguaçu

Elaine Cardoso Teotônio
Pedagoga
Foz do Iguaçu

Andrea Morais Pereira
Professora
Cascavel

Izabel Cristina de Oliveira
Professora
Cascavel

Alain Leonel
Professor
Guaratuba

Magda Jocely das Graças Nunes Rossi
Professora
Curitiba

Fabiane Leite
Pedagoga
Curitiba

Fredy Estupinan Carranza
Professor
Curitiba

Maria Goretti Almeida
Pedagoga
Maringá

Diego Freire Calegari
Agente Educacional II
Maringá

Eyrimar Fabiano Bortort
Professor
Curitiba

Andrea B. W. Gimenez
Professora
Curitiba

Helio Fernandes
Professor
Cascavel

Juliana C. Muterlle
Professora
Curitiba

Maria Eneida Fantin
Professora
Curitiba

Lúcia Galeti
Professora
Curitiba

Maria Aparecida Pimentel Arruda
Professora
Curitiba

Ozanam A. Souza
Professor
Curitiba

Purcina Maria Souza Ribeiro
Professora
Curitiba

Maria Elizabete Tormina
Professora
Curitiba

Antonio Navarro
Professor
Curitiba

Maria Verônica da Silva
Professora
Curitiba

Valesca Giordano Litz
Professora
Curitiba

Sidonia Maria Forte
Professora
Curitiba

Osmar Casturino Batista Leal
Professor
Curitiba

Cecília Quaresma Ribeiro
Professora
Curitiba

Helton Roberto Leal
Professor Intérprete
Curitiba

Ivanete Sebastiana dos Santos
Professora
Curitiba

Isabel Cristina Calzado Trindade
Professora
Curitiba

Laura Jesus de Moura e Costa
Professora
Curitiba

Cibele Gonzaga de Moura
Professora
Curitiba

Thereza Chistina Costa Duarte
Professora
Curitiba

João Paulo Marchiotto Silveira
Professor
Curitiba

Talita Nascimento
Professora
Curitiba

Mailde Adelia Casagrande
Professora
Curitiba

Rosa Pacheco
Professora
Cascavel

Francisco Manoel de Assis França
Professor
Curitiba

Claudinei Benedito Pereira
Agente Educacional II
Maringá

Donizeti Camilo Soares
Professor
Curitiba

Maria Carolina Lobo Oliveira
Pedagoga
Curitiba

Ermes Marques Pedrosa
Professor
Fazenda Rio Grande

Luciano Almeida
Professor
Curitiba

Roberto Shiniti Fujii
Professor
São José dos Pinhais

Marcos Wagner Skaraboto Lopes
Professor
Maringá

Regina Corcini
Professora
Maringá

José Rivelino Rocha
Professor
Curitiba

Rita de Cássia Queiroz
Professora
Curitiba

Celso Eduardo Fumagalli
Professor
Curitiba

Cristiane Bogo
Professora
Curitiba

Regiane Ribeiro
Pedagoga
Curitiba

Elisabete de Fátima Schmidt
Agente Educacional I
Curitiba

Adriano Stachuk Hohmann
Professor
Curitiba

Maria Zenaide Batista Grigoletto
Professora
Curitiba

Estefan da Silva Albino
Agente Educacional II
Curitiba

Maria Jarci Hoffman Machado
Professor
Curitiba

Sara Scariot
Professora
Curitiba

Marcia Gonçalves Lopes dos Santos
Professora
Curitiba

Letícia Andreguetto Maciel
Professora
Curitiba

Dayane Marchiori de Castro
Pedagoga
Curitiba

Solange Aparecida da Silva
Agente Educacional II
Curitiba

Vilma Banks
Agente Educacional II
Curitiba

Danielle Kindrajh
Professora
Curitiba

Adélia Ribeiro
Professora
Curitiba

Ronald Wykrota
Professor
Curitiba

Maísa Ramos da Rosa
Pedagoga
Curitiba

Edson Luiz Martins
Professor
Curitiba

Tony Tano
Professor
Piraquara

Mirilaine Brites
Professora
Curitiba

Virgínia Gonçalves de Luna
Professora
Curitiba

Ari Pereira Neto
Professor
Curitiba

Alesandra Carpen Schultz
Pedagoga
Curitiba

Wivianne de Fátima Ribeiro Stedile
Agente Educacional II
Curitiba

Debora Aparecida da Silveira
Pedagoga
Curitiba

Ailton Maria de Campos
Professor
Curitiba

Claudino Dias
Professor
Curitiba

Everton de Oliveira
Professor
Curitiba

José Cândido de Moraes
Professor
Curitiba

João Carlos de Carvalho
Professor
Curitiba

Maria José Bogo
Pedagoga
Curitiba

Dione Rodeiro
Professora
Curitiba

Barbara Bueno Furquim
Professora
Curitiba

Marco Aurélio Ferreira da Silva
Professor
Curitiba

Andrey Kleber Migliorini
Professor
Curitiba

João Almir Soares
Professor
Curitiba

Reseli Terezinha da Silva
Agente Educacional II
Curitiba

Denis Bornatowski
Professor
Curitiba

Neodildo Ribeiro Martins
Pedagogo
Cascavel

Jefferson Santos
Professor
Curitiba

Halina dos Santos França
Professora
Curitiba

Guilherme Dal Moro
Professor
Curitiba

Júlio Cézar Bittencourt
Professor
Curitiba

Beatriz de Cássia Proença Bittencourt
Professora
Curitiba

Aline Parolin Ceccon
Professora
Curitiba

Samuel O. Da Silva
Professor
Curitiba

Willian A. C. Boldori
Professor
Curitiba

Hildebrando de Araújo
Professor
Curitiba

Emerson de Oliveira Santos
Professor
Curitiba

Andrea Fiqueiredo Arantes
Professora
Curitiba

Ana Carla Wolski Borille
Professora
Curitiba

Miria Rosa Boiko Malisak
Agente Educacional II
Curitiba

Alessandro Reina
Professor
Curitiba

Juliana Parolin Ceccon
Professora
Curitiba

José Vialich Junior
Professor
Curitiba

Josemar A. Loyola
Professor
Curitiba

Wilzeli Rejane do Amaral
Pedagoga
Curitiba

No Senado, Dilma foi uma gigante diante de pigmeus golpistas

Publicado em

Um dia histórico na vida política do país. A presidente Dilma Rousseff protagonizou, com serenidade e firmeza, uma longa e extenuante jornada de perguntas e questionamentos dos senadores sobre os alegados motivos de um processo de impeachment em curso, baseado em supostas infrações fiscais, as chamadas “pedaladas fiscais”. A presidente eleita respondeu todas as perguntas e defendeu os atos de seu governo. Denunciou o caráter golpista e antidemocrático do processo de impeachment sem crime de responsabilidade

A presença de Dilma na sessão de hoje no Senado engrandeceu a presidente legítima dos brasileiros. Ela mostrou mais uma vez que diante de momentos graves e adversos não foge do combate e da luta.

Dilma foi uma gigante diante de pigmeus golpistas. A História avaliará Dilma e o seu legado.

A sessão, que durou cerca de 14 horas, terminou neste momento.

*Ilustração(Meme) retirada do Twitter

Opinião – Leonardo Padura: Uma nota de dor pelo Brasil

Publicado em

Artigo inédito de Leonardo Padura, especial para o livro (ainda inédito) “A resistência internacional ao golpe” . Traduzido por Miguel do Rosário do Blog ‘O cafezinho’. No artigo, o escritor cubano aborda a situação política do Brasil. Confira

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Padura com a presidente Dilma Rousseff

Por Leonardo Padura*

Um turista europeu vem à Cuba e, após uma semana na ilha, volta a seu país e diz a um amigo: “estive em Havana e em Santiago de Cuba; bebi rum, mojitos, daiquiris até não poder mais; passei pela via Malecón num automóvel americano de 1948; tirei uma foto diante da imagem de Che na Praça da Revolução; dancei uma conga em Santiago e… fiz amor com uma mulata cubana!… Já sei tudo de Cuba”.

Os cubanos temos uma grande experiência neste tipo de conhecimentos do país… e de outros juízos parecidos. Porque se o juízo do hipotético e típico turista europeu resulta superficial e inocente, o que mais nos incomoda, por suas consequências, é o de analistas que sentam cátedra por seu conhecimento da ilha desde seus pedestais estrangeiros e, mais ainda, se atrevem a ensinar aos cubanos que residem em Cuba como devemos viver, nos comportar, pensar. Inclusive, o que podemos dizer e como devemos escrever sobre nossa sociedade… E essas anatomias de uma realidade tão peculiar, e como é lógico em se tratando de Cuba, podem vir desde posições de esquerda ou desde posturas de direita… mas sempre oriundas de um sentimento comum de prepotência.

Talvez como reação alérgica a essas manifestações de intrusismo, que eu sofro como cubano, em geral não emito opiniões sobre as realidades dos países onde eu não vivo, trabalho, penso. Creio firmemente que para ter uma ideia de uma sociedade determinada e atrever-se a expressá-la publicamente é preciso ser parte dela, não como observador e sim como participante. Mais ainda, como sofrente.

É por essa razão que durante dias, semanas, contive minha indignação e minha dor e não ousei expressar, em qualquer das tribunas jornalísticas que me são oferecidas, minhas impressões sobre os recentes acontecimentos no Brasil. E quando digo impressões, eu o faço com toda consciência da minha capacidade e o alcance do meu conhecimento, que apenas me permite mover-me nesse plano subjetivo.

Mas não haver expressado essas impressões não aliviou minha dor nem acalmou minha indignação. Porque se algo me provoca todo esse processo político que se desdobra no Brasil nos últimos meses, culminando com a abertura de um juízo político da presidenta constitucional Dilma Rousseff, é exatamente dor e indignação: na alma ou na consciência, onde quer que esteja o centro das convicções, dos afetos, das afinidades e até das fobias de um ser pensante.

Desde meu balcão cubano, tenho acompanhado com assombro como se formou a cadeia de acontecimentos que chegaram ao ponto onde chegaram: remover do poder a um presidente eleito pela maioria de seus cidadãos. Como se se tratasse de um velho filme de faroeste, ou de uma novela brasileira, eu assisti ao desenvolvimento do drama com a esperança de que, ao final, se fizesse a justiça. Todavia, com dor e ainda mais assombro, comprovei que as tramas da realidade podem ser mais complicadas que a de qualquer ficção e que na política dos grandes poderes, visíveis ou invisíveis, sabem operar com maestria. E que poucas coisas são tão fáceis de se realizar como a manipulação da verdade e, com ela, das mentes.

Independente das minhas afinidades sociais e afetivas, que certamente pesam na conformação das minhas impressões, o que tem ocorrido e está ocorrendo no Brasil é doloroso, revoltante, assombroso e, ao mesmo tempo, instrutivo. Mas acredito que deve ser instrutivo sobretudo para os brasileiros. Porque se a gestão dos anos de governo do PT terminam por levar a resultados políticos e sociais em que se constata a existência de um país dividido, com um percentual notável de seus cidadãos esgrimindo posturas críticas contra o governo que mais fez e que melhor trabalhou para as grandes massas do país, a principal lição que devemos reaprender não é que os poderosos exerçam o seu poder e que a sua vingança política seja uma arma sempre à disposição. Isso sabemos todos, e todos assumimos como realidade. O que mais nos ensina, apesar de sua presença constante, é comprovar que a ingratidão humana pode ser infinita.

Enquanto o processo contra a presidenta constitucional Dilma Rousseff avança em seus labirintos, o que mais me interessa saber, como o espectador interessado que sou, é se realmente a mandatária cometeu os pecados que se lhe atribuem. Como muitas pessoas no mundo, espero que ela não os tenha cometido, pelo bem do Brasil e da verdade. Mas também espero que, pelo bem do Brasil e da verdade, cada um dos culpados por corrupção, manobras políticas ilegais, manipuladores da verdade, se é que existem – e creio que existem – sejam julgados com o mesmo rigor que se impôs a Dilma Rousseff, e tudo que ela representa e que, se é possível, paguem o preço pelo que fizeram. Para o bem do Brasil e da verdade, que são duas realidades acima das convicções políticas e, com certeza, das minhas simpatias e afinidades.

Se algo assim acontecer, eu sentirei como se alivia a dor que hoje sinto pelo Brasil. E terei alguma esperança de que, no campo da realidade concreta, a Justiça não seja apenas o nome de um Ministério, mas um escudo para a verdade e uma medicina eficaz para as dores de consciência.

*É escritor e novelista cubano. Artigo publicado originalmente no blog O Cafezinho

O Senado vai defender ou golpear a democracia?

Publicado em

A pergunta está no ar: O Senado vai defender ou golpear a democracia? Prossegue nesta tarde o ritual farsesco do impeachment sem crime de responsabilidade no Senado da República. A mídia pró-golpe já especula com o resultado da votação. Números favoráveis ao impeachment variam entre 55 a 59 votos; contra o impeachment entre 19 a 25, segundo especulam os meios noticiosos pró-golpismo. A sessão continua.  Assista pelo blog

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