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Opinião##Encontro do PT deve decidir por candidatura própria e rompimento com Fruet

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O membro do diretório municipal do PT e integrante do agrupamento Diálogo e Ação Petista, Anísio Garcez, defende a candidatura própria e o imediato rompimento político com o prefeito Gustavo Fruet(PDT). Segundo ele, “Fruet faz um governo para os ricos e contra os trabalhadores”. Confira artigo.

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Balanço: Aliança com Fruet enfraqueceu PT de Curitiba

Por Anísio Garcez*

Amanhã, dia 28 de novembro é o dia do Encontro Municipal do Partido dos Trabalhadores para discutir (e supostamente decidir) sobre duas questões no âmbito da política municipal.

A primeira delas é sobre se o PT terá ou não candidatura própria em 2016, e pelo que tudo indica é essa a vontade majoritária entre os filiados, uma vez que os petistas já contam inclusive com o anúncio da pré-candidatura do deputado Tadeu Veneri para a disputa.

A segunda, diz respeito ao desembarque do partido da atual administração de Fruet, o que de certa maneira, pela iniciativa política do prefeito, já está acontecendo.

É visível que Fruet está atuando para ir empurrando o PT porta afora, buscando a composição de uma aliança para 2016 bem mais alinhada com sua trajetória de compromissos com o grande empresariado e uma agenda que remonta ao seu passado tucano.

Depois de ter arregimentado para seu partido, o PDT, dois secretários municipais petistas e um administrador regional, o que deixa a presença do PT reduzida a quase nada na administração, exceto pela presença de Mirian Gonçalves na Secretaria do Trabalho, a Fruet talvez interesse manter o PT aprisionado por alguns fiapos à sua gestão, o que impediria de dar rédea solta a um partido cuja base social – vinculada à organizações populares e sindicais – há tempos anda inconformada com os rumos da administração municipal.

Como escreveu essa semana o companheiro Zezinho, dirigente municipal e importante liderança comunitária, em um panfleto postado nas redes sociais:“Trinta mil servidores municipais estão em estado de greve contra o confisco da aposentadoria, o desmonte do transporte coletivo e o abandono das periferias. A prefeitura faz a opção de governar para os ricos e ‘meia dúzia’ de apaniguados. Curitiba precisa voltar a ser das pessoas que nelam moram”.

Zezinho reflete bem que tipo de balanço da atual gestão faz a grande maioria dos petistas de Curitiba.

Agora mesmo, a cidade está prestes a ser alvo de três grandes fatos de forte impacto social:

1) A ameaça do confisco por Fruet do Fundo Previdenciário dos servidores em mais de 100 milhões de reais, tal como Beto Richa fez com o fundo previdenciário funcionalismo estadual e que resultou na brutal repressão policial de 29 de abril;

2)  A chantagem da máfia dos empresários do transporte que, mais uma vez, põe a faca no pescoço da população, agora acenando com a demissão de 2 mil trabalhadores ou a concessão de um significativo aumento das passagens de ônibus para manter e ampliar seus milionários e fraudulentos lucros;

3) A desativação da sede administrativa do HSBC em Curitiba, que foi vendido ao Bradesco, e que, provavelmente, deve anunciar em janeiro milhares de demissões de bancários, com forte repercussão nos empregos indiretos gerados pelo comércio em torno do centro administrativo do HSBC da Vila Hauer e da Avenida Presidente Kennedy. Isso sem falar dos 80 milhões de ISS que deixarão de entrar no orçamento municipal.

Nessa conjuntura, onde o povo de Curitiba precisa de um partido que o ajude a lutar contra toda medida de regressão social e se some em defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude, não há como ficar atrelado a Fruet, dado sua opção política de “governar para os ricos”.

A senadora Glesi Hoffman, apesar de ter sinalizado seu apoio a uma candidatura própria do PT para as eleições de 2016 em Curitiba, se equivoca ao escrever, num artigo publicado essa semana no blog do Esmael: “Vamos continuar apoiando a administração da cidade, que é o nosso compromisso”.

Mas, é de se perguntar, por exemplo, no caso de Fruet insistir em confiscar, tal como fez Beto Richa(PSDB), o fundo previdenciário do funcionalismo municipal, que compromisso podemos ter com a atual administração? Quando do roubo perpetrado por Richa na previdência dos servidores, a bancada do PT foi clara e cristalina em ficar ao lado dos educadores, dos servidores estaduais. Aliás, vem dessa opção correta a boa audiência do nome do companheiro Tadeu Veneri entre setores importantes da população da cidade.

Por fim, considero que o Encontro de amanhã deve decidir pela candidatura própria e aprovar ainda o rompimento do partido com a administração de Gustavo Fruet. Com isso, o partido pouparia a companheira Mirian Gonçalves do constrangimento de permanecer no cargo de Secretária Municipal de maneira solitária e simplesmente como refém e escudo da atual administração.

*Membro do diretório municipal e integrante do agrupamento Diálogo e Ação Petista.

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