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Arquivo do mês: julho 2015

Greve na Urbs continua; Gregório age como ‘capitão do mato’ e Mirian segue calada!

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A greve dos trabalhadores da Urbs/Setran continua e avança para o quarto dia nesta quinta-feira(30). Em reunião nesta tarde entre o sindicato e a direção da Urbs, a empresa se comprometeu em apresentar uma contraproposta para a categoria. A greve se prolonga afetando diversos serviços como o de fiscalização e sinalização viária, atendimento aos usuários do cartão transporte, limpeza e manutenção de equipamentos urbanos, entre outros. Calote nos salários detonou movimento grevista.(MA)

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Trabalhadores da Urbs/Setran protestam na sede da prefeitura

Sem proposta a greve continua...

O sindicato da categoria tem denunciado o sucateamento da empresa, hoje com um quadro funcional aquém das demandas exigidas para uma prestação de serviço de qualidade à população de Curitiba. Além disso, não existe uma relação de diálogo da presidência da Urbs com o sindicato. O atual presidente da empresa age como um verdadeiro ‘capitão do mato’, intransigente e arrogante. Aliás, o desgaste com os funcionários tem sido uma marca dos secretários municipais e dirigentes de empresas e autarquias nomeados pelo prefeito Gustavo Fruet(PDT).

A turma do 1° escalão não tem o DNA do diálogo e a prefeitura até o momento não criou um dispositivo negocial eficaz com o funcionalismo, apesar de contar nos seus quadros com a experiente advogada trabalhista Mirian Gonçalves(PT), que acumula ao mesmo tempo o cargo de vice-prefeita e a pasta do Trabalho.

Também chama atenção neste episódio da greve da Urbs, o silêncio de Mirian Gonçalves. O Sindiurbano é um sindicato da base cutista e apostava num melhor tratamento na atual administração.  É comum no meio sindical do funcionalismo da prefeitura a comparação com as gestões passadas: para os sindicalistas “nada mudou”.(M.A)

Para entender o impasse

Desde o início da negociação coletiva, em março de 2015, até a deflagração da greve, foram realizadas várias reuniões de negociação entre o Sindicato e a Urbs. Ocorreram ainda, três mesas redondas junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Em nenhum desses momentos o  presidente da Urbs, Roberto Gregório, esteve presente. Além disso, o diretor administrativo e financeiro da URBS, responsável pela negociação coletiva na ausência do presidente, entrou em férias no momento mais importante da negociação, quando os trabalhadores decidiram entrar em greve.

A direção do Sindiurbano-PR encaminhou, no dia 1º de julho de 2015, ofício ao prefeito de Curitiba solicitando reunião para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 da Urbs. Até o presente momento, o Sindicato não recebeu nenhuma resposta do prefeito Gustavo Fruet.

Mais uma vez, a direção da Urbs e o prefeito demonstram não estar preocupados com a prestação adequada dos serviços públicos à população de Curitiba.

Atendimento à população

O Sindiurbano-PR vem denunciando a defasagem do quadro de funcionários da Urbs/Setran com a necessidade de contratação urgente de mais trabalhadores para a prestação de serviços de qualidade à população sem sobrecarga.

Ou seja, o trânsito e o estacionamento regulamentado não estão sendo fiscalizados de forma efetiva. A manutenção das estações tubo, dos equipamentos urbanos e a sinalização viária também não foram realizadas adequadamente nesses três dias. Com a greve, os trabalhadores que estão cumprindo a liminar e desenvolvem apenas as atividades básicas e emergenciais.

Além disso, a limpeza dos equipamentos urbanos, como a Rodoferroviária e o Shopping Popular e o atendimento no cartão transporte e no passe escolar também estão sendo feitos com número muito reduzido de trabalhadores.

*Com assessoria de imprensa Sindiurbano – Vanda Moraes

Massacre ordenado pelo gov. Beto Richa contra os professores completa três meses e crise na Educação continua

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Hoje, 29 de julho, ocorrem protestos em todo o Paraná organizados pelos professores e a APP-Sindicato em alusão ao massacre de 29 de abril, ordenado pelo governador Beto Richa(PSDB). O lamentável evento causou um repúdio nacional ao ato covarde e autoritário de um governante que escolheu a violência no lugar do diálogo. A luta do magistério continua por melhores condições de ensino e trabalho. Confira o vídeo produzido pela Abridor de Latas Comunicação Sindical.

Centrais sindicais condenam política econômica do governo e o ajuste fiscal Dilma/Levy

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Em nota conjunta divulgada nesta segunda-feira(27), as centrais sindicais condenaram a política econômica em curso: “a taxa básica de juros reais alarmantes, a política de recessão, que gera desemprego e redução da renda do trabalhador”. Para as centrais, a atual gestão da economia “só favorece aos bancos que estão ganhando muito”. Confira.

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NOTA CONJUNTA  DA CUT, FORÇA, UGT, CTB, NCST e CSB

As centrais sindicais brasileiras – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB – vêm a público manifestar posição contrária à política econômica do governo, caracterizada pela elevação da taxa básica de juros e o aperto fiscal.

A taxa Selic atual já atinge 13,75% ao ano, que significa, confirmada a previsão de inflação dos próximos 12 meses, segundo o Banco Central de 6,10%, uma taxa básica de juros reais de alarmantes 7,2% ao ano. Enquanto isso, a taxa de juros nos EUA e no Japão é negativa e, na Europa, levemente positiva.

Essa política derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro.

A indústria encontra-se, em termos de produção física, abaixo da média do ano de 2008. O comércio apresenta uma inflexão negativa consolidada após anos de crescimento. Os serviços já se encontram em trajetória de desaceleração e os investimentos, não só permanecem em trajetória de queda, como a piora sobre a percepção futura limita qualquer expectativa de recuperação no curto prazo. Nesse contexto adverso somente os bancos estão ganhando. Depois de acumularem lucros muito maiores em 2014 (o do Itaú foi 30% maior e o do Bradesco, 25%) a despeito da estagnação econômica geral, os balanços do primeiro trimestre de 2015 atestaram novos aumentos dos respectivos lucros.

Para as centrais sindicais abaixo assinadas, o aumento da taxa de juros tem sido ineficaz no combate a inflação, encarece o crédito para consumo e para investimentos, causa mais desemprego, queda de renda, piora o cenário de recessão da economia e ainda contribui para diminuir a arrecadação do governo. E mais, concentra cada vez mais renda nas mãos de banqueiros e especuladores financeiros.

Nós, representantes das principais centrais sindicais brasileiras, defendemos a imediata redução da taxa de juros e a implementação de uma política que priorize a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de emprego, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda.

São Paulo, 27 de julho de 2015.

CUT – Central Única dos Trabalhadores
FS – Força Sindical
UGT – União Geral dos/as Trabalhadores/as
CTB – Central dos/as Trabalhadores/as Brasileiros
NCST – Nova Central Sindical dos/as Trabalhadores/as
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Calote nos salários provoca greve geral dos trabalhadores da Urbs

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Trabalhadores da Urbanização de Curitiba (Urbs), empresa responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade, e da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) estão em greve desde a madrugada desta segunda-feira (27). O calote nos salários motivou a greve. Sindiurbano apresentou pauta de reivindicações para empresa.

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Adesão maciça: Paralisação afetou todos os setores da Urbs

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Trânsito, Transporte e Urbanização de Curitiba (Sindiurbano), Valdir Mestrini, o valor referente ao salário do mês de julho, que deveria ter sido pago no sábado (25), não foi efetuado.

Até as 11h, mais de mil trabalhadores tinham aderido à paralisação, conforme o sindicato. Os serviços de limpeza e fiscalização do transporte público e do trânsito serão os mais prejudicados, de acordo com o sindicato. O controle de entrada e saída de ônibus na rodoviária, além da emissão e recarga de cartão transporte, também serão prejudicados, explica Valdir. O quadro total de funcionários é de pouco mais de 1.500.

“A Urbs nos disse que não fez o pagamento porque a prefeitura não fez o repasse. Então, nós estamos esperando uma solução. Enquanto não fizerem o pagamento, nós não retornaremos com o trabalho”, argumentou o presidente do sindicato.

O Sindiurbano apresentou para a empresa uma pauta com proposta de reajuste salarial e de benefícios para os trabalhadores.

Fonte: Sindiurbano e G1

26 de julho, o triunfo da rebeldia

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Da Prensa Latina

Santiago de Cuba – O ato central pelos 62 anos do assalto ao Quartel Moncada desenvolveu-se na antiga fortaleza, onde cerca de 10 mil santiagueiros evocaram a ação protagonizada pelo líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, e outros jovens revolucionários.

Na celebração participaram também milhares de ativistas da solidariedade chegados desde diversas latitudes, quem compartilham a alegria por esta data patriótica do Dia da Rebeldia Nacional.

A partir do triunfo revolucionário do 1° de janeiro de 1959, o 26 de julho começou a ser rememorado nesse mesmo ano, com uma concentração de massa  realizada em Havana junto à estátua de José Martí e a participação de milhares de camponeses chegados desde toda a geografia cubana.

Com esta, somam 57 essas solenes comemorações, com as quais ao longo do país os cubanos têm rendido honras à epopeia que apesar de seu falha momentânea frente ao exército da tirania de Fulgêncio Batista, marcou o início da etapa definitiva nas contendas liberadoras do país.

Ajuste fiscal causa ‘efeito bumerangue’ nas contas do governo e golpeia duramente emprego, renda e produção

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Caro amigo e eventual leitor, você conhece a posição crítica deste Blog sobre o ajuste fiscal desde seu lançamento. Então, qual é a novidade do texto que segue? A novidade foi o ajuste no desajuste fiscal. Vejamos: Na quarta-feira(22), ontem, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apresentou a redução da meta de superavit primário, uma reprogramação como afirmou na ocasião, portanto, é preciso  conhecer o real motivo da decisão do governo Dilma/Levy de rever as metas insanas do mal batizado ‘ajuste fiscal’. 

Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, falam sobre  a redução da  meta de superávit primário deste ano, durante coletiva no ministério da fazenda (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

 Ajuste no (des)ajuste:  fracasso da velha e gasta receita monetarista

Primeiro, é preciso deixar claro que a redução da meta de superavit primário não foi feita para ampliar investimentos. O ajuste no (des)ajuste, anunciado nesta quarta-feira, tem um objetivo mais modesto e simples: incapaz de honrar a meta de superavit estabelecida, motivada pela queda brutal na arrecadação, o governo foi obrigado a fazer a revisão da meta. Tudo isto é muito revelador dos limites e impasses da atual opção de política econômica adotada pelo governo.

A opção monetarista, com a escolha de Levy para comandar a economia, fraudando a vontade expressa nas urnas da base social e eleitoral que garantiu o segundo mandato para a presidente Dilma, tem se revelado desastrosa para as próprias contas do governo e para o conjunto da economia do país, devastando empregos, a renda das famílias e a produção.

O grande feito da atual política econômica foi catapultar a relação dívida/PIB, em apenas cinco meses, para 3,6 pontos. As despesas com juros atingiram quase 500 bilhões nos últimos 12 meses, causando um déficit fiscal de 447 bilhões (7.9% do PIB), um recorde histórico. Ou seja, os juros siderais, praticado via Taxa Selic, foram responsáveis por 91, 5% do rombo fiscal.  A falsa solução que o governo apresenta é de mais cortes no orçamento da União, algo em torno de 10 bilhões. Além disso, a previsão é da Taxa Selic continuar subindo, hoje em 13, 75%, drenando recursos vitais da economia para o rentismo e a especulação financeira.

Logo, nem o mais otimista membro do governo tem algo a comemorar, nem os beleguins de Levy encastelados nas direções do PT e PCdoB. Se você analisar brevemente os outros dados da economia o quadro é grave e desolador: a inflação avança, atingindo entre 8 a 10%, segundo a região pesquisada; o desemprego cresce, já são milhares de postos de trabalho eliminados na indústria e no setor de serviços; as previsões para o PIB caminham na direção de uma forte retração. O quadro já indicava que a economia tinha entrado no período denominado de recessão técnica – quando o PIB acumula dois trimestres seguidos de resultado negativo.

Mas o próprio governo revisou a sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2015 para uma retração de 1,49%. Já a estimativa para o índice de inflação oficial (IPCA) passou de 8,26% para 9,0%. “A previsão para 2015 do crescimento real do PIB foi reduzida de ‐1,20% para -1,49% sendo que tal queda impacta o mercado de trabalho e consequentemente a taxa de crescimento da massa salarial nominal, que acabou sendo revista de 4,83% para 1,74%. O índice de inflação (IPCA) passou de 8,26% para 9,0%” informa o “Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias”, referente ao 3º bimestre de 2015, divulgado pelo Ministério do Planejamento.

Portanto, nada mais ilusionista e cretino que a pregação de setores governistas da iminência de um golpe via impeachment  ou do uso de qualquer  outro mecanismo de encurtamento do mandato de Dilma. O que está mesmo em jogo é um forte rearranjo na economia, onde há um consenso de fato entre governo/oposição e os agentes do mercado financeiro. Nesse consenso, a conta deve ser paga, mais uma vez, pelos trabalhadores e a população mais pobre.

Resta para a classe trabalhadora e seus verdadeiros aliados políticos, um duro combate em defesa de uma nova política econômica de proteção do emprego, das conquistas econômicas e salariais da última década e de recuperação do mercado interno, derrotando a retomada neoliberal, este, sim, o verdadeiro golpe em curso no país.

*Com dados do Banco Central, IBGE e agências

Prá refrescar a memória dos petistas de Curitiba: Massuda foi ‘fritado’ em óleo de andiroba

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Em postagem de 30 de março, o Blog já apontava a situação difícil do secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda(PT). Naquele momento já estava em curso sua ‘fritura’, de forma lenta e gradual. Este Blog utilizou a metáfora da fritura com a utilização do óleo de andiroba, produzido a partir de sementes amazônicas e usado pelos índios para mumificar a cabeça dos seus inimigos, ritual, acredito eu, que será dispensado pelo prefeito Gustavo Fruet(PDT). A demanda dos militantes e filiados do partido para uma ‘DR’ sobre a participação da legenda na administração municipal é urgente e imperiosa.

GREVE NA SAÚDE ‘TENSIONA’ RELAÇÃO FRUET-PT

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A greve dos servidores da Saúde de Curitiba, retomada nesta segunda-feira(30), em função de um calote da gestão do prefeito Gustavo Fruet(PDT) na categoria, se tornou mais um ponto de tensão na já esgarçada relação entre a administração e o PT.

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Massuda “fritado” em óleo de andiroba*

A pasta é pilotada pelo petista Adriano Massuda, que vem sendo “fritado” em óleo de andiroba – de forma lenta e sem cheiro de fumaça -, essa é uma avaliação de diversos petistas graduados da cidade.

Nos últimos dias, depois do anúncio da retomada greve, a tensão cresceu nas fileiras petistas. Vereadores do PT e lideranças tentaram gestões no sentido de evitar o movimento grevista: o Sismuc, sindicato da base da CUT, não atendeu os apelos e intensificou a preparação do movimento, que foi amplamente apoiado na assembleia da categoria.

Calote 

A greve foi uma resposta ao descumprimento dos acordos que foram discutidos ao longo do ano passado. Além do calote nos reajustes, a categoria reclama que parte das horas extras ainda não foi paga. Em janeiro deste ano, a dívida da prefeitura com os servidores da saúde chegava a R$ 1,5 milhão por causa dessas horas extras, mas, até o mês de março, cerca de R$ 600 mil ainda não havia sido repassado aos funcionários.

Em nota, a prefeitura de Curitiba informou que fará até o dia 17 de abril deste ano o pagamento de reajustes do vencimento básico da categoria referente aos meses de dezembro de 2014 e janeiro e fevereiro de 2015.

A greve atinge 80% do contingente da categoria composta por 7,5 mil profissionais e afeta todas unidade de saúde da cidade.

Uma passeata saindo da Praça Santos Andrade segue neste momento em direção ao Palácio 29 de Março, sede da prefeitura.

*Vindo do Tupi, Ândi´Roba,  que significa óleo amargo, é extraído de suas sementes, que caem entre janeiro e maio (florescem de agosto a outubro). É reconhecido oficialmente pelo Ministério da Saúde por suas propriedades fitoterápicas. O óleo de andiroba era usado pelos índios para mumificar a cabeça de seus inimigos.

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