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Arquivo do mês: julho 2014

Força Argentina e os abutres que vão à merda!

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O que as manchetes da imprensa ao serviço do capitalismo mais feroz deveriam ter dito é: “Argentina suspende o pagamento dos fundos abutres”, diz o escritor Luís Sepúlveda, numa nota do seu Facebook, a propósito do “incumprimento” do país sul-americano.

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Cartazes nas ruas da Argentina: Abutres basta!

Via Esquerda.net

As manchetes da imprensa espanhola não podiam ser hoje mais escandalosos e pior intencionados. Argentina na falência! E a leitura da maioria das informações leva a pensar numa sociedade e num governo incapazes de fazer frente às dívidas contraídas, mas omitem dizer quem são os credores e a natureza dos fundos abutre cujos pagamentos exigem de maneira imediata.

Que são os fundos abutre? Na gíria dos especuladores, na língua maldita do que conhecemos sob a denominação de “os mercados financeiros”, são chamados “capital de alto risco ou fundos de investimento livre” e consistem em dívida pública de Estados com graves problemas económicos, ou dívidas de empresas à beira da falência, que são comprados a preços infinitamente mais abaixo do valor com que foram postos à venda. Assim, os fundos da dívida pública argentina foram comprados a bancos e outros investidores que não conseguiram especular como desejavam, a 20 ou 30 % do seu valor nomimal e, com truques de duvidosa legalidade – para isso serve o FMI, o Banco Mundial e o Tribunal Federal dos EUA – querem receber 100% do seu valor.

Uma breve olhadela à história recente da Argentina permite-nos recordar que depois dos desastrosos governos de Menem, o país caiu em falência no ano 2001 – corralito incluído – e uma grande quantidade de títulos da dívida pública argentina foram comprados pela NLM Capital Aurelius, uma das grandes firmas especuladoras especializadas em fundos abutre, que agora pretende cobrar 100% dos títulos comprados a 6% do seu valor real. Esta compra, realizada em Nova York, faz com que seja a justiça norte-americana a principal avalista e defensora dos especuladores. Assim, a NLM Capital Aurelius comprou em 2008 outro lote de fundos da dívida pública argentina por um custo de 48 milhões de dólares, e agora pretende cobrar 832 milhões de dólares, aos quais há que juntar outros 1500 milhões de dólares dos títulos comprados entre 2005 e 2010.

E essa breve olhadela à história recente da Argentina permite-nos recordar que o presidente Néstor Kirchner renegociou a dívida pública do país valendo-se de um argumento muito capitalista mas que os especuladores entenderam: “se a Argentina deve um milhão de dólares tem um problema, mas se Argentina deve mil milhões de dólares o problema têm-no vocês”. O FMI, o Banco Mundial, a Justiça norte-americana anunciaram o fim da Argentina como Nação, como Estado, seria apagada do mapa, mas o presidente Kirchner manteve-se firme e a maioria, 93 % dos detentores de títulos da dívida pública, aceitaram ter um problema, e que era melhor aceitar o pagamento oferecido pela Argentina do que perder tudo. Mas uma minoria, entre eles a NLM Capital Aurelius, levaram a questão à Justiça norte-americana, que indubitavelmente decidiria a seu favor.

Kirchner podia ceder aos especuladores, tratava-se de dívida pública, muito fácil de pagar fazendo cortes na educação, na saúde, na cultura, nas infraestruturas, em tudo o que dá razão de ser ao Estado a serviço dos cidadãos. Por sorte para a Argentina, Néstor Kirchner era um presidente leal ao seu povo e não um miserável fantoche ao serviço dos especuladores.

O que as manchetes da imprensa ao serviço do capitalismo mais feroz deveriam ter dito é: “Argentina suspende o pagamento dos fundos abutres”, mas a chantagem a que se quer submeter a nação Argentina inclui também o descrédito e a calúnia, a ofensa à dignidade de um país.

A presidenta Cristina Fernández falou com contundência, o povo argentino não vai satisfazer a criminosa ânsia de lucro de uns miseráveis especuladores.

Força Argentina! Isto deve ser um exemplo a seguir para muitos países cujas economias estão em mãos de especuladores. Essa dívida não é para pagar.

*Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net

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Eleições 2014: Candidato Beto Richa recebe 5ª condenação por uso da máquina pública na campanha

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Em menos de 15 dias, Beto Richa é condenado pela 5ª vez

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Governador Beto Richa condenado mais uma vez

Nesta quarta-feira, tivemos duas importantes vitórias na Justiça Eleitoral, que confirmam o abuso do governador Beto Richa na utilização da máquina pública.

Beto tem usado sites oficiais, como Copel e Sanepar, para divulgação de matérias que enaltecem o governo do estado, gerando desequilíbrio na disputa eleitoral.

Atendendo ao pedido da coligação Paraná Olhando pra Frente, que tem Gleisi Hoffmann (PT) como candidata à governadora, a Justiça Eleitoral determinou que toda publicidade ilegal seja retirada do ar dos sites da Copel e Sanepar no prazo máximo de 24 horas.

Caso contrário, Richa, sua candidata à vice, Cida Borghetti, e os diretores das companhias estão sujeitos à multa diária no valor de R$ 10.000,00. Eles já foram condenados ao pagamento de multa de R$ 5.320,50 cada.

Sequência

Nos últimos 15 dias, Beto Richa recebeu cinco condenações por uso da máquina pública em benefício pessoal.

Nesta semana, o governador já foi enquadrado pela utilização do Facebook oficial do Governo do Estado para fazer promoção pessoal e por veicular publicidade ilegal nos sites da Copel e Sanepar.

Em 21 de julho, Beto e a candidata à vice foram condenados ao pagamento de multa, no valor de 15 mil UFIRs, por terem utilizado o Twitter oficial do governo do Paraná para autopromoção.

A primeira multa foi aplicada em 17 de julho quando a Justiça determinou que, no prazo máximo de 24 horas, fossem retiradas das páginas na internet da Copel e da Sanepar as matérias que exibissem fotos de Beto Richa.

Fonte: Assessoria PT

O Aeroporto de Cláudio(MG) revela a verdadeira face de Aécio para o país

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A pergunta que corre o país também é feita dentro da cidade onde se iniciou a polêmica: por que 14 milhões para um aeroporto em um município com 25 mil habitantes?

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Um aeroporto de uso familiar pago com dinheiro público

Por Vinicius Gomes, de Cláudio (MG) – Via Revista Fórum

“Com quem tá a chave?”

“Não sei quem tem. Devia tá na prefeitura, né?”

“Não sei. Só sei que nunca na vida vi esse negócio de aeroporto trancado, só em Cláudio mesmo”.

Debaixo de uma garoa fria à beira da estrada MG-260, a conversa que acontecia em frente ao portão trancado do aeroporto de Cláudio (MG), a 180 km de Belo Horizonte, se mostra um perfeito exemplo do imbróglio que envolve um investimento de quase 14 milhões de reais no aeroporto em uma cidade com apenas 25 mil habitantes.

Um episódio que ainda carece de explicações, envolvendo a desapropriação, uma disputa judicial sobre o terreno em que a pista foi construída e sua suposta utilização para fins privados, questões só parcialmente respondidas pelo candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, que possui uma fazenda a apenas 6 km do aeroporto, local que ele mesmo já denominou como o seu “Palácio de Versalhes”.

Em 20 de julho, a edição dominical do jornal Folha de S. Paulo trazia em sua primeira página a manchete: Minas fez aeroporto em fazenda de tio de Aécio. Na matéria, lia-se que o governo do estado havia desembolsado R$ 13,9 milhões para construir o aeroporto de Cláudio dentro da fazenda de Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô de Aécio Neves, na época governador e que a autorização de uso e as chaves de seu portão estavam sob controle dos filhos de Tolentino, primos do presidenciável tucano.

Essa cidade interiorana no coração de Minas Gerais agora promete figurar entre os nomes mais falados nesse segundo semestre, durante a corrida presidencial de 2014, e já dá dor de cabeça ao tucanato nas redes sociais, onde os índices negativos para a candidatura de Aécio chegaram a 85% nesta semana.

Cui bono com Cláudio?

Antes de ganhar notoriedade nacional, a pacata cidade de Cláudio já era “famosa” na região por ser a cidade dos apelidos. Praticamente todos os seus habitantes possuem algum. O prefeito José Rodrigues Barroso de Araújo (PRTB-MG), por exemplo, na falta de um, tem três: Zezinho do Zé do Juquinha. É esse clima de camaradagem e proximidade que existe na cidade na qual idosos e taxistas se reúnem atrás da igreja da praça para jogar truco, comerciantes sem troco dizem para clientes forasteiros voltarem no dia seguinte para pagar o almoço e onde praticamente todos se conhecem por seus… apelidos.

Mas o taxista Carlos*, como morou muito tempo fora da cidade, acabou não sendo brindado com a característica local de alcunhar seus filhos. No entanto, se ele é uma exceção a essa regra, não foge a uma concordância quase generalizada da cidade de que 14 milhões de reais (15, se for contar o valor previsto para a desapropriação do terreno) foi muito dinheiro gasto em um aeroporto que nem é aberto ao público, dentro de uma cidade que possui tantas carências mais emergenciais.

“Nunca levei nem busquei ninguém lá no aeroporto, você é o primeiro”, afirma Carlos. “A cidade com tanta necessidade de saúde e educação e os políticos dão essa ‘dinheirança’ ali [no aeroporto]. Quando alguém tem alguma emergência médica, é preciso ir para Divinópolis ou até Belo Horizonte.” João*, parente de um membro da administração municipal, também não entende por que precisam do aeroporto e, mesmo se precisassem, por que ele fica fechado? “Bom, quando eu tiver meu avião, se Deus quiser, eu vou querer uma cópia da chave para mim também”, brinca ele. ”Mas se for emergência, dá pra ir na prefeitura pedir a chave sim”, completa João. A reportagem de Fórum seguiu para a prefeitura da cidade para questionar a respeito das chaves do portão – apesar de ser um sábado -, mas não encontrou nem ao menos um segurança para a eventualidade de o repórter necessitar do aeroporto de maneira emergencial.

No mesmo dia da publicação da matéria da Folha, a assessoria de Aécio Neves prontamente emitiu uma longa nota apontando inúmeros “equívocos” do texto e acusando o artigo de querer passar um fato que não corresponderia à realidade. Em uma das passagens, a nota defendia a escolha de Cláudio para ser uma das cidades beneficiadas com o Programa Aeroportuário de Minas Gerais (o ProAero), em 2003, que tinha como objetivo fortalecer a infraestrutura dos aeroportos públicos do estado, seja em sua construção ou em seu melhoramento, sendo estes classificados como “regional” ou “local”.

O aeroporto de Cláudio pertenceria à última e foi escolhida por ser “um próspero município, conhecido por seu grande pólo de fundições e metalúrgica, considerado um dos maiores do Brasil e da América Latina”. Entretanto, segundo o deputo Pompilio Canavez (PT-MG), a cidade não é um pólo siderúrgico, existem ali 300 empresas de fundição que fabricam panelas, tampas de bueiro, portões de ferro, etc. “Nenhuma delas tem importância significativa regional que justifique um aeroporto e, mesmo que tivesse, o aeroporto tem cadeado e ninguém o usa”, diz. O deputado também mencionou o fato de que, se fosse o caso de impulsionar a economia local, o investimento não seria necessário, uma vez que a cidade vizinha de Divinópolis (30 minutos de distância), que possui uma população oito vezes maior, tem um parque industrial muito superior ao de Cláudio e já possui um aeroporto operacional que tem, inclusive, condições de receber aviões de grande porte.

Outro trecho da “defesa” do investimento em Cláudio, segundo a nota da assessoria de Aécio Neves, era de que “não se trata também de construção de um novo aeroporto, mas de melhorias realizadas em pista de pouso que existia há mais de 20 anos no local […] o que tornaria a obra muito mais barata”.

Não entrando no mérito de entender como pode ser mais barato usar 14 milhões de reais para asfaltar uma pista de pouso de 1 km, tal afirmação contradiz uma tabela oficial do ProAero, onde Cláudio entra na categoria de “Novo Aeroporto”.

Então, como diriam os italianos, cui bono (quem ganha?) com a construção de um aeroporto em Cláudio?

*Nomes alterados a pedido dos entrevistados
**Título alterado pelo editor do Blog

Eleições 2014: Com Dilma, entre o otimismo da vontade e o pessimismo da razão!

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O revolucionário Antonio Gramsci dizia que era necessário combinar o otimismo da vontade com o pessimismo da razão. Pois os acontecimentos desta semana reforçam o axioma de Gramsci. Fiquei pensando sobre a declaração de guerra aberta do Banco Santander à nossa presidenta Dilma Rousseff.

Milton Alves com Dilma Roussef em ato de apoio do PCdoB em Brasilia

Milton Alves com Dilma Rousseff em ato de apoio do PCdoB em Brasilia, 2010

Um ato, sobretudo, classista, de cunho ideológico, já que o referido banco tem lucrado, e muito, com a política econômica de juros altos praticada pelo mesmo governo ora atacado pela instituição bancária.

Mas como? Se o Santander ganha bem no Brasil…Aí entra uma questão política essencial. Se é verdade que ainda mantemos traços conservadores e conciliadores em nossa política econômica, temos ao lado disso, a jogada estratégica da formação do Banco do Brics, uma articulação que, bem sucedida, contribuirá para inverter a hegemonia do dólar e quebrar o papel do FMI e Banco Mundial de polícia financeira dos países pobres e em desenvolvimento.

Em suma, a consolidação de um bloco contra-hegemônico capaz de fazer frente aos países que hoje controlam o fluxo da economia mundial -EUA e Alemanha/CEE.

Também a nossa política externa, é um motivo de orgulho e de afirmação da vocação do Brasil como uma nação da paz e que pratica com firmeza a defesa do princípio da autodeterminação dos povos.

Portanto, a luta pela manutenção do mandato do governo do PT e aliados, é uma tarefa de todos os militantes de esquerda que batalham por uma perspectiva de acumulação de forças para novos e maiores desafios, como a luta essencial e indispensável pela execução das reformas democráticas e populares, com destaque para a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva que reforme a fundo o nosso sistema político e eleitoral, adotando o financiamento público, a lista fechada de candidatos e medidas de controle social sobre mandatos e gestões em todos os níveis.

Será que tenho razão e lucidez em meu otimismo? O tempo dará a melhor resposta…

Partidos da base aliada instalam Comitê Suprapartidário Dilma no Paraná

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Partidos da base aliada de apoio à reeleição da presidenta Dilma realizam, nesta quinta-feira(24), reunião em Curitiba para instalação de comitê suprapartidário.

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Os partidos da base aliada de apoio à reeleição da presidenta Dilma – PT, PMDB, PDT, PCdoB, PRB, PROS, PSD, PR, PRB. PTN e de outras legendas realizam hoje em Curitiba reunião para a formação de um comitê suprapartidário no Paraná. O comitê contará com a participação também das entidades sindicais e dos movimentos sociais.

Segundo o deputado Dr. Rosinha, o objetivo do comitê é reunir todos os aliados da presidenta Dilma no Paraná. “Vamos realizar uma grande campanha em todo o estado para reelegermos Dilma e aprofundar as mudanças necessárias para o país”.

As lideranças partidárias confirmaram presença no encontro. No início de agosto, os partidos farão o lançamento oficial do comitê Suprapartidário Dilma Presidenta no Paraná.

Serviço

Reunião do Comitê Suprapartidário Dilma Presidenta
Local: Hotel Elo Inn – Alameda Augusto Stellfeld, 456, Centro – Curitiba
Hora: 19 h

Charge do dia: Ariano, Ubaldo e Rubens

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Salve! os três gigantes da literatura no traço do chargista Edcarlos.

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Brasil condena Israel por ofensiva em Gaza e retira embaixador

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Ministério das Relações Exteriores considera inaceitável ofensiva contra a Faixa de Gaza. Hamas já sinalizou pedido de trégua para as tropas de Israel

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Familiares palestinos velam parentes mortos durante ofensiva do Exército Israelense

O governo brasileiro condenou nesta quarta-feira (23) a ofensiva de Israel em Gaza, reiterou sua chamada a um cessar-fogo e chamou para consultas o embaixador do país em Tel Aviv, informaram fontes oficiais. O Ministério das Relações Exteriores, em comunicado, considerou “inaceitável a escalada de violência entre Israel e Palestina” e condenou “energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza”.

Este foi o segundo comunicado oficial do governo sobre o conflito desde que Israel lançou há duas semanas uma ofensiva contra o Hamas em Gaza. Nos 16 dias que duram as hostilidades, pelo menos 655 palestinos e 35 israelenses perderam a vida e há registros de 4,3 mil feridos. O grupo palestino já se manifestou pedindo uma trégua na região para negociar os termos de paz.

Veja a íntegra da nota:

Ministério das Relações Exteriores Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota nº 168 23 de julho de 2014
Conflito entre Israel e Palestina

O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.

O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.

Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje.

Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.