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Conjuntura – Semana decisiva: ‘Alea jacta est’ para Dilma e oposição

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Semana de decisão. A sorte está lançada no tabuleiro da Câmara de Deputados para o governo Dilma e oposição. Movimentos e apostas de última hora determinarão o desfecho da batalha em curso. Todavia, o blefe na guerra dos números, antes da verdade dos fatos, será uma arma amplamente utilizada no confronto entre os defensores das teses pró e contra o impeachment 

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A batalha do impeachment ou não vai ter golpe, segundo a visão de cada lado do confronto, caminha nesta semana para um momento de decisão.

Além das movimentações de rua, da guerra nos meios eletrônicos e na mídia tradicional, as arenas decisivas do combate serão a Câmara do Deputados e o aparelho jurídico-policial.

Segundo analistas políticos, nem o governo nem oposição contam com o número suficiente de votos até o momento. No caso da oposição, para impor o impeachment serão necessários 342 votos. Nos bastidores, fala-se que o bloco oposicionista conta atualmente com menos de 200 votos.  No campo situacionista, as avaliações apontam que estão fidelizados pelo menos 150 votos.

Portanto, há um contingente de cerca de 200 deputados em disputa. Um numeroso grupo que vai tomar partido durante a semana, caso o calendário de votação seja seguido à risca.

Apostas

A principal aposta da oposição para convencer os parlamentares indecisos é a torcida para novas ações policiais e na fábrica de vazamentos seletivos da Lava Jato. O juiz Sérgio Moro é o principal “cabo eleitoral” dos defensores do impeachment da presidente Dilma.  Moro não tem faltado com seus amigos da oposição conservadora. Sempre que o impeachment perdeu fôlego, foi da chamada “República de Curitiba” que veio o socorro, a providencial mãozinha.

Já o governo Dilma, aposta no dispositivo montado por Lula para assegurar o número necessários de votos com objetivo de barrar o impeachment ainda na Câmara. Lula é o principal instrumento do governo, mesmo com a sua nomeação interrompida, o ex-presidente tem operado com relativo êxito: estancou o efeito da debandada do PMDB e assegurou cabeças de ponte em partidos como PP, PSD e legendas menores.

Nesta segunda, começa a votação do relatório de Jovair Arantes(PTB-GO) no pleno da comissão especial.

Alea jacta est…

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