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Movimento sindical deve negociar com Temer?

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Nesta segunda-feira(16), ocorreu uma primeira reunião convocada pelo governo golpista de Temer com as centrais sindicais Força Sindical, Nova Central, UGT e CSB para discustir a Reforma da Previdência. As centrais CUT e CTB foram convidadas e decidiram não comparecer ao encontro. Na reunião, os sindicalistas expressaram contrariedade com a proposta de reforma da previdência apresentada por Henrique Meirelles, que acumula as pastas da Fazenda e Previdência. Um grupo de trabalho foi constituído pelo governo e os sindicalistas para prosseguir os debates. A questão da participação na reunião gerou polêmica no movimento sindical

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É um falso dilema esse de negociar ou não com o governo golpista de Temer. As centrais sindicais devem ir e apresentar a pauta unitária aprovada na Conclat- conferência da classe trabalhadora – e no Fórum das Centrais. Até porque essa agenda foi posta pelo governo Dilma na desastrosa vigência de Levy e Barbosa na Fazenda – e agora segue sob a batuta de Meirelles: reforma da previdência, Programa Proteção ao Emprego (que reduz o salário em troca da manutenção de emprego negociado pela CUT no ABC) terceirização etc… Ao mesmo tempo, as centrais devem continuar a luta contra o golpe e a ameaça de retirada de direitos, a defesa da CLT, a mobilização contra o desemprego. Também pressionar o parlamento para evitar qualquer retrocesso na Previdência e nos direitos adquiridos dos aposentados.

Além disso, para organizar a resistência do movimento sindical é necessária a convocação de um grande encontro nacional sindical, amplo e plural, uma nova Conclat, visando preparar as formas de resistência para o novo período de lutas – e com as greves localizadas que tendem a crescer, acumular forças na direção de uma greve geral em defesa do emprego, contra o arrocho salarial e a recessão.

Temer/Meirelles representam o capital no governo.E os sindicatos são, naturalmente, a contraparte à mesa de negociação. Foi assim até na ditadura, que era um governo, além de ilegítimo, fascista. Nem por isso, o movimento sindical deixou de lutar e negociar, aproveitando mesmo as pequenas brechas.

A experiência histórica da luta dos trabalhadores foi quase sempre feita em terreno adverso, portanto, a classe trabalhadora nunca escolheu a priori o terreno da batalha, mas na maioria das vezes soube encontrar formas de resistir e lutar, perder ou vencer.

Até para desmascarar o governo golpista, as centrais devem apresentar a agenda reivindicativa de defesa dos direitos dos trabalhadores. A agenda regressiva está posta pelo capital e por seus agentes agora no Planalto. É um dado da realidade. É bom não fugir dela…

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Nota da presidência da CUT sobre a não participação na reunião com gov. Temer

A CUT não reconhece golpistas como governantes. Por isso, não irá à reunião que Michel Temer chamou para esta segunda feira com as centrais sindicais.

A CUT vai continuar defendendo os interesses da classe trabalhadora, principal vítima do golpe, exigindo a volta do Estado do Direito e do mandato da presidenta Dilma, legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos.

Acreditamos que a luta contra os retrocessos pretendidos e anunciados será travada pelo conjunto dos movimentos sociais nas ruas, nos locais de trabalho, na luta constante para impedir que o Brasil recue, do ponto de vista democrático, institucional e civilizatório, a décadas passadas.

O respeito a todos os mecanismos e esforços da população em busca de igualdade, valorização da diversidade e acesso a políticas públicas que combatam as injustiças sociais é um valor precioso demais. E assim queremos que seja tratado.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT

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