Assinatura RSS

Arquivo do mês: dezembro 2014

Feliz 2015!!!

Publicado em

Aos meus amig@s leitores e amig@s pessoais um feliz e próspero 2015

?????????

PS: O Blog terá uma programação especial durante o mês de janeiro. Filmes, documentários e shows ocuparão mais o espaço neste período. A acidez da luta política cederá a vez para questões mais lúdicas e transcendentes.

Jovens trabalhadores pagarão o preço do ‘endurecimento’ das regras de acesso ao seguro-desemprego

Publicado em

As medidas anunciadas ontem(segunda-feira – 29) pelo governo Dilma Rousseff, no apagar das luzes do primeiro mandato, sobre as novas regras para o acesso aos benefícios trabalhistas, tem suscitado debates e opiniões dos leitores do Blog nas redes sociais.

telemarketing
Operadores de telemarketing: precarização, rotatividade e jornadas estressantes

Alguns viram um certo exagero e outros demonstraram concordância. Registro que no conjunto as medidas têm um sentido político regressivo, na minha opinião é “um ensaio” para ataques vindouros, principalmente visando a CLT. Se ajustes são necessários no seguro desemprego, é preciso debater melhor com os trabalhadores e adotar um Sistema Nacional de Emprego e Intermediação de Mão de Obra.

A medida como foi anunciada vai prejudicar principalmente o trabalhador mais jovem, de setores onde a rotatividade é muito alta (supermercados, telemarketing etc). Em geral esses jovens trabalhadores não completam um ano de carteira assinada. Neste sentido, essas categorias com uma organização sindical mais fragilizada pagarão o preço do “endurecimento” das novas regras de acesso ao seguro-desemprego.

Além do mais, a economia divulgada é de pequena monta em comparação ao dreno da riqueza nacional via juros siderais e o superavit primário. Quero ver é a vaca tossir sobre estas questões. Aí, sim, o bicho vai pegar…Agora o governo “pagar” uma de austeridade prá cima do trabalhador é uma fuga da briga principal, que é mexer no rentismo e no monetarismo fiscalista.

Opinião ## “Discurso da austeridade pode sair caro para o trabalhador”, afirma presidente da CTB

Publicado em

“Discurso da austeridade monetária pode sair caro para o trabalhador”, afirmou o presidente Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, em seu perfil na rede social Facebook, sobre o anúncio do governo, realizado nesta segunda-feira (29), que redefine os critérios para concessão de benefícios. 

Joanne Mota, da Redação do Vermelho

 

De acordo com a liderança classista “o governo aperta o cinto dos mais penalizados, e a pauta unitária das Centrais, como redução da jornada, fim do famigerado Fator [Previdenciário] continuam na gaveta”.

Em declaração ao Vermelho, Adilson Araújo destacou que “a presidenta Dilma sabe que seu grande teste de força é lutar para que seja mantida as politicas de geração de emprego e renda, a politica de valorização do Salário Mínimo, os programas sociais, e o investimentos em infraestrutura. Render-se as pressões do mercado pode indicar um mal presságio para o curso do desenvolvimento do país”.

Ele alertou que “mais do que a vitória de Dilma, a grande conquista foi a manutenção do projeto que passados 12 anos precisa ganhar uma nova dinâmica para um processo de mudança mais acelerado que possibilite agora o passaporte para o futuro próximo de um Brasil democrático, livre e soberano”.

Acompanhe a íntegra:

Discurso da austeridade monetária pode sair caro para o trabalhadorCom o intuito de garantir as metas fiscais o governo adotou medidas amargas contra a classe trabalhadora. No encontro agendado de ultima hora para ontem (segunda-feira, 29), que contou com a presença dos Ministros Mercadante, Berzoine e Manoel Dias, foram anunciadas medidas tomadas pelo governo através de MP que, em parte, rompem com a afirmação da presidenta Dilma de que não alteraria a legislação trabalhista nem que a “vaca tussa”.

Para os representantes, que somente foram informados das mudanças e ficaram de receber a proposta do governo por email, a reunião não atendeu as expectativas, pois tudo que reivindicamos, diferente da celeridade que tem encontrado a pauta patronal, com incentivos, desoneraçoes, o governo aperta o cinto dos mais penalizados, e a pauta unitária das Centrais, como redução da jornada, fim do famigerado Fator continuam na gaveta.

O governo já de um bom tempo reclamava de que não era possível pagar mais seguro-desemprego do que Bolsa Família, entretanto nunca se buscou efetivar um Sistema Público Nacional de Emprego, que salvaguardasse os pressupostos de um trabalho decente com remuneração digna, saúde e segurança e equidade.

Nem tão pouco se buscou uma reestruturação no MTE [Ministéio do Trabalho e Emprego] que potencialize a fiscalização e os mecanismo de controle, é um erro achar que o problema está localizado no trabalhador. Com as medidas adotadas que alteram regras no seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença entre outros o governo pretende poupar 18 BI, e o que mais grave é o fato do governo manter ainda um elevado Superávit primário e uma política de juros altos.

Ressalto ainda, que diante das suas afirmações de que está adotando normas internacionais, não haveria melhor momento para se regulamentar a Convenção 158 da OIT e acabar com essa descalabro da chamada demissão imotivada. É inconcebível que um pais que gera tantos empregos se pratique uma elevada rotatividade da mao de obra.

O governo assumiu compromisso do dialogo permanente e agendou uma nova reunião para 3a semana de janeiro, vamos questionar as medidas e ratificar nossa posição, nenhum direito a menos.

Vamos à luta!
Adilson Araújo – presidente nacional da CTB

Opinião ## Força Sindical critica mudanças nas regras dos benefícios

Publicado em

Força Sindical critica governo e mudanças nas regras de benefícios

Por Miguel Torres*

“As mudanças nas regras de concessão do seguro-desemprego, pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, anunciadas pelo governo federal, vão mexer com a vida dos trabalhadores e jogar milhares de cidadãos brasileiros ao deus-dará.

Num momento em que o País vive a expectativa de aumento do desemprego, da inflação, dos juros, e em que o governo deveria abrir o debate com o Congresso Nacional, ele anuncia mudanças por meio de medidas provisórias que vão prejudicar tão somente a população que já sofre com a falta de políticas públicas.

Em vez de agir com rigor para acabar com as fraudes e punir os responsáveis pelos desvios, o governo pratica a política Robin Hood ao contrário: tira exclusivamente dos pobres e os pune na hora em que eles mais precisam dos benefícios. Para onde irão os R$ 18 bi a serem economizados?

A Força Sindical critica o governo, que chamou as centrais sindicais para tão somente informar sobre as medidas e não para discutir e buscar alternativas.

O movimento sindical irá para as ruas para pressionar o Congresso Nacional a derrubar a medida provisória imposta à sociedade, como se ela não tivesse voz nem vez”.


*Presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

Regressão: A vaca tossiu e o coice foi no lombo do trabalhador

Publicado em

As medidas anunciadas ontem pelo governo de Dilma, no apagar das luzes do primeiro mandato,  têm um sentido regressivo. Sob pretexto de combater algumas distorções no seguro-desemprego, o governo criou novas regras que dificultam aos trabalhadores o acesso aos direitos trabalhistas e previdenciários consagrados em lei.

centrais_charge_01
Centrais sindicais em 2015Uma agenda de lutas com foco na proteção do emprego e da renda trabalhador

Trata-se de um ensaio para reduzir a proteção social dos trabalhadores, abrindo espaço para uma revisão regressiva da CLT e das conquistas históricas do mundo do trabalho.

O discurso oficialista também justifica as medidas no bojo de um ajuste fiscal em curso. Segundo o ministro Mercadante, “as medidas visam uma economia anual de mais de 18 bilhões de reais”. Ou seja, o governo começa apertando o cinto dos trabalhadores e deixando a sangria dos juros siderais correr solta, o que de fato asfixia a economia, a produção e o mercado de trabalho. É uma opção danosa para os direitos do povo trabalhador e ao conjunto da economia do país.

O movimento sindical tem o desafio de impedir a ofensiva que se desenha no horizonte contra os interesses dos que vivem de salário e dependem de emprego formalizado. Os sinais são preocupantes, e as medidas anunciadas nesta segunda-feira(29) foram um ensaio para medir a temperatura e a pressão da direção organizada dos trabalhadores.

O ano de 2015 vai exigir uma vigorosa resistência e uma agenda de lutas com foco na proteção do emprego e da renda do trabalhador.

******

Veja quais as principais mudanças anunciadas ontem pelo governo:

Abono salarial

Para ter acesso ao benefício, o trabalhador passará a ter de comprovar seis meses ininterruptos de trabalho com carteira assinada. Na regra atual, o abono é concedido com apenas um mês de contribuição. O valor do benefício, que hoje é de um salário mínimo, passa a ser proporcional ao tempo de serviço, como no 13º salário.

Seguro-desemprego

Para ter acesso serão necessários 18 meses de trabalho com carteira assinada e não mais seis meses. Para a segunda solicitação do seguro, o trabalhador deverá ter contribuído por 12 meses com o INSS. Já no terceiro acesso ao seguro, o trabalhador terá de ter ocupado um emprego formal pelo mínimo de seis meses.

Pensão por morte

Será preciso comprovar o pagamento de 24 meses da contribuição previdenciária para ter acesso ao benefício, além de ter dois anos de casamento ou união estável. O valor a ser recebido será de 50% do salário-benefício para o cônjuge, seguido de acréscimos de 10% por dependente até poder completar 100% do total do vencimento. O benefício mínimo segue sendo de um salário mínimo por pensão.

Benefício vitalício

Também acaba o benefício vitalício para cônjuges jovens. Será vitalício apenas para quem tem até 35 anos de expectativa de sobrevida (hoje, pessoas com 44 anos ou mais). A partir desse limite depende da idade. Entre 39 a 43 anos de idade, o tempo de pagamento, por exemplo, cai para 15 anos de pensão.

Auxílio-doença

Foi determinado o aumento do prazo de afastamento pago pelo empregador antes do início do pagamento do auxílio-doença pelo INSS, de 15 para 30 dias para segurados empregados. Também será fixado um teto no valor do auxílio-doença, equivalente à média das últimas 12 contribuições.

Seguro-defeso

A partir de agora, os pescadores não poderão receber o seguro-defeso se já forem beneficiários de outros programas sociais, como o Bolsa Família. Eles precisarão ter pelo menos três anos de registro como pescador artesanal. Terão de comprovar comercialização de pescador ou pagamento de contribuição previdenciária por pelo menos 12 meses. A concessão do salário mínimo do benefício será avalia por um Comitê Gestor do Seguro-Defeso.

*Com informações da Gazeta do Povo

Dia de festa: shows e eventos oficiais marcarão posse de Dilma em Brasília

Publicado em

Confira a programação protocolar e cultural das cerimônias do dia da posse da presidenta reeleita

Brasília estará em festa com a sucessão de eventos previstos para o dia 1º durante a posse da presidenta reeleita Dilma Rousseff. No palco show montado no gramado atrás da Alameda dos Estados, na Esplanada dos Ministérios, a banda feminina de percussão Maria Vai Casoutras, o rapper, cantor e escritor brasiliense Gog e a renomada cantora Alcione se apresentarão das 11h às 13h. A cantora Ellen Oléria fará o encerramento das apresentações às 18h30.Segundo o cerimonial da Presidência, Dilma Rousseff sairá às 14h30 do Palácio do Planalto, em carro aberto, passará pela Catedral e seguirá para o Congresso Nacional onde será recebida na rampa do Congresso Nacional pelos presidentes do Senado e da Câmara, para a cerimônia de Compromisso Constitucional, no plenário da Câmara dos Deputados.

“Manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”, são os termos com os quais a presidenta se comprometerá, mais uma vez.

Ao sair  do Congresso, por volta das 16h, a presidenta se dirigirá à Praça dos Três Poderes e, como Comandante-Chefe das Forças Armadas, passará em revista as tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ao som do Hino Nacional. Ao final, ela será homenageada com uma salva de 21 tiros.

Segundo a programação, às 16h30, Dilma fará seu pronunciamento do parlatório do Palácio do Planalto. Das 17h às 18h15, entre os salões Leste, Nobre e Oeste, respectivamente, a presidenta receberá os cumprimentos dos chefes e vice-chefes de Estado ou de Governo, dará posse aos ministros de Estado e fará a fotografia oficial de seu novo governo.

Ao sair do Palácio do Planalto para o jantar no Itamaraty, previsto para as 18h30, Dilma será conduzida até à altura do palco show pelas baterias das escolas de samba Acadêmicos da Asa Norte e da Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (ARUC), ambas da Capital Federal.

Tanto na Praça dos Três Poderes quanto próximo ao Congresso Nacional haverá telões onde será transmitido ao vivo todo o circuito cumprido pela presidenta. Durante o tempo em que Dilma estiver no Palácio do Planalto recebendo os cumprimentos e empossando ministros, do lado de fora haverá apresentações culturais para o público.

Acompanhe a cobertura completa:

www.possedadilma.com.br

Fonte: Agência PT de Notícias

Personalidade do ano: Papa Francisco é o cara em 2014

Publicado em

O argentino Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, foi a personalidade de 2014. Carismático, de ideias renovadoras, que num curto espaço de tempo se destacou como um dos maiores líderes do mundo. Sua missão: renovar a Igreja Católica, uma rígida e milenar estrutura de poder organizada em escala mundial, com milhões de seguidores.

10409707_774505949288788_4277669841252467769_n

O jesuíta assumiu o comando do Vaticano com grandes desafios pela frente. Depois da renúncia de Bento XV, e com inúmeros escândalos morais(casos de pedofilia) e financeiros envolvendo influentes membros da Igreja. Além disso, o número de católicos no mundo nas últimas décadas vem decrescendo. E o principal: Francisco, sobretudo, se propõe a retomar o protagonismo social e pastoral da Igreja Católica.

Em pouco mais de um ano, o Papa Francisco iniciou profundas mudanças no governo central da Santa Sé, realizando reformas na direção da Cúria, o governo do Vaticano, promovendo mudanças no banco da instituição, o IOR, envolvido em operações de lavagem de dinheiro.

No entanto, o que mais chamou atenção foram as ideias e opiniões do Papa Francisco. Sem trocadilhos, ele pontificou sobre os conflitos mundiais, como o conflito entre o estado de Israel e os palestinos, operou ativamente pelo reatamento entre EUA e Cuba, sobre questões tabus para a igreja como aborto, diversidade sexual, celibato, entre outros temas comportamentais.

Francisco resgatou a defesa dos menos favorecidos e a luta contra a desigualdade, um tema caro para as bases populares e progressistas do catolicismo, que se encontravam na defensiva e dispersas. Ou seja, o Papa lança novamente uma ponte com o rebanho que abandonou as fileiras da Igreja.

Amante do futebol, torce pelo San Lorenzo, simpático, tolerante, progressista, Francisco, que também reduziu as pompas do cargo, foi um sopro renovador e positivo num ano de poucas novidades, com a predominância de líderes mundiais conservadores e de baixo perfil.

Por tudo isso, foi a personalidade mais marcante de 2014. O Papa é o cara…

Papa Francisco, a grande novidade da Igreja

O cardeal Bergoglio foi eleito em 13 de março 2013 , no segundo dia do conclave, escolhendo o nome de Francisco. Ele é o primeiro jesuíta a ser eleito Papa, o primeiro Papa do continente americano, do Hemisfério Sul e o primeiro não-europeu investido como bispo de Roma em mais de 1.200 anos, desde São Gregório III , que nasceu na Síria e governou a Igreja Católica entre 731-741.

Quando lhe foi perguntado, na Capela Sistina, se aceitava a escolha, disse: “Eu sou um grande pecador, confiando na misericórdia e paciência de Deus, no sofrimento, aceito”.

%d blogueiros gostam disto: