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Corrupção no ninho tucano: Para MP, primo de Beto Richa era cabeça do esquema de corrupção

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O empresário Luiz Abi, primo do governador Beto Richa (PSDB), atuou diretamente na fraude da licitação que contratou, emergencialmente, a oficina Providence Auto Center, da qual é um dos donos, para consertar veículos oficiais do Estado. Esta é uma das constatações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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Jornal de Londrina

Abi seria o cabeça do esquema. O contrato é de R$ 1,5 milhão, tem seis meses de duração e há a suspeita de que é superfaturado. Oficialmente, o dono da Providence é Ismar Ieger, que até o fim de 2013 trabalhou como mecânico em duas oficinas. Uma delas é a Montavel, que consertava os carros do governo até dezembro do ano passado, quando a Providence foi contratada. Ieger é considerado “laranja” de Abi pelo Gaeco.

Além de Abi e Ieger, estão presos o sócio minoritário de Abi na KLM Brasil Roberto Tsuneda; o empresário Paulo Roberto Midauar; e o advogado José Carlos Lucca. Ex-diretor do Departamento de Transporte (Deto), órgão da Secretaria Estadual de Administração, Ernani Delicato está foragido. Ele deixou o setor em fevereiro, quando assumiu um cargo no Ministério da Agricultura.

As investigações mostram que Ieger tinha pouca autonomia para gerenciar ou para tratar de assuntos financeiros da Providence, criada em março de 2013 com um capital social de R$ 100 mil. Além do contrato emergencial, outro objetivo seria tornar a Providence uma das 220 oficinas credenciadas em todo o Estado pela JMK Serviços, que ganhou a licitação para consertar os carros oficiais. O contrato é de R$ 57 milhões.

O esquema

A investigação mostra que, seguindo a orientação de Abi, Midauar procurou Delicato para tratar sobre a contratação da Providence pelo governo do Paraná. Deliberadamente, Delicato não teria renovado o contrato com a Montavel, dando início a um novo processo licitatório para contratação emergencial. O papel de Lucca teria sido o de orientar juridicamente o processo licitatório, já que é advogado.

Quanto a Ieger, ele teria forjado as propostas das outras duas oficinas que disputaram o contrato emergencial: a Daniel Car e a Automotor Centro Automotivo. Para o Gaeco, o ex-diretor do Deto também teria participado na elaboração dessas propostas.

O grupo é acusado de formação de quadrilha, fraude a licitação, falsidade ideológica e desvio de dinheiro público.

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