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Arquivo do mês: novembro 2015

Eleições 2016: Nota do PT de Curitiba sobre indicação de Tadeu Veneri

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O presidente do PT de Curitiba, Natalino Bastos, divulgou nota sobre o encontro do PT que indicou a pré-candidatura do deputado estadual Tadeu Veneri.  “A decisão inicia o processo de debate interno e a candidatura será oficializa no momento oportuno”, diz a nota. Confira

Foto de Sirlei Fernandes.

NOTA OFICIAL

O PT de Curitiba reuniu a militância no sábado (28) para debater a conjuntura e a orientação política visando a eleição municipal. Cerca de 300 filiados e militantes participaram de um amplo debate sobre os desafios da conjuntura, bem como as propostas para a defesa e o fortalecimento do PT na capital, num rico momento partidário.

Neste contexto, a militância aprovou o indicativo em defesa da candidatura própria à Prefeitura de Curitiba em 2016. Com a decisão a direção municipal do partido, pautada pela responsabilidade social e maturidade política, dará início a um gradual processo de diálogo interno, com a sociedade e outros grupos políticos, a fim de construir a candidatura que será oficializada no momento oportuno, seguindo calendário eleitoral estipulado pelo PT Nacional.

Curitiba, 30 de novembro de 2015.

Natalino Bastos
Presidente do PT de Curitiba

Pedetistas querem pedir devolução dos cargos comissionados do PT na prefeitura de Curitiba

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A decisão do Encontro do PT realizado no último sábado(28), que indicou a pré-candidatura de Tadeu Veneri para a prefeitura, continua repercutindo no meio político. 

Projeto do PDT: Reeleição de Fruet em 2016 e candidatura de Osmar Dias ao governo do estado em 2018

A decisão do Partido dos Trabalhadores(PT) de lançar a candidatura do deputado estadual Tadeu Veneri para disputar a sucessão de Fruet(PDT) em 2016 repercutiu fortemente no alto escalão da administração municipal.

Um gabinete estrelado no Palácio 29 de Março não questiona a decisão do partido, mas indaga a fórmula adotada de “lançar candidato, com perfil de oposição como é o caso do Tadeu, e ao mesmo tempo permanecer nos cargos de confiança, que são indicações políticas.  Isso aí só vai criar embaraços para o prefeito e o partido(PDT), que busca novas alianças e que tem projeto definido”, afirmou o cacique governista.

Nesta segunda-feira(30), surgiu na rede de comunicação interna da militância do PDT a ideia de um abaixo-assinado exigindo a devolução dos cargos comissionados de petistas que estão na secretaria do Trabalho, secretaria da Cultura, FAS, secretaria da Mulher e secretaria da Saúde, entre outras indicações.

Fruet pretende agendar uma reunião com as lideranças do PT nos próximos dias para discutir o imbróglio criado com a polêmica e inusitada decisão.

Política Pública: Conferência do SUS começa nesta terça em Brasília

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A 15° Conferência Nacional do SUS tem como foco estabelecer a saúde como direito humano e constitucional

 

“Saúde Pública de Qualidade para Cuidar bem das Pessoas: Direito do Povo Brasileiro” é o tema da 15ª Conferência Nacional de Saúde que acontece da próxima terça-feira (1º) e vai até o dia 4 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O primeiro ato da conferência será marchar até o Congresso Nacional em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os delegados e militantes da pauta da saúde, junto a outros pessoas que concordam com a defesa do SUS, vão se reunir no dia 1º, a partir das 14h, na Catedral de Brasília. De lá marcham até a praça dos Três Poderes com faixas e gritos de ordem em defesa do Sistema Único de Saúde e contra todos os programas que visam à privatização da saúde, como a introdução de Organizações Sociais (OS) na gestão de hospitais e postos. E às 16h30 fazem ato em frente ao Congresso Nacional.

A conferência tem como foco estabelecer a saúde como direito humano e constitucional, garantir que todos tenham acesso integral e sejam tratados como iguais no Sistema Único de Saúde. Outro ponto da conferência é o fortalecimento da participação social no SUS. Para chegar à conferência nacional foram realizadas etapas municipais, regionais e estaduais.

De acordo com o Geordaci Souza, representante CUTista na comissão organizadora do congresso, os temas da conferência vêm sendo discutidos há dois anos, e conseguiu ampliar a participação popular: “O apanhado que a gente faz é que foi bastante positivo, até porque essa conferência é diferente das anteriores, porque foi precedida por conferências livres”.

Defender o SUS para defender o País

A terceirização da gestão e prestação de serviços em saúde é prejudicial. Recentemente o Projeto de Lei 4330 da Câmara colocou até mesmo as atividades fins na mira da subcontratação sem limites, o que levará à precarização de serviços e trabalho. O projeto atualmente está no Senado, com o nome de PLS 30 e ainda pode causar muito estrago, inclusive na saúde e em todos os setores públicos. Entenda mais .

Essas e outras questões delineiam uma necessidade de defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). E tudo isso está ligado ao momento político. Por isso as conferências, em todos os níveis, utilizaram uma metodologia para que cada delegado participasse de pelo menos dois grupos: um grupo livre para debater o tema de sua escolha, e o outro com o tema “reformas democráticas e populares do estado”.

“O tema ‘Saúde Pública de Qualidade para Cuidar bem das Pessoas: Direito do Povo Brasileiro’  foi a forma que encontramos de pautar a conjuntura política na conferência”, explica Geordaci. De acordo com o CUTista, essa é uma maneira de discutir as políticas e a estrutura de saúde pública de maneira profunda para pensar outros modelos. A CUT nesse momento assume “no conselho o papel de construir vias e mecanismos para fortalecer o SUS, e fazer com que ele avance mais. Para isso, é preciso fazer reformas estruturantes”, arremata Geodacir.

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Confira abaixo a programação oficial:

1º de Dezembro – Terça-feira

9h às 18h – Credenciamento
10h às 12h – Atividades Autogestionadas
14h – Marcha em Defesa do SUS, com concentração na Catedral, seguida de Caminhada.
16h30 – Ato em Defesa do SUS, em frente ao Congresso Nacional.
19h — Cerimônia de Abertura, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

02 de Dezembro – Quarta

9h às 14h – Credenciamento
8h às 10h – Mesa de ABERTURA “Reformas Democráticas e Defesa do SUS”
Local: Auditório PRINCIPAL (Sala 1)
Marcelo Castro – Ministro de Estado da Saúde
Jandira Feghali – Deputada Federal (PC do B/RJ)
Marcio Pochmann – Fundação Perseu Abramo

10h30 às 12h30 – Diálogos Temáticos

1 – DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E COMUNICAÇÃO PARA O SUS
Local: – Sala 2
Maria do Socorro de Souza – Presidenta do Conselho Nacional de Saúde
Marcelo Lavenere – OAB/Comissão de Justiça e Paz da CNBB
Altamiro Borges – Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

2 – VALORIZAÇÃO DO TRABALHO E FORMAÇÃO NO SUS
Local: Sala 3
Naomar de Almeida Filho – Reitor da UFSB
Maria Helena Machado – Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz Heider Aurélio Pinto – Secretário de Gestão do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde – SGETS/MS

3 – DIREITO À SAÚDE: ACESSO COM QUALIDADE E EQUIDADE PARA CUIDAR BEM DAS PESSOAS
Local: Auditório – Principal (Sala 1)
Érica Kokay – Deputada Federal (PT/DF)
Carlos Ferrari – Conselheiro Nacional de Saúde
Emerson Merhy – Professor Titular da UFRJ

4 – DIREITO UNIVERSAL À SAÚDE, FINANCIAMENTO E RELAÇÃO PÚBLICO/PRIVADO
Local: Sala 4
Jurandi Frutuoso – Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde – Conass
Ronald Ferreira dos Santos – Conselheiro Nacional de Saúde
Mauro Junqueira – Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – Conasems

5 – CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO SUS
Local: Sala 5
Paulo Gadelha – Presidente da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz
Norberto Rech – Professor da UFSC
Joaquín Molina – Representante da OPAS no Brasil

6 – GESTÃO DO SUS E OS MODELOS DE ATENÇÃO À SAÚDE
Local: Sala 6
Gastão Wagner de Sousa Campos – Presidente da Abrasco
Fausto Pereira dos Santos – Secretário Estadual de Saúde de MG
Lenyr Santos – Secretária de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde

12h – Almoço/Atividades Culturais

14h – GRUPOS DE TRABALHO
I – Direito à Saúde, Garantia de Acesso e Atenção de Qualidade ( salas 1, 8, 9 e 10)

II – Participação social ( salas 2, 11, 12 e 13)

III – Valorização do trabalho e da educação em saúde ( salas 3, 14, 15 e 16)

IV – Financiamento do SUS e Relação Público-Privado (salas 4, 17, 18 e 19 )

V – Gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde ( salas 5, 20, 21 e22)

VI – Informação, Educação e Política de Comunicação do SUS ( salas 6, 23, 24 e 25)

VII – Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS (salas 7, 26, 27 e 28)

Todas as salas, todos os grupos: Reformas democráticas e populares do Estado (Eixo Transversal)

19h00 – Jantar / Atividades Culturais

3 de Dezembro – Quinta

8h – Grupos de Trabalho
12h – Almoço / Atividades Culturais
14h – Grupos de Trabalho
18h – Abertura da Plenária Final
19h30 – Jantar

4 de Dezembro –sexta

8h30 – Plenária Final
12h – Almoço / Atividades Culturais
14h – Plenária Final
18h – Encerramento da Conferência

 Fonte: CUT Brasília

Opinião##Encontro do PT deve decidir por candidatura própria e rompimento com Fruet

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O membro do diretório municipal do PT e integrante do agrupamento Diálogo e Ação Petista, Anísio Garcez, defende a candidatura própria e o imediato rompimento político com o prefeito Gustavo Fruet(PDT). Segundo ele, “Fruet faz um governo para os ricos e contra os trabalhadores”. Confira artigo.

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Balanço: Aliança com Fruet enfraqueceu PT de Curitiba

Por Anísio Garcez*

Amanhã, dia 28 de novembro é o dia do Encontro Municipal do Partido dos Trabalhadores para discutir (e supostamente decidir) sobre duas questões no âmbito da política municipal.

A primeira delas é sobre se o PT terá ou não candidatura própria em 2016, e pelo que tudo indica é essa a vontade majoritária entre os filiados, uma vez que os petistas já contam inclusive com o anúncio da pré-candidatura do deputado Tadeu Veneri para a disputa.

A segunda, diz respeito ao desembarque do partido da atual administração de Fruet, o que de certa maneira, pela iniciativa política do prefeito, já está acontecendo.

É visível que Fruet está atuando para ir empurrando o PT porta afora, buscando a composição de uma aliança para 2016 bem mais alinhada com sua trajetória de compromissos com o grande empresariado e uma agenda que remonta ao seu passado tucano.

Depois de ter arregimentado para seu partido, o PDT, dois secretários municipais petistas e um administrador regional, o que deixa a presença do PT reduzida a quase nada na administração, exceto pela presença de Mirian Gonçalves na Secretaria do Trabalho, a Fruet talvez interesse manter o PT aprisionado por alguns fiapos à sua gestão, o que impediria de dar rédea solta a um partido cuja base social – vinculada à organizações populares e sindicais – há tempos anda inconformada com os rumos da administração municipal.

Como escreveu essa semana o companheiro Zezinho, dirigente municipal e importante liderança comunitária, em um panfleto postado nas redes sociais:“Trinta mil servidores municipais estão em estado de greve contra o confisco da aposentadoria, o desmonte do transporte coletivo e o abandono das periferias. A prefeitura faz a opção de governar para os ricos e ‘meia dúzia’ de apaniguados. Curitiba precisa voltar a ser das pessoas que nelam moram”.

Zezinho reflete bem que tipo de balanço da atual gestão faz a grande maioria dos petistas de Curitiba.

Agora mesmo, a cidade está prestes a ser alvo de três grandes fatos de forte impacto social:

1) A ameaça do confisco por Fruet do Fundo Previdenciário dos servidores em mais de 100 milhões de reais, tal como Beto Richa fez com o fundo previdenciário funcionalismo estadual e que resultou na brutal repressão policial de 29 de abril;

2)  A chantagem da máfia dos empresários do transporte que, mais uma vez, põe a faca no pescoço da população, agora acenando com a demissão de 2 mil trabalhadores ou a concessão de um significativo aumento das passagens de ônibus para manter e ampliar seus milionários e fraudulentos lucros;

3) A desativação da sede administrativa do HSBC em Curitiba, que foi vendido ao Bradesco, e que, provavelmente, deve anunciar em janeiro milhares de demissões de bancários, com forte repercussão nos empregos indiretos gerados pelo comércio em torno do centro administrativo do HSBC da Vila Hauer e da Avenida Presidente Kennedy. Isso sem falar dos 80 milhões de ISS que deixarão de entrar no orçamento municipal.

Nessa conjuntura, onde o povo de Curitiba precisa de um partido que o ajude a lutar contra toda medida de regressão social e se some em defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude, não há como ficar atrelado a Fruet, dado sua opção política de “governar para os ricos”.

A senadora Glesi Hoffman, apesar de ter sinalizado seu apoio a uma candidatura própria do PT para as eleições de 2016 em Curitiba, se equivoca ao escrever, num artigo publicado essa semana no blog do Esmael: “Vamos continuar apoiando a administração da cidade, que é o nosso compromisso”.

Mas, é de se perguntar, por exemplo, no caso de Fruet insistir em confiscar, tal como fez Beto Richa(PSDB), o fundo previdenciário do funcionalismo municipal, que compromisso podemos ter com a atual administração? Quando do roubo perpetrado por Richa na previdência dos servidores, a bancada do PT foi clara e cristalina em ficar ao lado dos educadores, dos servidores estaduais. Aliás, vem dessa opção correta a boa audiência do nome do companheiro Tadeu Veneri entre setores importantes da população da cidade.

Por fim, considero que o Encontro de amanhã deve decidir pela candidatura própria e aprovar ainda o rompimento do partido com a administração de Gustavo Fruet. Com isso, o partido pouparia a companheira Mirian Gonçalves do constrangimento de permanecer no cargo de Secretária Municipal de maneira solitária e simplesmente como refém e escudo da atual administração.

*Membro do diretório municipal e integrante do agrupamento Diálogo e Ação Petista.

PT vai indicar Veneri, mas não descarta aliança com Fruet em 2016

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O Encontro Municipal do Partido dos Trabalhadores(PT), que será realizado no próximo sábado(28), vai examinar a tensa e desgastada relação com o prefeito Gustavo Fruet(PDT) e indicar o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Tadeu Veneri. A reunião acontece num momento político adverso para o partido, depois dos últimos acontecimentos com a prisão do senador Delcídio do Amaral(PT-MS) e a debandada de secretários e gestores da legenda em Curitiba. O clima é de borocoxô.

Acompanhado de Mirian Gonçalves

Aliança com PT pavimentou a vitória de Fruet em 2012

Nos últimos meses, cresceu entre a militância do PT a vontade pelo lançamento de uma candidatura própria para as eleições municipais de 2016. E o nome já foi escolhido por 10 entre cada 10 filiados da legenda na cidade. Trata-se de Tadeu Veneri, o combativo parlamentar e nome que unifica a quase totalidade das tendências e grupos internos do partido na capital.

A relação entre o PT e o prefeito Gustavo Fruet(PDT) vem sofrendo um processo permanente de corrosão. Um conjunto de situações e expectativas políticas frustradas foram criando as condições para azedar o casamento. A longa e penosa fritura de Adriano Massuda, que ocupava a Secretaria de Saúde, desagradou amplos segmentos do partido. Além disso, há uma percepção generalizada de que Fruet opera no sentido de reduzir o espaço do PT numa futura composição eleitoral deslocando, por exemplo, a sigla da vice-prefeitura, cargo político ocupado hoje por Miriam Gonçalves, um quadro histórico do partido e vinculado ao movimento sindical cutista. A pressão e o assédio sobre os militantes que participam da administração também contribuiu para o esgarçamento da aliança.

O encontro impulsionado pelo diretório municipal indicará o lançamento de candidatura própria e vai recomendar o imediato desembarque da gestão Fruet. Essa posição, apesar de amplamente majoritária, não será a palavra definitiva sobre a tática eleitoral do PT para as eleições municipais.

Segundo um dirigente do PT ouvido pelo Blog, favorável a manutenção da aliança com Fruet, “o encontro será um fórum político, de discussão, até porque o Diretório Nacional ainda não definiu as regras internas e a política de alianças para 2016. Isso só vai ocorrer no mês de abril do próximo ano”.

A senadora Gleisi Hoffmann, em artigo distribuído para imprensa nesta semana, admitiu a possibilidade de uma candidatura própria, porém nas entrelinhas do texto não fechou as portas para uma futura conversação com o prefeito. Disse Gleisi:”Mas não posso deixar de registrar que o prefeito e seu partido, o PDT, não demonstraram, até este momento, vontade política de permanecer em aliança. Nenhuma conversa, nenhuma proposição. Respeitamos essa postura, mas não podemos esperar até o último momento para decidir nossa caminhada”.

Portanto, o jogo está sendo jogado e interesses da base aliada da qual o PDT é integrante exigirão entendimentos e contrapartidas a partir do projeto eleitoral nacional. Hoje, o PDT controla duas importantes capitais na região sul, Curitiba e Porto Alegre. E o PDT de Fruet é um aliado do governo Dilma.

Serviço:

Encontro Municipal do PT

Pauta: Conjuntura e Tática Eleitoral

Data – 28/11 – sábado – 9h00

Local: Sintracon – Rua Trajano Reis, 538 – São Francisco

Eleições 2016: Greca, uma ameaça para Fruet?

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Um leitor do Blog informou que no início da noite de quinta-feira(26), o ex-prefeito Rafael Greca(PMN) foi visto circulando no supermercado Angeloni, no coração da Água Verde, distribuindo simpatia…

Rafael Greca(PMN) correndo na faixa eleitoral de Fruet

Reconhecido por funcionários e populares foi bastante cumprimentado, uma cena rara nestes dias de grande desgaste dos políticos, onde muitos não conseguem circular em espaços públicos.

O bairro é um tradicional reduto político da família Fruet. Greca disputou as eleições de 2012 pela legenda do PMDB, alcançando 10% dos votos, num cenário eleitoral polarizado por três candidatos com poderosas máquinas políticas: Fruet/PT, Ratinho Jr(PSC) e Ducci(PSB/PSDB).

A pífia e anódina gestão de Fruet(PDT) tem facilitado o trabalho pré-eleitoral de Greca, que busca no momento dialogar com as camadas médias da cidade, um setor que foi decisivo para a vitória de Fruet.

Opinião## Quando parecia uma pausa, novas bombas na política

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Quando se pensava que haveria uma trégua política da Lava Jato, surge o inesperado: as denúncias que levaram à cadeia o senador Delcídio Amaral(PT-MS) e o banqueiro André Esteves.

Por Luis Nassif – Via GGN

A prisão não decorreu diretamente da Lava Jato. Delcídio tentou convencer Nestor Cerveró a desistir da delação premiada. Prometeu interceder para libertar Cerveró e providenciar sua fuga para a Espanha. O filho de Cerveró, Bernardo, acertou com a Procuradoria Geral da República entregar Delcídio em troca de aliviar a prisão do pai.

O grampo resultou em um inquérito novo, da Polícia Federal de Brasília, sem a intervenção do juiz Sérgio Moro.

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Todo o envolvimento de Delcídio visava abafar as investigações sobre os negócios do BTG com a Petrobras na África. De posse do grampo, o Procurador Geral Rodrigo Janot encaminhou pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para deter Delcídio. Ontem de manhã o STF autorizou a prisão e, no final do dia, o Senado convalidou a prisão.

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Há um conjunto amplo de desdobramentos nesse episódio.

O primeiro é o fato de Delcídio ser o líder do governo no Senado, e parlamentar com amplo trânsito em todos os partidos.

O segundo é que a degravação dos grampos joga um foco de luz em um personagem misterioso: Gregorio Preciado, o espanhol casado com uma prima do Senador José Serra e seu parceiro histórico

Segundo as conversas entre Delcídio, Bernardo e seu advogado, Preciado era sócio e o verdadeiro operador por trás de Fernando Baiano, o lobista do PMDB na Petrobras.

Delcídio conta que, assim que o nome de Preciado foi mencionado, dias atrás, Serra passou a rodeá-lo visando buscar informações.

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Velho operador da Petrobras, em um dos trechos Delcídio revela que quem abriu a Petrobras para Preciado foi Paulo Roberto Costa, atendendo a ordens “de cima”. Na época, o governo ainda era de Fernando Henrique Cardoso e Serra Ministro influente.

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Pelas tendências reveladas até agora, dificilmente Sérgio Moro e a Lava Jato abririam investigação sobre Preciado. Pode ser que as novas investigações, feitas a partir de Brasília, revelem maior independência.

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Obviamente, em nada ameniza a situação do PT, do governo e do próprio Congresso.

Para prender Delcídio, o PGR e o STF valeram-se de uma certa esperteza jurídica: incluíram nas investigações um assessor de Delcídio, meramente para compor o número 4, mínimo para caracterizar uma organização criminosa.

Com a prisão de Delcídio, abre-se caminho para avançar sobre outros políticos. O STF assume um protagonismo, em relação direta com as bazófias de Delcídio nas gravações, arrotando suposta influência sobre Ministros do Supremo.

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Outro ponto de turbulência é a prisão de André Esteves.

Particularmente não tenho a menor simpatia por Esteves. Esteve envolvido com os rolos do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), calou a imprensa com subornos milionários, não tem limites. Quando passei a denunciar as jogadas com o CARF, ele conseguiu me calar na Folha.

Mas, por outro lado, o Pactual assumiu um papel central em vários projetos relevantes para a retomada do crescimento.

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Aliás, será curioso conferir nos jornais de hoje o tratamento dado à prisão de André Esteves. Certamente será bastante poupado, se não por gratidão, ao menos por receio.

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