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Semana termina com derrota de Temer e ‘freio de arrumação’ no processo de impeachment

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A semana foi quente, com temperatura elevada nas ruas, redes sociais, no parlamento e até no sisudo Supremo Tribunal Federal(STF). No balanço político: um grande derrotado, o vice-presidente Michel Temer(PMDB-SP)

Ato na avenida Paulista reuniu 55 mil contra o impeachment e o ajuste fiscal

A semana termina com um quadro mais favorável para o governo da presidente Dilma Rousseff. Foram dias de intensa disputa e que polarizaram as forças políticas e sociais do país.

As forças contrárias ao governo sofreram um conjunto de reveses nas últimas horas, com destaque para a situação de Michel Temer, o vice, que opera abertamente a favor do impeachment da presidente.

Temer que tentou se apresentar como um nome de “união nacional” perdeu o controle do PMDB, abrindo um denso conflito com o presidente do Senado, Renan Calhairos(PMDB-AL). E nesta quinta-feira(17), amargou juntamente com Eduardo Cunha(PMDB-RJ), mais um derrota politica com a volta de Leonardo Picciani(PMDB-RJ) para a liderança da bancada do partido na Câmara dos Deputados.  Além disso, a decisão por ampla maioria da suprema corte sobre o rito do impeachment enterrou as manobras casuísticas do aliado Eduardo Cunha.

Ou seja, Temer saiu menor e chamuscado das últimas escaramuças políticas,  e já anunciou que vai tirar umas férias para recuperar fôlego e sair da  linha de tiro.

Dilma, mais uma chance

Se a presidente Dilma acredita em Papai Noel não sabemos, mas os ‘ofícios do bom velhinho’ foram generosos nas últimas horas. Vejamos: Temer perde o controle do PMDB, Picciani volta à liderança, Janot pede o afastamento de Eduardo Cunha, cada vez mais encalacrado. E o principal: o rito definido pelo STF assegura para a presidente condições de defesa mais favoráveis. Um freio de arrumação que atingiu as manobras golpistas de Cunha, Temer e seus aliados do PSDB.

Ao lado disso, apesar da imensa impopularidade, as manifestações desta semana, dia 16, dos movimentos sociais em defesa do mandato e da legalidade e contra o ajuste fiscal superaram, por pouca margem é verdade, as manifestações dos movimentos pró-impeachment, cada vez mais contaminados por uma narrativa rancorosa e extremista, descambando para delírios protofascistas.

Se é verdade que nas últimas horas Dilma ganhou algumas batalhas, o cenário de conjunto da guerra ainda é bastante adverso e de difícil resolução. No entanto, desmanchar o nó político e retomar a iniciativa passa necessariamente pela mudança de rota no front da política econômica, com a saída de Levy e a adoção de um programa mínimo de estacamento da crise  e de retomada do crescimento e do emprego.

Resta  saber se  o governo reúne vontade política, capacidade e coesão para uma mudança de rota.

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