A orientação da CUT é que os atos comecem por volta das 10h, em frente às Assembleias Legislativas Estaduais em todo País.

Greves

Os professores do Paraná entraram em greve pela segunda vez neste ano. Eles lutam contra duas medidas editadas pelo governo estadual. Uma retira direitos dos professores, como o quinquênio, prevê o fechamento de 2.500 salas de aulas e a demissão de professores, pedagogos e merendeiras.

A outra medida, aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), na última quarta-feira (29), autoriza o governo dispor dos R$ 8,5 bilhões do fundo de previdência do Estado, o ParanáPrevidência.

Para tentar impedir a aprovação do Projeto de Lei 252/15, de autoria do governador Beto Richa, professores e servidores públicos se concentraram em frente à ALEP e foram massacrados por mais de mil policiais, que deixaram cerca de 200 pessoas feridas.

Em São Paulo, os professores estaduais estão em greve há 52 dias. Eles alegam não terem recebido nenhuma contraproposta para os mais de 20 itens da pauta de reivindicações da categoria. Um dos pontos principais da pauta é o reajuste salarial de 75,33% a título de equiparação salarial com profissionais com o mesmo nível de formação, o superior.

Além disso, os professores protestam contra o inchaço das salas de aulas. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), o governo do estado fechou 3,3 mil salas de aulas e demitiu cerca de cinco mil professores.

Ainda de acordo com o sindicato, a greve mobiliza mais de 50% da categoria, com a adesão de cerca 135 mil profissionais da educação.

A Juíza da 11ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Luíza Barros Roza, concedeu, na sexta-feira (24), liminar em que reconhece a legalidade da greve dos professores.

Frente à postura do governo em não reconhecer o pleito dos profissionais da educação, o sindicato ingressou no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) com um pedido de dissídio coletivo.

A audiência de conciliação está marcada para quinta-feira (7), quando a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEE) terá de apresentar em juízo as posições com relação às reivindicações da classe.