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Onda de frio exige ação dos prefeitos para proteger moradores de rua

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Na próxima terça-feira(21) começa o inverno. Segundo informações dos serviços meteorológicos, neste ano as previsões indicam uma estação de rigoroso frio, marcado por baixas temperaturas nas regiões sul e sudeste do país. O que demandará das prefeituras medidas emergenciais para proteger os milhares de moradores de rua das capitais e grandes cidades

Moradores de rua no centro de Curitiba

 

A polêmica que invadiu as páginas dos jornais e as redes sociais nesta semana sobre a morte de seis moradores de rua, em virtude da forte onda de frio em São Paulo, provocou um forte debate sobre como o poder público municipal deveria enfrentar o grave problema que afeta diretamente a vida de milhares de pessoas.

É verdade que o frio pode matar, porém uma intervenção organizada e diligente das administrações municipais são fatores indispensáveis para proteger a vida desse segmento vulnerável, excluído e marginalizado da população.

A ocorrência das mortes na capital paulista evidenciou a falta de uma política estruturada da administração e as explicações oficiais foram desastrosas na tentativa de encontrar uma justificativa para o acontecimento. O que motivou uma manifestação pública através de uma nota da Cúria Metropolitana demandando ações efetivas da gestão de Haddad(PT).

Em Curitiba, a gestão Fruet(PDT) anunciou a chamada Operação Inverno, comandada pela Fundação de Assistência Social(FAS), visando o resgate social e a proteção das pessoas em situação de rua neste período de inverno.

No entanto, o momento exige uma abordagem não convencional e que abra espaço para o protagonismo dos moradores em situação de rua e dos movimentos e entidades que lidam com a questão. Além da necessidade implementar medidas emergenciais como o abrigamento, utilizando espaços da prefeitura como centros esportivos e de lazer durante o período noturno; a instalação de tendas na região central para pernoite e guarda de pertences, medida adotada em São Paulo, e uma opção para aqueles que não querem ir para um abrigo; distribuição de cobertores, mantas, roupas, alimentos; criação de uma força-tarefa com a defesa civil, guarda municipal, igrejas e voluntários; e organização de um cadastro atualizado para aferir o número efetivo de pessoas em situação de rua em Curitiba.

Para além do frio do inverno, da proteção imediata, o fenômeno da população de rua revela uma situação social  de exclusão e marginalização de segmentos sociais, vitimados por um modelo econômico de concentração da renda, da propriedade e da riqueza.

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