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A saga de Antonio Santana, ex-líder operário e advogado aos 76 anos

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Antonio Pereira de Santana,  76, baiano, carpinteiro aposentado, foi notícia durante a semana quando recebeu o registro da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB-PR), depois de quatro tentativas, ele foi aprovado no exame da corporação. Foi mais uma das inúmeras lutas na trajetória do ex- líder sindical dos trabalhadores da construção civil de Curitiba durante os anos oitenta.

298272_4371494100091_462539304_n construção civil1979, greve dos operários da construção civil em Curitiba. Concentração de grevistas na praça ao lado do Estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada)

Em entrevista para órgãos do Grupo RPC nesta semana, Antonio Santana contou o esforço para um operário, que aos 19 anos ainda não sabia ler e escrever, superar as dificuldades e conquistar o sonho de se tornar advogado. Santana, com seu ofício, também assegurou formação universitária para duas filhas.

 Na solenidade para receber o registro da OAB, que ocorreu na última quarta-feira (23), Santana anunciou que vai atuar no setor da Previdência para “ajudar o trabalhador garantir o seu direito, muitas vezes sonegado”.

 

Greve de 1979

O ano de 1979 foi um ano de retomada do movimento operário no país. A ditadura tinha acabado de empossar o seu último general-presidente de plantão, João Batista Figueredo. Depois de anos de repressão e esmagamento político, os trabalhadores retomaram a mobilização reivindicativa com as grandes greves do ABC paulista, dos metalúrgicos da Mannesmann(BH), bancários em São e Porto Alegre e dos peões da construção civil em Curitiba, que mobilizou cerca de 10 mil operários.

Após a greve, Antonio Santana chegou a ser eleito três vezes para a presidência do sindicato da categoria de 80 a 92, sempre vigiado e perseguido pelo então Delegado do Trabalho, General Adalberto Massa. Em 1986, foi eleito secretário da Federação dos Trabalhadores na Construção e o Mobiliário.

Santana foi uma autêntica liderança operária e popular, participando do movimento sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores da construção civil, na fundação da CUT e na organização de associações de bairros e no trabalho da pastoral operária. Aí reside o traço mais marcante de sua trajetória.

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Confira depoimento de Antonio Santana para Instituto DH Paz – Projeto de Resgate da Memória.

*Com informações do IDH Paz e Portal G1 PR

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