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Cresce o número de escolas ocupadas contra o desmonte do ensino público promovido pelo gov. Alckmin em São Paulo

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Cresce o número de escolas ocupadas por estudantes em resposta às medidas de desmonte da rede de ensino público de São Paulo promovida pelo governo tucano de Geraldo Alckmin. Comunidades inteiras serão afetadas pela chamada política de “reorganização”. O movimento cresceu na última semana e já são quase duas dezenas de estabelecimentos ocupados pelos estudantes, em alguns casos o governo reconhece a  necessidade da suspensão da medida.  No Paraná, o tucano Beto Richa também apresentou projeto semelhante e que foi temporariamente suspenso depois da mobilização da comunidade escolar. (M.A). Confira artigo publicado no Passa Palavra.

Do Site Passa Palavra

A onda de ocupações nas escolas de São Paulo contra o programa de reorganização imposto pelo governo do Estado continua crescendo. Ao contrário do que o governador Geraldo Alckmin declarou, os estudantes não desistiram das ocupações com a chegada do fim de semana. Uma série de atividades está programada. Já são mais de uma dezena de escolas ocupadas. Acompanhe no mapa. Todo pedido de auxílio imediato para as ocupações está sendo publicado na página de O Mal Educado.

A luta dos estudantes também conseguiu reverter o pedido de reintegração de posse nas escolas Fernão Dias e Salvador Allende e adiar pelo menos até segunda-feira (16)  a reintegração na E.E Diadema. Na decisão, o juiz exige do Estado “procurar uma solução amigável menos traumática que a reintegração”.

No início da tarde de quinta-feira (11) estudantes do Ensino Fundamental da Escola Estadual Heloísa Assumpção, em Osasco, organizaram uma assembleia e decidiram pela ocupação do colégio que pode fechar o ciclo do 1º ao 9º ano a partir de 2016, de acordo com os planos de reestruturação do governo do estado de São Paulo. No mesmo período, alunos do colégio Castro Alves, na zona norte de SP, ocuparam a sexta escola desde os protestos iniciados em outubro contra a reestruturação da educação imposta.

Durante a madrugada de quinta-feira, a Escola Estadual Salvador Allende, na zona leste de São Paulo, foi ocupada. O clima começou tenso com a presença da polícia em frente à escola. Mas com as negociações eles concordaram em deixar o local e os alunos que estão chegando estão aderindo à ocupação. Os estudantes começaram a organizar as comissões da ocupação e contam com apoio de pais e professores da escola, além de trabalhadores da região. Os estudantes planejam uma assembleia agora cedo, quando mais estudantes chegam para as aulas.

Ainda nesta manhã, os alunos da E.E Valdomiro Vieira, em Santo André, no ABC Paulista, ocuparam o colégio que atende a cerca de 500 alunos e está na lista dos que serão fechados pelo governo do Estado.

Os protestos foram iniciados a partir de informações que circulavam boca a boca sobre os fechamentos, algo que o governador Geraldo Alckmin só foi admitir semanas depois. Pelo plano, 94 escolas serão fechadas e outras terão turno encerrado ou extinção do ensino fundamental ou médio.

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Ao longo das manifestações e nos manifestos distribuídos, a palavra de ordem “Se a escola fechar, nós vamos ocupar” foi ganhando força. Um número do jornal O Mal Educado passou a circular com mais frequência e explicava: como ocupar uma escola. A ideia ganhou força e os estudantes buscaram apoio.

Na noite de segunda-feira (9) na EE Diadema, na região metropolitana de São Paulo, os estudantes chegaram dispostos a ocupar e já traziam mochilas com cobertores e autorizações dos pais para permanecerem no local. Uma assembleia realizada no pátio motivou mais gente a participar e também a fúria da diretora. Com uma faca na mão, ela avançou sobre os estudantes reunidos e rasgou uma faixa. Em seguida, uma caminhonete 4×4 quase atropelou os alunos. Junto com estudantes, professores e pais, a diretora passou a noite com os alunos na escola, promovendo constantes ameaças. Nos planos do governo, a escola terá o turno da noite fechado e o Ensino Médio extinto.

No dia seguinte, o apoio cresceu. Professores e pais passaram a se organizar para levar alimentos para dentro da escola. Lá dentro, os alunos realizavam assembleias, se dividiam em comissões de limpeza, alimentação e negociação e eram informados de outras lutas que também estavam ocorrendo para prestar apoio, como aos trabalhadores demitidos da Usiminas, em Cubatão (SP).

Na terça-feira (10), a manhã seguinte da ocupação em Diadema, estudantes da EE Fernão Dias Paes, localizada em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, chegavam cedo ao colégio decididos a ocupar sua escola que atende pelo menos 2.000 alunos e terá o Ensino Fundamental fechado. Uma assembleia realizada com o pátio do colégio cheio, acatou a ideia do grupo. Uma estudante estava emocionada por ver 300 pessoas unidas e se dividindo rapidamente em tarefas, comissões, discutindo as ações a todo momento e realizando assembleias.

Em um único dia, quem ficou lá dentro viu a ocupação interna diminuir para 100 alunos e o apoio em frente ao colégio se multiplicar para evitar ações da polícia que em poucas horas já estava cercando o colégio e promovendo ameaças constantes de invasão ao colégio. Um ônibus chegou a estacionar na porta da escola para levar os alunos diretamente para a delegacia. Sem sucesso nas ameaças, houve retirada do ônibus. No momento em que a polícia tentou levar para a delegacia duas estudantes que deixavam o interior do colégio, ela foi rapidamente cercada pela aglomeração em frente a escola que impediu que isso ocorresse.

A todo momento foi preciso lidar com boatos de corte de água, na verdade ameaças, de que havia repressão na outra ocupação e lidar com chegada de apoio de todos os lados, políticos, partidos e outros movimentos sociais.

EE Salvador Allende

EE Salvador Allende

                                                                            EE Valdomiro Silveira

EE Fernão Dias

Trabalhadores da Usiminas em apoio

Trabalhadores da Usiminas em apoio

EE Fernão Dias

EE Fernão Dias em apoio aos trabalhadores da Usiminas

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