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Dilma e o apito da panela de pressão

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O prato que está sendo feito neste fim de semana na cozinha do Planalto será muito indigesto. Os chefs querem enfiar goela abaixo do país, e da maioria do povo trabalhador, medidas de mais arrocho, mais impostos para o andar de baixo, cortes nos programas e bolsas sociais, fim das receitas com repasses obrigatórios para a Saúde e Educação, congelamento salarial para o funcionalismo federal, desmonte da Previdência e outras iguarias venenosas. Segundo o editorial deste domingo(13) da Folha de São Paulo. uma porta-voz do establishment, é a “última chance” para Dilma. 

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A panela de pressão apitou, e apitou com estridência no Palácio do Planalto. Depois de uma semana especialmente adversa,  o governo Dilma/Levy prepara mais um conjunto amargo de medidas para satisfazer o apetite do capital e de seus aliados políticos. É o preço que a presidente vai pagar para continuar no cargo aplicando a retomada neoliberal em toda linha no país.
O establishment  apertou mais ainda o ferrolho depois da publicação da “nota de rebaixamento” do Brasil pela Standard & Poor’s. Apesar da reanimação da oposição conservadora com a tese do impeachment, a aposta do PIB continua sendo o da continuidade do governo, fraco e desmilinguido, aplicando a retomada neoliberal, o arrocho e o desmonte dos dispositivos da Constituição de 1988, que demandam uma rede básica de proteção social aos mais fracos e instrumentos parciais de ação estatal na regulação da economia.
No momento, trata-se de um passo além do chamado ajuste fiscal, o grande capital, os donos do dinheiro, exigem do governo o abandono pleno de qualquer vestígio e idiossincrasia desenvolvimentista e de inclusão, ou no jargão deles, de populismo.
O editorial da Folha de São Paulo neste domingo(Última chance) é cristalino em defender o aprofundamento das medidas de arrocho e de desmonte do estado: “É imprescindível conter o aumento da dívida pública e a degradação econômica. Cortes nos gastos terão que ser feitos com radicalidade sem precedentes, sob pena de que se tornem realidade pesadelos ainda piores, como o fantasma da inflação descontrolada”.  E a toada do jornalão paulistano segue em tons cada vez mais dramáticos e termidorianos.
A dieta proposta causará uma tremenda recessão na economia, a elevação do desemprego, a precarização do trabalho, redução de direitos -, e vai gerar as condições para uma reforma conservadora do estado.
Como cada ação gera uma reação oposta com um efeito de igual proporção ou intensidade, uma lei da física que também encontra ressonância na política, a base social histórica do PT , do “Lulismo”, e o conjunto da esquerda política e social será num primeiro momento arrastada para uma vasta tempestade e risco de fragmentação, mas no calor da resistência terá que forjar as bases programáticas e políticas de ressurgimento de um novo projeto democrático e popular, que atenda os interesses da maioria do povo brasileiro.
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