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Foi dada a largada para a cassação do larápio Eduardo Cunha

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Conselho de Ética da Câmara instaura processo contra Cunha

Eduardo Cunha (4)

O Conselho de Ética da Câmara instaurou nesta terça-feira (3/11) processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar, com base em representação protocolada pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade. Os deputados Zé Geraldo (PT-PR), Vinícius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinado (PRB-SP) foram sorteados para um deles ser escolhido relator do processo no qual é pedida a cassação do mandato de Cunha. O sorteio foi feito durante a instalação do processo.

O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), pretende escolher um nome até amanhã (4). “Quero conversar com os três sorteados, para que apresentem seu plano de trabalho. Somente a partir daí escolherei um dos três nomes [para a relatoria]”, disse.

O processo envolvendo Cunha foi aberto após representação do PSOL e da Rede. O pedido foi assinado, também, por 46 parlamentares de outros cinco partidos. Entre os argumentos está a contradição entre a declaração feita por Cunha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – apontando que não tem uma conta corrente no nome dele na Suíça – e a declaração da Procuradoria-Geral da República de que há contas no nome de Cunha em bancos suíços.

Na reunião do Conselho de Ética, Chico Alencar (RJ), líder do PSOL na Câmara, demonstrou sua preocupação com a possibilidade de tentarem desviar a atenção do processo contra Cunha. “Temos informação que esse Conselho receberá uma enxurrada de informações, ou pelo menos um conjunto muito grande delas, com o objetivo claro de criar uma cortina de fumaça e esvaziar essa que é uma representação que, a rigor, diz respeito a todos nós. Porque é a Câmara dos Deputados que está sempre no foco”, disse Alencar. O líder também afirmou que a representação do PSOL e da Rede é fundamentada em elementos concretos já divulgados, com base legal, pela Operação Lavo-Jato e em iniciativas do Ministério Público Federal. “Entendemos que essa representação tem elementos robustíssimos e que, repito, afetam o funcionamento da própria democracia brasileira”.

O representante do PSOL disse esperar dos membros do Conselho completa independência e autonomia na análise do processo, considerando as movimentações feitas pelo presidente da Casa, e seus aliados, para tentar barrar o andamento das investigações. “Eu quero afirmar aqui a minha absoluta convicção na independência, serenidade, equilíbrio de cada membro do Conselho, que não se submeterá a qualquer tipo de pressão, a qualquer injunção interessada menor”. (Confira aqui a fala do líder do PSOL).

Além de Chico Alencar, também participaram da reunião do Conselho de Ética que instaurou o processo contra Cunha os deputados Ivan Valente (SP) e Jean Wyllys (RJ).

Segundo informações da Agência Brasil, Eduardo Cunha negou, por meio de nota, as acusações, dizendo ter sido escolhido para ser investigado como parte de uma tentativa do governo de calar e retaliar a sua atuação política.

Fonte: Do PSOL Nacional, com informações da Agência Brasil

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