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Eleições 2016 – Greca, o anti-Fruet…

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O cenário eleitoral tende a ganhar mais impulso neste mês de julho, com uma maior definição dos partidos na formação das coligações eleitorais. As desistências de Ratinho Jr(PSD) e de Luciano Ducci(PSB) abriram espaço para o crescimento da candidatura oposicionista do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca(PMN)

Greca ‘pegada’ forte contra Fruet na pré-campanha

 

Dois blocos a caminho da polarização

O cenário eleitoral, ainda em formação, aponta para uma tendência de polarização entre o atual prefeito Gustavo Fruet(PDT) e o ex-prefeito, Rafael Greca(PMN).  As desistências de Ratinho Jr(PSD) e de Luciano Ducci(PSB) facilitaram a escalada de Greca, que nos últimos meses, com uma pré-campanha agressiva contra a atual administração, ocupou o espaço oposicionista e fortaleceu o seu leque de apoios. No momento, Greca conta com o apoio do ex-prefeito Luciano Ducci(PSB) e costura apoios do DEM e do PSDB do governador Beto Richa.  Filiado ao ‘nanico’ PMN, Greca busca assegurar uma coligação com amplo tempo de televisão para alavancar a campanha.

Por sua vez,  o prefeito Fruet(PDT) enfrenta o desgaste da administração e o fogo cerrado das candidaturas oposicionistas, principalmente de Greca. Questões como a do transporte coletivo, atendimento nos postos de saúde e as “caixas-pretas” do ICI e da Urbs serão fortes temas de campanha.  Fruet necessita também de ampliar o seu tempo de televisão. Neste sentido, o PMDB  é uma bela noiva a ser cortejada.

Franco atiradores, alvos diversos

Um conjunto de pré-candidatos, com alvos diversos procuram abrir espaços na próxima batalha eleitoral  e/ou acumular forças para futuras disputas políticas. O deputado estadual Ney Leprevost(PSD), o deputado federal Fernando Francischini(SDD), o vereador Jorge Bernardi(REDE) e o deputado federal Paulo Martins(PSDB) – ao que tudo indica teve a candidatura fagocitada por Greca, com as bençãos dos caciques do tucanato nativo – estão nessa condição,  o que poderá se desdobrar em novas alianças ou na manutenção de candidaturas “solo”.

Herdeiros

Na raia eleitoral, temos ainda os herdeiros de consolidadas clãs políticas. Nessa categoria, são destacados representantes os jovens deputados estaduais, Requião Filho(PMDB) e Maria Vitória(PP).

Requião Filho, que aparece bem situado nas pesquisas eleitorais, é uma candidatura que objetiva garantir a presença política na cidade do grupo político liderado pelo senador Requião.  O pré-candidato Requião Filho recebe fortes e direcionadas “cantadas” vindas do Palácio 29 de Março.

A candidatura de Maria Vitória, filha do ministro da Saúde Ricardo Barros(PP) e da vice-governadora Cida Borghetti(PP), busca ampliar o espaço do grupo político familiar na capital. O clã tem como base política a região de Maringá. Estabelecer uma “cabeça-de-ponte” em Curitiba é fundamental para o projeto de candidatura de Cida ao governo do estado em 2018.

Esquerda, marcar posição

O PT, alvejado pela Lava Jato, lançou a candidatura do deputado estadual Tadeu Veneri, um eficiente e combativo parlamentar.  Veneri terá pela frente uma dura campanha para responder ao forte bombardeio que vitimou a legenda. Além disso, a bancada do PT na Câmara Municipal  teve pesada baixa, perdendo 2 representantes dos 3 eleitos em 2012.

O PSOL lançou a candidatura da advogada e ativista Xênia Mello e vai concentrar esforços para a eleição de um vereador.

Atacado e varejo

É um lugar comum a afirmação de que nas eleições municipais predominam as questões políticas e projetos locais.  Porém, com a polarização política em curso no país, a crise econômica com recessão e desemprego, a inflação e a piora das condições de vida dos mais pobres, a questão política nacional será um fator presente no embate eleitoral deste ano.

Cobertor curto

As novas regras eleitorais, que limitaram o financiamento empresarial das campanhas, serão um novo teste para os partidos e coligações eleitorais. O fantasma da ‘Operação Lava Jato ‘ também é um elemento inibidor para as tradicionais práticas do chamado “caixa dois” para o financiamento eleitoral.

Os candidatos que concorrem para um segundo mandato contam com a vantagem suplementar da posse da máquina de governo, o que facilita mais acesso aos recursos e insumos de campanha.

Vamos aguardar o comportamento do mundo político com as novas regras e o alcance do impacto da “Lava Jato”. Além disso, segundo especialistas, é esperada uma redução nos custos de campanha.

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