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O CarnaVibe, os aloprados da PM e o direito à cidade

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O CarnaVibe, programação incluida no pré-carnaval da cidade, foi um sucesso de público e de organização, evidente que existiram algumas falhas, porém o evento reuniu durante cinco horas quase 50 mil pessoas, sem incidentes.

Foi uma surpresa até para os organizadores. No entanto, no final do multitudinário evento, uma ação desastrosa e mal preparada da PM ensejou cenas de violência e depredação ao patrimônio. A ação policial começou com a tentativa de “dispersar a multidão”, com a tradicional abordagem autoritária e aí o caldo entornou…a situação ficou fora do controle.

Vale lembrar que nas últimas semanas outros incidentes com a PM ocorreram no São Francisco e na dispersão de uma batalha de rappers. Ou seja, essa prática policial vem provocando insegurança na população, como foi o caso deste domingo, atestado por inúmeros depoimentos na imprensa de moradores da região central.

Direito à cidade

A PM e as forças de segurança precisam se acostumar com afluxo crescente de atividades em Curitiba, hoje uma grande metropole, são diversas iniciativas que surgem de ocupação da cidade por seus habitantes, um fenômeno, cada vez mais, presente em nossa paisagem urbana.

Neste sentido, assegurar uma ocupação saúdavel e permanente dos espaços públicos de Curitiba deve ser uma preocupação das autoridades da área da segurança, dialogando e operando no sentido de planejar o bem-estar da população nas vias e logradouros públicos.

A prisão do presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, que era o melhor interlocutor com a autoridade policial naqule momento, foi uma demonstração cabal do despreparo e autoritarismo  do comando da PM. Daí temos ideia do que sobrou para a rapaziada: tiro, porrada e bombas.

O Direito à Cidade é uma conquista, uma questão de cidadania, gente na rua, nas praças, oxigena a vida da urbana.

E todos na Marechal no próximo domingo!

A seguir confira a nota da Fundação Cultural sobre os incidentes provocados pelos aloprados da PM.

O fato: O evento "CarnaVibe" terminou de forma triste na noite deste domingo (1º) no Centro de Curitiba. A dispersão do pré-carnaval eletrônico da capital teve confronto entre a polícia e frequentadores.(Luan Galani – Gazeta do Povo) O depoimento de um morador: Um morador de um prédio de esquina da Monsenhor Celso com a José Loureiro disse à reportagem que foi alvo da atuação da polícia injustamente. "A polícia resolveu dispersar todo mundo e atirou em nós também, que estávamos na esquina, sem atrapalhar ninguém", relata o homem que não quis se identificar. (Luan Galani – Gazeta do Povo) A explicação da PM: A PM informa que fez parte do esquema de segurança e que tinha policiais fardados e a paisana durante todo o evento. Sobre as críticas de excesso de violência na abordagem policial, a PM defende que, na hora do tumulto, é difícil saber "quem é quem". O contingente destacado para a festa não foi divulgado por motivos de segurança, como pontua a assessoria de comunicação da PM. (Luan Galani – Gazeta do Povo) Nota da Fundação Cultural de Curitiba: Em relação às ocorrências relatadas pelo jornal Gazeta do Povo na dispersão do Carnaval Eletrônico, a FCC informa que até às 20h, horário em que o evento foi encerrado, a organização não registrou nenhuma ocorrência grave. A FCC lembra que foi feita a revista para coibir a entrada de pessoas com garrafa de vidro e ambulantes nas entradas pelas ruas Barão do Rio Branco, Marechal Floriano e pela Rua Monsenhor Celso. Na área delimitada para a “Arena Pré-Carnaval”, 80 seguranças privados atuaram em conjunto com a Guarda Municipal. A Polícia Militar ficou responsável pelo policiamento nos arredores do evento. Final Uma ocupação saudável dos espaços públicos também contribui para a segurança. Há um consenso bem estabelecido a respeito disso na literatura sobre segurança pública.  Também é consenso o respeito aos movimentos culturais. Uma socieadade que vai às ruas para celebrar a sua cultura presta um serviço a todos nós e à nossa identidade.  Curitiba acredita na ordem, mas também acredita na liberdade dos movimentos culturais espontâneos.

Nota da Fundação Cultural de Curitiba

Em relação às ocorrências relatadas pelo jornal Gazeta do Povo na dispersão do Carnaval Eletrônico, a FCC informa que até às 20h, horário em que o evento foi encerrado, a organização não registrou nenhuma ocorrência grave. A FCC lembra que foi feita a revista para coibir a entrada de pessoas com garrafa de vidro e ambulantes nas entradas pelas ruas Barão do Rio Branco, Marechal Floriano e pela Rua Monsenhor Celso. Na área delimitada para a “Arena Pré-Carnaval”, 80 seguranças privados atuaram em conjunto com a Guarda Municipal. A Polícia Militar ficou responsável pelo policiamento nos arredores do evento.

Uma ocupação saudável dos espaços públicos também contribui para a segurança. Há um consenso bem estabelecido a respeito disso na literatura sobre segurança pública.
Também é consenso o respeito aos movimentos culturais. Uma socieadade que vai às ruas para celebrar a sua cultura presta um serviço a todos nós e à nossa identidade.

Curitiba acredita na ordem, mas também acredita na liberdade dos movimentos culturais espontâneos.

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