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Milicos da ativa andam falando demais da conta sô…

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Nos últimos dias, o pronunciamento de dois militares da ativa e de alta patente sobre a atual conjuntura política do país são sinais reveladores do alcance do pensamento conservador nos meios castrenses

Aldo Rebelo(PCdoB), ministro da Defesa, uma figura decorativa.

Nos últimos dias militares de alta patente e da ativa fizeram pronunciamentos intempestivos sobre o atual quadro político do país. O primeiro pronunciamento foi do comandante do Exército, general Villas Bôas, que durante uma conferência para dois mil oficiais declarou: “Estamos vivendo situação extremamente difícil de natureza política, econômica e ética…se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade”.

A peroração não foi feita por um general reformado com pijama listado ou por veteranos membros do Clube Militar, foi feita pelo atual comandante do Exército Nacional.  É uma ocorrência extemporânea e que merece uma resposta efetiva do governo.

Na mesma pegada, o general Antonio Mourão, comandante do Exército na região sul, numa palestra do CPOR de Porto Alegre, mostrou num slide que o impeachment de Dilma”não altera o status quo” e que “neste momento de crise toda consciência autônoma… precisa despertar para a luta patriótica…”

O general da ativa acrescentou ainda: “… a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”.

Num dos slides apresentado pelo chefe militar são enumerados quatro “cenários”, que são “sobrevida”, “queda controlada”, “renovação” e “caos”.

O Comando Militar do Sul, o mais numeroso do país, reúne um contingente de 48 mil homens e abrange os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os episódios nos remetem, inevitavelmente, para a questão do papel constitucional das Forças Armadas e de sua subordinação republicana à presidência da República, comandante-em-chefe de todas as forças armadas.

Portanto, a situação exige que o governo constitucional assegure o cumprimento dos preceitos constitucionais que regulam e disciplinam as FFAA.  Afinal, a experiência histórica da tragédia iniciada em 1964 e a longa noite de arbítrio dos governos militares ainda são feridas abertas na alma do país.

*Com informações das Agências

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Uma resposta »

  1. Para problemas extremos, soluções extremas….Com um ANTRO de LADRÕES e CORRUPTOS instalados no governo e no congresso, só uma ação radical. Na verdade, são muitos jornalistas falando mer.. e defendendo esse bando de SAFADOS!!!!

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