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Arquivo do mês: março 2015

Ditadura nunca mais! Um golpe contra o Brasil (Assista)

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Um filme excelente do jornalista e militante Alípio Freire, que narra o golpe 1964, os anos de chumbo, a repressão contra os trabalhadores, a perseguição aos democratas, a supressão das liberdades democráticas, o terror do fascismo e a resistência.

Assembleia aprova moção da bancada do PT contra PL da “escravidão” – 4330

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Assembleia aprova moção contrária da bancada do PT ao PL das Terceirizações

 Via PT Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou por unanimidade nesta segunda-feira (30) um requerimento da bancada do PT de moção contrária ao PL das Terceirizações (Projeto de Lei 4330/2004), do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que dispõe sobre terceirizações de serviços especializados no âmbito público e privado.

O requerimento foi assinado pelos deputados Tadeu Veneri, Professor Lemos e Péricles de Mello, e será encaminhado imediatamente ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Este projeto que está em tramitação na Câmara Federal restringe direitos e afronta as conquistas dos trabalhadores brasileiros nos últimos 50 anos”, afirmou o deputado Tadeu Veneri, líder da oposição.

O PL autoriza a terceirização para a atividade-fim (principal) da empresa – o que hoje é proibido – e permite subcontratações sem limite. Com isso, um contrato de prestação de serviços poderá ser repassado para uma segunda empresa, desta para uma terceira, e assim sucessivamente.

Vexame: Cartolas do CAP “ajoelham no milho” e pedem desculpas aos torcedores atleticanos

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A bronca da torcida atleticana com o desempenho sofrível do glorioso CAP provocou um pedido de desculpas da cartolagem do CAP. O rubro-negro está ameaçado de rebaixamento e a paciência da vibrante torcida da Baixada chegou ao limite. Confira a nota da diretoria do Clube Atlético Paranaense(CAP).

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Temos o dever de apresentar nossa vergonha e desculpas, ao mesmo tempo nossa solidariedade ao sofrimento, à tristeza, autoestima rebaixada, que toma conta de todos nós atleticanos neste momento. Assumimos nossa culpa e responsabilidade perante os maus resultados no Campeonato Paranaense

É certo, estamos muito feridos no corpo e na alma, mas não feridos à morte. Então, temos soluções. O avião não cai por uma única causa, há sempre múltiplos motivos para o acidente de queda. Fizemos nossa análise crítica e não identificamos razões suficientes claras para esta queda, pois, com praticamente o mesmo grupo de jogadores de 2014, quando enfrentamos adversários muitos mais qualificados no Campeonato Brasileiro, chegamos entre os 8 melhores!

Não é momento para justificativas e sim para as ações efetivas. Se a derrota agride, destrói caminhos e devasta, também nos dá forças para refazer, reorganizar, investir, fortalecer a equipe e renovar a esperança e confiança.

Mais que lamentar, pedimos compreensão necessária por essa situação negativa e com humildade teremos força para nos recuperar e sairmos mais fortes.

Podem estar seguros.

MARIO CELSO PETRAGLIA
Presidente do Conselho Administrativo

LUIZ SALLIM EMED
Vice-presidente do Conselho Administrativo

MARCIO LARA
Vice-presidente do Conselho Administrativo

LAURI ANTONIO PICK
Membro do Conselho Administrativo

CARLOS VALDIR HENZE JUNIOR
Membro do Conselho Administrativo

Opinião ## Depois da Nova República

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A saída à altura da crise atual passa por uma Assembleia Constituinte extraparlamentar

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O governo Lula representou o máximo que se podia fazer na Nova República

Por Vladimir Safatle*

Há certo tempo, tenho insistido com os leitores desta Carta que considerem a hipótese de estarmos, neste momento, assistindo a um esgotamento profundo do ciclo histórico que costumamos chamar de “Nova República”. Gostaria de voltar a esse ponto a fim de discutir o que pode aparecer como alternativa a tal situação, além de tentar aprofundar alguns pontos já apresentados.

Lembraria, inicialmente, que o esgotamento da Nova República não significou o fim de um ciclo relativamente bem-sucedido de redemocratização. Na verdade, não vimos nestes 30 anos um processo gradual de aprofundamento democrático, mas uma confissão impotente do aprisionamento da política brasileira nos mesmos limites estreitos da governabilidade, com os mesmos atores vindos da ditadura e a mesma massa fisiológica. Agora, vemos essa massa, capitaneada pelos indiciados Eduardo Cunha e Renan Calheiros, tentar impor ao País um “parlamentarismo de espoliação”, no qual o Congresso se aproveita da fraqueza do executivo para encher o caixa dos partidos de fundos ampliados, chantagear o governo a partir de interesses locais, oferecer viagens gratuitas para mulheres de deputados, dar a cada parlamentar seu quinhão intocado de ementas, aprovar uma reforma política que apenas reforça as distorções do sistema brasileiro e, de quebra, jogar nas mãos da sanha fundamentalista da bancada evangélica o destino de todas as pautas de modernização social. Difícil imaginar terceiro ato mais miserável.

O governo Lula representou o máximo do que se podia fazer no interior dos limites da Nova República. Mas criou-se um sistema de expectativas que ele próprio não se demonstrou capaz de realizar, jogando o País em uma profunda “frustração relativa”, como dizia Tocqueville. O aprofundamento das políticas de combate à desigualdade exigiria livrar-se do sistema de freios que a Nova República construiu. Mas para isso seria necessário ir em direção a outros modelos de processo político nos quais a densidade da participação popular fosse a mola propulsora. Nossa miséria econômica é derivada da miséria política. Modificar tal miséria poderia ter aproximado largas parcelas da população hoje afastadas por governo por perceber nele, atualmente, simplesmente uma associação que visa à própria autoperpetuação.

Não há como negligenciar o fato de que um elemento fundamental no afastamento de vários setores da sociedade em relação ao governo foi a corrupção e isso está longe de ser uma “pauta de direita”. Um pouco de virtude jacobina faria bem neste momento. De toda forma, a naturalização de práticas de corrupção (como vemos hoje, os casos na Petrobras continuaram mesmo durante o trauma do “mensalão”, o que demonstra uma resiliência profunda) foi a consequência natural da incapacidade de pensar, defender e realmente acreditar em novas formas de processos políticos. No entanto, novas formas existem e elas passam pela pulverização de mecanismos de democracia direta sob a forma de conselhos, plebiscitos, pela quebra do monopólio da representação eleitoral por partidos, pela democratização do Judiciário e pelo enfraquecimento dos poderes Executivos e Legislativo em direção a processos de participação popular.

Que a pulverização da democracia direta não necessariamente nos levaria à hegemonia popular de uma política de esquerda, isso pouco importa (sei bem o que estou escrevendo). O que importa é a criação de novas dinâmicas políticas para abrir possibilidades não exploradas, permitir a constituição de novos atores e retirar a política dos bastidores para as ruas. Ela cria ainda uma lógica de conflitos não viciada pela profissionalização da política e seus arranjos de bastidores. O principal sentimento da esquerda é a confiança no povo, e é impressionante como ele falta a muitos de nós atualmente.

Por isso, a única saída realmente à altura da crise atual passa pela convocação de uma Assembleia Constituinte extraparlamentar com eleições gerais posteriores. Não faz sentido algum lutar por uma reforma política feita por um Congresso que é parte do problema, e não da solução; nem lutar por um impeachment que consiste basicamente em trocar o presidente para que os velhos operadores de sempre continuem a trabalhar em paz. Nem faz sentido defender um governo que escolheu caminhar longe das forças que o elegeram. Precisamos apelar ao grau zero da representação e abrir novas possibilidades por meio de uma força extraparlamentar. Toda outra solução será apenas perpetuar uma lógica de sobrevivência. Mas o País merece mais do que sobreviver

*Artigo publicado originalmente na Carta Capital

Greve na Saúde “tensiona” relação Fruet-PT

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A greve dos servidores da Saúde de Curitiba, retomada nesta segunda-feira(30), em função de um calote da gestão do prefeito Gustavo Fruet(PDT) na categoria, se tornou mais um ponto de tensão na já esgarçada relação entre a administração e o PT.

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Massuda “fritado” em óleo de andiroba*

A pasta é pilotada pelo petista Adriano Massuda, que vem sendo “fritado” em óleo de andiroba – de forma lenta e sem cheiro de fumaça -, essa é uma avaliação de diversos petistas graduados da cidade.

Nos últimos dias, depois do anúncio da retomada greve, a tensão cresceu nas fileiras petistas. Vereadores do PT e lideranças tentaram gestões no sentido de evitar o movimento grevista: o Sismuc, sindicato da base da CUT, não atendeu os apelos e intensificou a preparação do movimento, que foi amplamente apoiado na assembleia da categoria.

Calote 

A greve foi uma resposta ao descumprimento dos acordos que foram discutidos ao longo do ano passado. Além do calote nos reajustes, a categoria reclama que parte das horas extras ainda não foi paga. Em janeiro deste ano, a dívida da prefeitura com os servidores da saúde chegava a R$ 1,5 milhão por causa dessas horas extras, mas, até o mês de março, cerca de R$ 600 mil ainda não havia sido repassado aos funcionários.

Em nota, a prefeitura de Curitiba informou que fará até o dia 17 de abril deste ano o pagamento de reajustes do vencimento básico da categoria referente aos meses de dezembro de 2014 e janeiro e fevereiro de 2015.

A greve atinge 80% do contingente da categoria composta por 7,5 mil profissionais e afeta todas unidade de saúde da cidade.

Uma passeata saindo da Praça Santos Andrade segue neste momento em direção ao Palácio 29 de Março, sede da prefeitura.

*Vindo do Tupi, Ândi´Roba,  que significa óleo amargo, é extraído de suas sementes, que caem entre janeiro e maio (florescem de agosto a outubro). É reconhecido oficialmente pelo Ministério da Saúde por suas propriedades fitoterápicas. O óleo de andiroba era usado pelos índios para mumificar a cabeça de seus inimigos.

PT nas ruas em defesa da classe trabalhadora: Plenária de mobilização – dia 31(terça-feira)

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Unir a classe trabalhadora na luta contra os ataques à democracia e aos seus direitos

1 a 1 a a a a guestp sindicalistaA Direção do Partido de Curitiba convoca seus militantes e simpatizantes a participar ativamente das mobilizações que estarão ocorrendo em nosso país no próximo período.

Diferente das mobilizações golpistas e que não apontam rumos para a politica brasileira, as organizações populares continuarão na luta por democracia, por reformas populares, por direitos, pela Petrobrás e contra o PL das terceirizações 4330.

Uma grande frente se forma para combater o Projeto de Lei 4330/04, conhecido com PL das terceirizações, que é o sonho dos empresários e o pesadelo dos trabalhadores, pois esse projeto amplia a terceirização de todas as áreas tanto no setor público como no privado e que para os trabalhadores significa salários menores, piores condições de trabalho, diminuição de direitos trabalhistas se assemelhando a trabalho semi escravo, além de abrir a terceirização no serviço público, ou seja, poderemos ter professores, policiais entre outros servidores através de empresas terceirizadas.

Para dar continuidade à luta e combater este projeto estão sendo organizadas plenárias em todo o País no dia 31 de março (terça-feira). Em Curitiba a plenária será no Sindicato da Construção Civil, Rua Trajano Reis, 538 – Bairro São Francisco, às 14h. A Plenária debaterá a conjuntura, a pauta dos movimentos sociais, seu calendário e também a preparação dos atos do dia 7 de abril por conta da votação do PL 4330.

Vamos juntos nós os trabalhadores garantir nossos direitos. Estamos sofrendo mais um ataque, agora também por parte do Presidente do Congresso nacional que atendendo ao lobby dos empresários, busca acabar com conquistas históricas da classe trabalhadora.

Fonte: Direção Municipal do PT Curitiba

Por medidas sociais e humanitárias para os trabalhadores desempregados pelo ajuste fiscal

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A crise corta fundo. E, novamente, são os trabalhadores da cidade e do campo que sofrem o ônus pesado do ajuste fiscal, com desemprego chegando forte e eliminando milhares de postos de trabalho nos mais diversos setores da economia.

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Filas por emprego nos anos 90: desemprego e recessão

A opção do governo foi aliviar o sistema financeiro e penalizar a classe trabalhadora, mais uma vez, como nos planos recessivos dos governos de Sarney, Collor e FHC.

Ao lado da resistência classista, ativa e urgente, é necessária uma agenda do movimento sindical para os setores mais vulneráveis da classe, principalmente os já afetados pelo flagelo do desemprego, que tende ampliar com a aplicação das medidas de “ajustes” de Dilma/Levy.

Derrotar globalmente os planos recessivos dos governos em todos os níveis será o grande desafio da classe trabalhadora  neste período, abrindo espaço para uma nova política econômica que promova o desenvolvimento do país, recupere a empregabilidade e a renda e fortaleça o mercado interno de massas.

Neste sentido, as centrais e os sindicatos devem demandar uma plataforma de medidas sociais e humanitárias de proteção aos trabalhadores desempregados com vistas a mitigar os efeitos do desemprego massivo:

1. Isenção de pagamento de luz, água e gás por 12 meses para os trabalhadores desempregados;

2. Passe livre para os trabalhadores desempregados nas capitais e regiões metropolitanas;

3. Inclusão das centrais sindicais na gestão do banco de emprego do SINE- Sistema Nacional de Emprego do MTE;

4. Abertura de frentes de trabalho nas obras públicas dos governos em todos os níveis – construção e reparação de estradas, escolas…;

5. Congelamento dos aluguéis para os trabalhadores desempregados nas áreas urbanas/metropolitanas;

6. Congelamento de preços dos alimentos de amplo consumo popular;

7. Isenção aos trabalhadores desempregados que adquiriram moradia através do Programa “Minha Casa Minha Vida”, enquanto perdure a condição de desempregado;

8. Isenção aos trabalhadores/estudantes do pagamento das parcelas do FIES, enquanto perdure a situação de desemprego;

9. Acesso amplo e gratuito ao Pronatec e aos cursos de qualificação do Sistema S – Senai, Sesi, Sesc, Senat – aos trabalhadores desempregados;

10. Distribuição direta de alimentos às camadas de trabalhadores e a população mais vulnerável durante o curso do ajuste: sem tetos, sem terras, moradores de áreas de ocupação, idosos, indígenas e quilombolas.

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