Via Agência PT

Os movimentos sociais se revezaram nas falas, em cima do palco armado no meio doAcampamento pela Democracia e Contra o Golpe, na manhã deste sábado (16). Um dos discursos mais enfáticos foi do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto(MTST), Guilherme Boulos.

Para ele, o golpe não vai passar “porque o Brasil não quer um presidente biônico que tem 1% nas pesquisas de intenção de votos e quer ganhar a presidência da república com o atalho golpista”.

“O golpe não vai passar, também, por que nós sabemos o que vem junto com a proposta desse golpe. Não queremos ataque aos direitos trabalhistas, não queremos fim dos programas sociais, não queremos a ponte para o passado, como eles querem estabelecer com o golpismo”, completou Boulos.

Segundo o líder dos Sem Teto, o golpe não vingará “porque o povo brasileiro não é acovardado e os movimentos populares menos ainda”.

Já o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse que Rede Globo “é a direção política e ideológica da burguesia” e faz o “trabalho militante a favor do golpe”.

“Como os inimigos do povo não têm coragem de explicitar o projeto deles, usam a língua da direita, que é a Rede Globo. Ela é a direção política e ideológica da burguesia e é ela que está fazendo o trabalho militante a favor do golpe”, afirmou.

Para ele, o verdadeiro inimigo do povo é o capital financeiro. “Nós precisamos ter claro quem são os inimigos do povo. Ter claro que o golpe não é só do Cunha e do Temer. Eles estão à serviço do verdadeiro inimigo do povo, que é o capital financeiro, aquele 1% da burguesia que quer voltar ao neoliberalismo, são as empresas transnacionais dos EUA que querem roubar nossas riquezas, como o pré-sal. Esses são nossos inimigos”, enfatizou.

O representante dos Sem Terra destacou que desde o movimento das ‘Diretas Já’ não havia uma união de tantas forças populares com suas diferenças visões e formas de luta. “Essa unidade foi construída embaixo das lonas e é uma unidade importante para as vitórias que a classe trabalhadora precisa”, ressaltou.

Stédile finalizou seu discurso afirmando que o “melhor lugar para a classe trabalhadora lutar é nas ruas”. “Vamos às ruas e não vai ter golpe”.