Em depoimento anterior, Souza apresentou notas fiscais que comprovariam as doações ilegais. O auditor afirmou, durante a primeira fase da Operação Publicano, em maio deste ano, que a campanha do tucano recebeu R$ 2 milhões frutos de propina.

De acordo com o delator, o esquema teria envolvido ao menos sete delegacias regionais da Receita Estadual. Souza ouviu de Márcio Albuquerque de Lima, então inspetor-geral da Receita, que Luiz Abi Antoun, primo de Richa, pretendia arrecadar R$ 1 milhão para a campanha na Delegacia de Londrina. Na unidade de Curitiba, a expectativa era arrecadar R$ 2 milhões.

As outras delegacias contribuiriam com R$ 1,5 milhão, somando R$ 4,3 milhões. Trecho de documento do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), publicado pelo jornal “Gazeta do Povo“, cita as Delegacias Regionais de Maringá, Umuarama, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. Souza disse ainda que Márcio Albuquerque entregava em mãos o dinheiro para Luiz Abi.

A segunda etapa da Operação Publicano, deflagrada na quarta-feira (10), resultou em 49 prisões. Luiz Abi Antoun, acusado pelo Ministério Público (MP-PR) de chefiar o esquema, teve a prisão decretada, mais não foi localizado.

O PSDB nega as acusações e argumenta que as contas da campanha de Richa à reeleição foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. A receita oficial foi de R$ 26 milhões.

*Gazeta do Povo e Agência PT de Notícias