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França: Trabalhadores lutam contra o Código de Trabalho e enfrentam ameaças do governo

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Os trabalhadores da central nuclear de Nogent-sur-Seine, no norte de França, aprovaram uma greve de 24 horas que terá início esta quarta-feira à noite. Este protesto pode ser alargado a outras centrais nucleares existentes no país. Governo ameaça usar a força

Foto Flickr.

 

Via Esquerda.Net

Durante o dia de hoje e em várias regiões do país, serão realizadas assembleias de trabalhadores nas centrais nucleares francesas para decidir eventuais protestos. Durante a manhã, na central de Nogent-sur-Seine foi já aprovada uma greve de 24 horas, que começará esta quarta-feira ao final do dia.

Neste momento, seis refinarias de petróleo em França estão paralisadas e ameaçam o abastecimento de combustível em todo o país uma vez que há bombas de gasolina fechadas e filas para abastecer os automóveis onde ainda é possível fazê-lo.

É a resposta ao apelo da Central Sindical Francesa, que pediu às centrais nucleares para se juntarem à luta contra as alterações às leis do trabalho que o governo francês que implementar.

A “Lei El Khomri”, como é conhecida devido ao nome da ministra do Trabalho, tem sido alvo de contestação dos sindicatos e movimentos de jovens, pelas alterações que implica no Código do Trabalho em vigor naquele país.

Entretanto, ao início desta manhã, a polícia de intervenção teve de agir em Douchy-les-Mines, no norte de França, perante grevistas que bloquearam um depósito de combustíveis durante vários dias. De acordo com a agência Bloomberg, as oito refinarias de França estavam “todas bloqueadas” e a “escassez” de combustíveis já se sente em muitos postos de abastecimento.

Os trabalhadores exigem que o governo recue nas alterações que quer introduzir no Código do Trabalho. A central sidical CGT tem mesmo apelado a que a greve se alastre a todos os setores do país

Entretanto, o ministro da Justiça, Jean-Jacques Urvoas, em entrevista ao canal de televisão France 2, disse que “não há qualquer risco de escassez de gasolina, graças aos stocks substanciais de combustíveis do país” tendo ainda afirmado que “as autoridades podem legalmente usar a força para acabar com os bloqueios das refinarias”.

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