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Crise terminal: Curitiba sem ônibus, de novo!

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A paralisação do sistema público de transporte está se tornando uma rotina, um fato corriqueiro na vida da cidade. Novamente, uma paralisação total afeta a vida da população curitibana, principalmente a mais pobre, que não conta com meios alternativos de mobilidade e circulação.

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Transporte público: crise terminal que exige decisão forte de Fruet
A paralisação organizada pelo sindicato dos motoristas e cobradores(Sindimoc) reivindica o atendimento de demandas trabalhistas, no entanto, chama atenção o fato da paralisação ocorrer sem nenhum nível de conflito com a direção patronal.

O alvo central da paralisação acaba sendo o poder público, em função da divergência entre o governo do estado e a prefeitura sobre os montantes de recursos a serem alocados para a manutenção do sistema – integração metropolitana e a nefasta tarifa técnica.


Nesse contexto, a paralisação só reforça o pleito da máfia do transporte que opera uma verdadeira chantagem, exigindo, cada vez mais, o aumento de recursos do governo do estado e da prefeitura de Curitiba para manutenção do sistema. É cogitado, por exemplo, um novo aumento para o mês de fevereiro.

Custo político

O cabo de guerra entre Fruet e Beto Richa sobre a questão do transporte público em Curitiba e região metropolitana vai cobrar um alto preço político para os dois ou para somente um em maior medida. Até agora Fruet vem pagando o maior preço político.
A verdade é que a população tem sido bastante penalizada pelo colapso do atual modelo de gestão e financiamento do transporte público via constantes aumentos tarifários e a precarização crescente dos serviços.
A mudança do atual panorama demanda uma decisão política e administrativa que rompa o atual impasse.
Um arsenal de medidas apontadas por diversos órgãos como o estudo feito pelo Tribunal de Contas do Estado(TCE), o Relatório final da CPI do Transporte da Câmara Municipal, o próprio Relatório da Urbs, embasariam uma decisão de convocar uma nova licitação, por exemplo.
Portanto, um novo pacto por um transporte público de qualidade e com justiça tarifária exigirá a adoção de quatro medidas básicas: a anulação da atual “licitação”, o fim do engodo da tarifa técnica, a aceleração das obras do metro e a criação de uma frota pública.
Por ora, resta saber se ainda hoje a população contará com transporte para voltar para casa e não perder um capítulo da novela Império protagonizada pelo excelente ator curitibano Alexandre Nero.

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