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Cabeça de Eduardo Cunha vira ‘moeda de troca’ para governo e oposição

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), é no momento uma cabeça em disputa por diferentes motivos para o governo e para oposição

Cunha conta ainda com respaldo da cúpula do PMDB e do chamado “baixo clero” na Câmara

O deputado Eduardo Cunha teve um feriadão de muitas articulações políticas e encontros com emissários do governo e da oposição, continuando o ciclo de contatos que foram travados durante a semana. Além disso, segundo informou, passou o fim de semana analisando sete pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O jogo está sendo jogado, e governo e a oposição calculam os próximos passos. Dilma acossada por uma tentativa de interrupção de mandato via impeachment opera no sentido de consolidar forte apoio na Câmara dos Deputados, arena decisiva para barrar a intenção golpista. As dificuldades de Eduardo Cunha, com a revelação da existência de polpudas e ilegais contas na Suíça, permitiram objetivamente um ‘approach’ com o governo.

Tanto Dilma quanto Cunha buscam fugir de uma defenestração e lutam para sobreviver com todas as boias de salvação que encontrarem no mar revolto de Brasília. A reunião entre Cunha e o ministro Jaques Wagner, principal articulador político do governo, foi uma sinalização, uma boia de salvação lançada na direção do deputado. É possível que a salvação do mandato de Cunha esteja exatamente no bote governista.

Já oposição, ávida em sacar Dilma do Planalto, aproveita o escândalo para pressionar Cunha com objetivo de acelerar o processo de impeachment. Uma leitura mais atenta da nota dos partidos da oposição – PSDB, Dem, PPS e SDD – apresenta uma saída para Cunha: os oposicionistas sugerem um afastamento temporário de Cunha para provar inocência e para que ele possa se defender das acusações. A nota não pede em nenhum momento a cassação ou a renúncia do atual presidente da Câmara. A oposição aposta que Cunha inicie o processo de impeachment.

Segundo informou o Estadão, “a decisão de divulgar a nota não foi consenso na oposição. A crítica interna, ao menos no DEM e no PSDB, é de que a manifestação não terá efeito prático já que os deputados continuarão próximos a Cunha”.

A semana política que começa nesta terça-feira será decisiva para os futuros de Dilma e de Cunha. Os desdobramentos possíveis e a salvação de ambos dependem, cada vez mais, de interesses concretos e imediatos das bancadas parlamentares, afinal todos esperam tirar o máximo de proveito do “butim” de um governo enfraquecido e de um presidente do parlamento em situação de desespero.

*Com agências

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