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Hora e vez da frota pública: Fruet ‘mano dura’ com a máfia!

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A atual paralisação do transporte público de Curitiba torna irrecusável o debate pela criação de uma frota pública e a imediata intervenção nas empresas, exigindo o cumprimento dos dispositivos legais estabelecidos pela concessão do serviço.

Manifestações de junho de 2013, em Curitiba, exigiram um transporte de qualidade

Curitiba, janeiro de 2015,  milhões de pessoas, trabalhadores, donas de casa, jovens, padecem da falta de transporte. Sem meios próprios de mobilidade e circulação, se encontram em dificuldades para cumprirem com suas obrigações cotidianas.
No centro da cidade, mais carros nas ruas, várias lojas e escritórios fechados. Ou seja, um grande transtorno para o curitibano, principalmente o mais pobre.
O processo em curso revela uma crise terminal do sistema, derivado de um modelo político e econômico consorciado por várias gestões, onde a máfia do transporte exercia o papel de uma das “alavancas” de reprodução do esquema político dominante. Vale lembrar que a atual licitação foi formatada durante a gestão do atual governador Beto Richa, então prefeito de Curitiba.
O grande nó a ser desatado pela atual gestão,  será a formatação de um novo modelo para o transporte público da cidade, rompendo com o controle da máfia. Daí a irrecusável questão da criação de uma frota pública.
Os dados que foram apresentados pelo relatório do TCE mostram uma dinâmica cartelizada, de favorecimento de pequenos grupos, em detrimento dos anseios da cidadania por um transporte de qualidade e acessível.
Portanto,  o prefeito Gustavo Fruet tem diante de si uma imensa tarefa, realizando um novo pacto com a cidadania, reestruturando os mecanismos de regulação do sistema: uma nova licitação e o exame da criação de uma frota pública são passos indispensáveis nessa nova rota.
Por sua vez, os movimentos sociais que lutam por um transporte digno devem radicalizar as demandas que assegurem um maior controle social, via protagonismo na  elaboração dos critérios da nova licitação,  proposição pela frota pública, aceleração das obras do metrô e o efetivo funcionamento de um Conselho Municipal do Transporte.
A aliança entre os movimentos sociais e o poder público municipal, no momento, será essencial no sentido de criar as condições para derrotar a máfia do transporte e suas poderosas redes de famiglias.
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