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Na contramão: Vereadores da ‘bancada do mé’ querem liberar venda de cerveja e cachaça nos estádios da capital

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Na contramão da legislação mundial e nacional, cada vez mais restritiva sobre a questão, o vereador Pier Petruzziello(PTB) apresentou um controverso projeto que libera a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol da capital. A matéria foi aprovada em primeira votação na última terça-feira(25).

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A liberação de bebidas alcoólicas nos estádios: uma “boa ideia” de poderosos pinguços

O projeto do vereador Pier Petruzziello(PTB) que libera a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de Curitiba começou a tramitar no início do mês de março na Câmara Municipal. Nesta semana passou em primeira votação com 19 votos favoráveis e 11 votos contra. Uma segunda votação é necessária, caso aprovada, será encaminhada para a sanção do prefeito Gustavo Fruet(PDT).

O que chamou atenção da cidadania e de segmentos da imprensa foi o empenho dos promotores do nefasto projeto em aprovar a toque de caixa a referida proposição. Num momento em que a produtividade e a qualidade dos mandatos dos vereadores é fortemente questionada pela população.  Nesse contexto é bom examinar com maior cuidado e a que interesses o tal projeto defende: o do cidadão e torcedor com certeza não é.

Na contramão

Na contramão da legislação mundial e nacional,  cada vez mais preventiva e restritiva sobre o consumo de bebidas em estádios e eventos públicos, o projeto carece de fundamentos mais sólidos e, principalmente, não se trata de uma matéria de relevante interesse público.  Dados estatísticos da polícia reforçam os argumentos contra a aprovação do projeto –  que também não apresentou nenhum mecanismo de controle e fiscalização caso fosse permitida a venda.

Nos dias de jogos, é muito comum cenas de violência com briga de torcedores, atos de vandalismo e ocorrência de acidentes de trânsito em função do consumo de bebidas alcoólicas. É  só pesquisar os números para constatar essa inegável realidade. Além disso, o Estatuto do Torcedor e até normas da desmoralizada e corrupta CBF proíbem a venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

Portanto, fica a pergunta: a quem interessa mesmo a aprovação do projeto? Já conhecida na cidade jocosamente como a “bancada do mé, do goró”, o grupo de vereadores favorável a medida precisa refletir melhor, com um pouco de bom senso e alguma responsabilidade, e arquivar o projeto.  Ou talvez interesses de poderosos pinguços sustentam o empenho etílico(?) desses vereadores.

Por um cultura de paz e alegria nos estádios

Ao contrário de promover o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, os esforços dos vereadores e dos dirigentes dos clubes da capital deveriam se concentrar numa verdadeira campanha de incentivo e difusão de uma cultura de paz e alegria nos estádios, o que permitiria, com certeza, um maior afluxo de famílias e torcedores avulsos aos jogos. Para um torcedor amante do futebol não existe adrenalina maior que uma empolgante e disputada partida, a vibração de um gol, as jogadas inventivas e sensacionais dos craques da bola. A paixão lúdica pelo velho e bom esporte bretão é um estímulo mais saudável e poderoso que a bebida alcoólica.

Como diz o velho adágio popular, para situações do tipo, “por debaixo desse angú tem caroço”.  É só mexer um pouquinho para descobrir…

Confira a posição dos vereadores

Entre os vereadores favoráveis a liberação do “mé”, ” do goró”, da “marvada pinga’ destaco negativamente os ex-presidente da Casa, o veterano escoteiro Paulo Salamuni(PV), que esqueceu do lema do escotismo de permanecer ‘sempre alerta’. O lúcido professor Jorge Bernardi(PDT) e dois vereadores da bancada do PT, Pedro Paulo e Stica Jr.(o partido atravessa uma draga danada e os caras ainda votam em projeto mandrake como esse).

Favoráveis a liberação do mé, do goró: Beto Moraes (PSDB), Bruno Pessuti(PSC), Chico do Uberaba, Colpani (PSB), Cristiano Santos (PV), Dona Lourdes (PSB), Felipe Braga Côrtes(PSDB), Hélio Wirbiski(PPS), Jonny Stica (PT), Jorge Bernardi (PDT), Mauro Ignácio (PSB), Paulo Rink(PPS), Paulo Salamuni (PV), Pedro Paulo (PT), Pier Petruzziello, Sabino Picolo (DEM), Serginho do Posto (PSDB), Tico Kuzma (Pros) e Tito Zeglin (PDT).

Contra o liberou geral: Cacá Pereira (PSDC), Carla Pimentel, Chicarelli (PSDC), Dirceu Moreira, Geovane Fernandes (PTB), Mestre Pop, Noemia Rocha(PMDB), Professora Josete(PT), Rogério Campos (PSC), Tiago Gevert (PSC) e Zé Maria (SD).

 *****
Por último, para além da crítica do Blog ao projeto movido por interesses de poderosos pinguços, fica também sugestão para a realização de uma audiência pública com a presença de especialistas e entidades vinculadas ao tema. Mas desconfio que os promotores do projeto marcaram um gol contra.
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