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Conjuntura – Aposta do establishment é na continuidade do governo Temer

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Saída de Romero Jucá do ministério foi a saída encontrada para salvaguardar o governo instável e vacilante de Temer. Governo golpista vive dia de agonia, mas foi socorrido pelos ‘podres poderes’. Algumas chaves para uma leitura de desdobramentos da conjuntura. Confira

 

1. O establishment foi rápido e ordenou a saída de Romero Jucá(Planejamento) do ministério golpista de Temer, que perdeu um de seus “homens de ouro”. A aposta do andar de cima, dos donos do dinheiro, é na continuidade do governo instável e vacilante do vampiro Temer. Eles precisam ganhar tempo e fôlego enquanto procuram um nome confiável, um “conductor” para 2018. Aécio já é carta fora do baralho.

2. O volta Dilma, o governo de conciliação tentado por ela e por Lula com a nomeação de Levy, segue descartado. Apesar de que alguns setores do establishment começam a duvidar da eficácia e dos custos do rápido descarte de Dilma do governo. Mas ruim com Temer pior sem ele, esse é o raciocínio do andar de cima.

3. Ao lado da execução do programa mínimo de Temer, sob o comando de Meirelles, com centro no ajuste regressivo da economia, ocorrerá um recrudescimento de uma ação mais repressiva e vigilante aos movimentos sociais e protestos populares, com a utilização em larga escala do aparelho judiciário e policial para conter a oposição de rua.

4. Fator Lava Jato: continuará o cerco sobre PT e Lula. O objetivo é continuar a pulverização de Lula, inviabilizando sua tentativa de candidatura em 2018. Ou seja, o PT apostar nessa única via é um projeto de perspectivas nada animadoras. É preciso a roda girar sem dínamo do lulismo.

5. Fator saída popular: Até o momento a resistência é insuficiente para romper o ciclo conservador iniciado, sem a irrupção de amplo e vigoroso movimento de massas. Para a esquerda política e social, é seguir acumulando forças nas pequenas e grandes lutas, nas ruas e na institucionalidade. ¨

6. O Lulismo, e seus aparelhos, mostram imensa dificuldade de liderar uma nova emergência popular, sem autocrítica dos erros e um novo “aggiornamento” pela esquerda. Porém, no campo da esquerda e das forças populares, não surgiu ainda uma força política com condições de dirigir um novo projeto renovado da esquerda.

7. O sistema político e partidário entrou em profunda crise, implodiu, está desmilinguindo. Um novo arranjo, uma nova modelagem, só será possível com um amplo movimento de massas, uma rebelião da sociedade. Parlamentarismo, Constituinte, Eleições Gerais, poderão ser alternativas impostas conforme a correlação de forças e o grau de crise que o aparelho de estado vier a atingir em dado momento.

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  1. Pingback: Temer + Dilma + Lava Jato = impasse continua… | Milton Alves

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