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Arquivo do mês: março 2014

Copa da Fifa é uma tragédia: Fábio Cruz, o oitavo operário morto. Basta!!!

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A morte do operário Fabio Hamilton da Cruz, nas obras da Arena Corinthians, em São Paulo, no último sábado(29), eleva para oito o número de trabalhadores mortos durante os trabalhos nos estádios da Copa do Mundo.

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Acredita-se que Cruz, de 23 anos, funcionário da empresa WDS Construções, tenha se desequilibrado e caído de uma altura de 8 metros enquanto instalava as estruturas temporárias nas arquibancadas do estádio, que deve sediar o jogo de abertura do Mundial, entre Brasil e Croácia. Ele foi levado ao hospital Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

Esta é a terceira morte ocorrida em incidentes durante a construção da Arena Corinthians. Em novembro do ano passado, dois homens morreram após o desabamento de um guindaste.

Outros estádios da Copa também foram marcados por tragédias durante suas obras.

Em junho de 2012, o funcionário José Afonso de Oliveira Rodrigues morreu após cair de uma altura de 30 metros no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Na Arena Amazônia, em Manaus, o operário Antônio José Pita Martins, de 55 anos, estava desmontando as peças de um guindaste quando uma delas caiu em sua cabeça, em fevereiro deste ano.

No mesmo estádio outros dois funcionários já haviam sofrido acidentes fatais. Marcleudo de Melo Ferreira, 22, caiu de uma altura de 35 metros nas obras do estádio e morreu no dia 14 de dezembro. Em março de 2013, Raimundo Nonato Lima da Costa, de 49 anos, também morreu após despencar de uma altura de 5 metros.

A oitava morte até agora em estádios da Copa não aconteceu em acidentes: o operário José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos, sofreu um mal súbito também enquanto trabalhava na Arena Amazônia. Acredita-se que ele tenha sido vítima de um infarto.

Que esses mártires e seus familiares sejam devidamente indenizados e recebam verdadeiras homenagens. Um busto de cada um deles nas arenas da Copa da FIFA seria uma justa homenagem.

*Com BBC e Agências

50 anos do golpe militar: Dilma ressalta importância do resgate da memória e do valor da democracia

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A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (31), ao referir-se ao golpe militar de 1964, que o dia de hoje exige que nos lembremos e contemos o que aconteceu. Dilma lembrou que 50 anos atrás o Brasil deixou de ser um país de instituições ativas, independentes e democráticas e que por 21 anos nossa liberdade e nossos sonhos foram calados, mas que graças ao esforço de todas as lideranças do passado, dos que vivem e dos que morreram, foi possível ultrapassar os 21 anos de ditadura.

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Dilma num tribunal da ditadura na década de 70

“O dia de hoje exige que lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos isso a todos que morreram e desapareceram, aos torturados e perseguidos, a suas famílias, a todos os brasileiros. Lembrar e contar faz parte de um processo muito humano, desse processo que iniciamos com as lutas do povo brasileiro, pela anistia, Constituinte, eleições diretas, crescimento com inclusão social, Comissão Nacional da Verdade, todos os processos de manifestação e democracia que temos vivido ao longo das últimas décadas. Um processo que foi construído passo a passo, durante cada um dos governos eleitos depois da ditadura”.

Dilma afirmou que o Brasil aprendeu o valor da liberdade, de Legislativo e Judiciário independentes e ativos, da liberdade de imprensa, do voto secreto, de eleger governadores, prefeitos, um exilado, um líder sindical, que foi preso várias vezes, e uma mulher também que foi prisioneira.

“A grande Hanna Arendt escreveu um dia que toda dor humana pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história. A dor que nós sofremos, as cicatrizes visíveis e invisíveis que ficaram nesses anos, elas podem ser suportadas e superadas porque hoje temos uma democracia sólida e podemos contar nossa história. Como eu disse, nesse Palácio, repito, há quase dois anos atrás, quando instalamos a Comissão da Verdade, eu disse: se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulos, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca, mas nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem da voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. E acrescento: quem dá voz à história somos cada um de nós”.

Fonte: Blog do Planalto

50 anos do golpe militar## O dia que durou 21 anos e Documentário Jango

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Dois filmes com vasta documentação, narrativa clara, imagens de uma época de intensa polarização política e social no Brasil e no mundo. Anos 60, período quente da guerra fria. O país navegando no meio desse turbilhão, procurando encontrar uma via de mais democracia e justiça social. No epicentro dos acontecimentos, numa conjuntura tensa e de confrontação entre direita e esquerda, o governo Jango navegava em mares turbulentos. A luta pelas reformas de base, o avanço das conquistas dos trabalhadores no campo e na cidade, leis de caráter popular, agitam e assustam as elites que, histericamente e com terço na mão, clamam por um golpe de força contra o estado de direito e um governo legítimo. Os filmes exibem um amplo painel histórico, político e social de então. Confira.

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Jango Goulart, presidente deposto pelo golpe militar

Descomemoração dos 50 anos do golpe militar fascista. Confira agenda

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Comissões da Verdade do estado e demais entidades que formam o Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça organizaram várias atividades para “descomemorar” o aniversário do golpe

Brunno Brugnolo, especial para a Gazeta do Povo

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A Comissão Estadual da Verdade do Governo do Paraná apresentou na tarde desta sexta-feira (28) no prédio histórico da UFPR, na praça Santos Andrade, em Curitiba, a programação de atividades que marcam o 50º aniversário de golpe civil-militar no Brasil. Apesar da apresentação oficial, os eventos já acontecem desde o início de março e continuam até junho deste ano.

Representantes de todas as Comissões da Verdade, como OAB, UFPR e demais entidades que formam o Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça organizaram um leque de atividades que dão destaque para exposições e mostras de cinema, além de outros eventos como ciclo de palestras, debates, seminários, audiências públicas, congressos, conferências, atos públicos e lançamentos de livros. O Fórum classifica a ação como “Descomemoração do Golpe de 1964”.

“Nossa intenção é mostrar o que representa o golpe militar, as consequências disso no presente, como a censura no país. Temos que fazer essa reflexão”, explica Norton Nohama, assessor da reitoria da UFPR e um dos responsáveis pela coordenação das atividades.

Alguns dos principais eventos acontecem entre 31 de março e 1º de abril, justamente quando se deu o golpe contra o presidente João Goulart. A partir das 19h do dia 31, na OAB-PR, será feita uma homenagem a militantes paranaenses ou vitimados no Paraná (póstumas), advogados e estudantes de direito perseguidos pela ditadura.

No dia 1º, pela manhã, acontece o lançamento do concurso para estudantes e professores da rede estadual de ensino com temática sobre os 50 anos do Golpe de 1964 no prédio histórico da UFPR. O concurso consiste na produção de um cartaz ou produto audiovisual e deve ir até setembro, quando ocorre a seleção final e premiação dos alunos.

Ainda no dia 1º, Fórum, Comissão de Anistia/Ministério da Justiça, IPPUC e Prefeitura de Curitiba realizam a inauguração do marco do Museu de Percurso ”Caminhos da Resistência” da Boca Maldita e um ato em “descomemoração” dos 50 anos do Golpe Militar de 1964, na própria Boca Maldita a partir das 18h.

Nohama dá dicas da programação como, por exemplo, o documentário “Os militares que disseram não”, de Silvio Tendler, que será lançado oficialmente no dia 3 de abril na Unibrasil. “O filme é fantástico. Faz uma leitura que as pessoas não conhecem dos militares que fizeram resistência e estavam ao lado de Jango”, afirma. O documentário ainda tem outras três exibições no estado, duas no Memorial de Curitiba e outra em Foz do Iguaçu.

Para conferir a programação completa acesse o site http://www.forumverdade.ufpr.br/programacao.pdf

Salve Curitiba, 321 anos: por uma cidade de todos os curitibanos, mais democrática e inclusiva!

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Neste sábado(29), Curitiba completa 321 anos. Um momento para uma reflexão sobre a vocação e o futuro da cidade.

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O aniversário de uma pessoa sempre significa um momento de balanço, de projeção de perspectivas, de traçar rotas e objetivos. Acredito que o mesmo raciocínio vale para um lugar, uma cidade No caso, de uma cidade, a dimensão e o alcance é muito amplo; portanto, seria impossível, ou muita pretensão, em poucas linhas desenhar uma rota ou especular sobre seu futuro.

Mas é possível indicar uma postura, disputar um rumo, a vocação de Curitiba, que por quase três décadas foi capturada por um consórcio político e empresarial, elitista e esnobe. Uma herança que levará certo tempo para nos livrarmos de suas profundas raízes estruturadas nas instâncias de poder e nas demais instituições públicas da cidade.

A cidade cresceu, as fronteiras foram ampliadas, hoje vivemos uma verdadeira conurbação com a área metropolitana. Curitiba tem quase 2 milhões de habitantes e o afluxo é continuado de pessoas vindo de diversas partes do país em busca de novas oportunidades de trabalho, estudo e negócios na capital de todos os paranaenses. Talvez, esteja aí a nova dinâmica da cidade, uma vocação empreendedora e ao mesmo tempo acolhedora.

A dimensão da disputa está posta também na qualidade e condição de cidadania e no direito á cidade: é possível e desejável uma Curitiba mais democrática e inclusiva. Uma cidade para a comunhão de todos os curitibanos, um grande espaço urbano de solidariedade e direitos comunitários assegurados.

Mais democracia, mais inclusão, mais qualidade de vida, para não se tornarem apenas bordões nos discursos oficiais, devem ser traduzidos por mais e melhores serviços públicos, acesso amplo aos bens culturais, mobilidade e horizontalidade territorial e urbana, a inversão de prioridade dos fundos públicos, a adoção de mecanismos permanentes de participação popular e a valorização efetiva do diálogo com os movimentos sociais e populares da cidade.

Salve, Salve, os 321 anos de nossa Curitiba!

Confira a seguir três canções que homenageiam a cidade:

O PT e os 50 anos do golpe militar

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Resolução do PT sobre os 50 anos do Golpe Militar. O documento foi aprovado pelos membros do DN na quinta-feira (20), em Brasília. Confiraa a íntegra da resolçução.

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Dois momentos: Lula, sindicalista preso pela ditadura; Lula, presidente do Brasil

O 5º. Congresso Nacional do PT mandatou ao Diretório Nacional para promover uma série de eventos, por iniciativa própria ou em parceria com outros partidos e entidades da sociedade civil, sobre o cinqüentenário do golpe Militar de 1964, assumindo a responsabilidade de fazer a disputa pela memória e resistência ao golpe e à ditadura militar, do ponto de vista dos trabalhadores e da cidadania.

A justeza da resolução do 5º. Congresso/PT se confirma com o aguçamento da disputa sobre o passado que incide sobre o presente, notadamente com a expansão das forças e organizações que lutam pela Memória, Verdade e Justiça. Em contraposição cresceram também iniciativas de saudosistas da ditadura militar que intencionalmente tentam negar o caráter reacionário do golpe e justificar as graves violações aos direitos humanos cometidos pela ditadura militar.

O Diretório Nacional do PT e a Fundação Perseu Abramo estabeleceram uma programação neste sentido, destacando os eventos: no dia 01/04 no Congresso Nacional em Brasília, a tarde da Comissão de Direitos Humanos e a noite das direções do PT, PCdoB e PDT e suas Fundações em conjunto com as entidades (OAB, CUT e outros); e no dia 02/04 no TUCA/PUC em São Paulo, com os mesmos parceiros.

Vale afirmar as iniciativas das comissões parlamentares da Verdade e Memórias nos estados, a exemplo do dia 31/03 na Bahia e São Paulo e no dia 03/04 no Rio Grande do Sul. Isso sem perder de vista os apoios à iniciativas da sociedade civil, como o Manifesto dos 50 Anos de Resistência , do Fórum Nacional da Democracia, calendário da Comissão da Anistia, ações da Comissão Nacional da Verdade, entre outros.

É neste contexto que o Diretório Nacional do PT chama a militância a se engajar nas diversas atividades e atos que rememoram a resistência ao golpe e à ditadura militar e pela consolidação e avanço do Estado Democrático e Direito e convoca os parlamentares do PT nas Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e Congresso a manifestar-se.

Neste sentido, orienta seus militantes legitimamente inseridos nas instâncias do poder estatal e da sociedade civil para propor e organizar atividades nas Câmaras Municipais, nas Universidades, Sindicatos e organizações populares, visando denunciar os crimes da ditadura, apoiar a Comissão Nacional da Verdade e reconstituir a memória das entidades, das lutas dos trabalhadores e da cidadania e dos combatentes que deram suas vidas na luta pela liberdade.

Brasília, 20 de março de 2014

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

Eleições 2014: Gestão fracassa e Richa culpa governo federal

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O governador Beto Richa (PSDB) e sua tropa de choque requentaram nesta semana um discurso surrado – e atropelado pelos fatos – para justificar a grave crise financeira do Paraná: a culpa seria do governo federal, que não libera empréstimos para o estado. Em ano eleitoral, a estratégia de vitimização poderia até funcionar, mas faltou combinar com a realidade.

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Via Notícias Paraná

Reportagem da Gazeta do Povo publicada na segunda-feira (24) foi a senha para o governador reconstruir uma cortina de fumaça. Segundo o jornal, visitado discretamente na semana passada por Beto Richa, “o Paraná é a unidade da federação com menos autorizações do governo federal para realizar empréstimos ao longo da gestão Dilma Rousseff”.

Diz ainda o texto: “Desde 2011, o estado recebeu aval definitivo da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para apenas duas negociações, que somam R$ 953,5 milhões. Outras cinco, que chegam a R$ 2,445 bilhões, ainda estão sendo avaliadas”. Até aí, nenhuma mentira. O problema é que os aliados de Beto Richa só usaram estas informações.

Nas críticas ao governo federal, secretários de estado e deputados ligados a Richa jamais disseram os motivos pelos quais as operações de empréstimo são vetadas pela STN, que trabalha de forma eminentemente técnica. Um simples passeio pela história recente das finanças do Paraná seria suficiente para arrefecer o ímpeto dos homens do governador.

Em 2 de novembro de 2013, a STN emitiu nota de alerta ao governo do Paraná sobre o descumprimento do artigo 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que trata das despesas com pessoal dos entes federativos, motivo pelo qual estava impedido de contratar operações de crédito. Além disso, a STN detectou que o governo não investiu 12% dos recursos do orçamento estadual em Saúde.

A nota da STN foi clara: “A Secretaria do Tesouro Nacional evita manifestar-se sobre processos em tramitação. No entanto, diante de informações equivocadas que têm sido reiteradamente transmitidas à população sobre discussões puramente técnicas feitas pela STN com o Estado do Paraná, é necessário prestar esclarecimentos”.

A insistência de Richa em alegar “perseguição política”, comportamento seguido pelos seus aliados na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional, também foi lembrada pela STN: “Suas reiteradas manifestações junto à imprensa não contribuem para o processo de análise técnica e em nada auxiliam na aprovação dos pleitos de operações de crédito”.

O próprio Tribunal de Contas do Estado Paraná (TCE-PR) aprovou emissão de alerta ao governo paranaense sobre a extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Executivo e advertiu sobre informações incompletas ou pendentes de retificação nos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária (RREO) e Relatórios de Gestão Fiscal (RGF).

O governador esboçou uma reação técnica: anunciou o corte de 1.000 cargos de confiança. Mais uma vez, a realidade sufocou a bravata. Levantamento feito pela Gazeta do Povo nos Diários Oficiais revela que, até 15 de dezembro de 2013, tinham sido demitidos apenas 81 comissionados, aqueles servidores indicados politicamente, que não passam por concurso.

O último esforço de Beto Richa para politizar a questão foi jogar a senadora Gleisi Hoffmann (PT) no centro da crise financeira do Paraná por sua atuação como ministra-chefe da Casa Civil, que teria atrapalhado a liberação de empréstimos. O erro, desta vez, foi o alvo. Foi uma denúncia encaminhada à STN pelo senador Roberto Requião (PMDB) que atrasou a liberação de R$ 817 milhões do Proinveste para o governo do Paraná.

A operação, destinada ao financiamento de obras de infraestrutura, havia sido liberada pela secretaria em 18 de dezembro do ano passado, depois de uma longa negociação entre estado e União. Diante da denúncia de Requião, a STN precisou refazer a análise da autorização do empréstimo.

Se tivesse alguma boa vontade, Richa poderia ter lido a própria Gazeta do Povo no mesmo dia em que o jornal registrou que o Paraná teve menos operações de crédito liberadas pelo governo federal. Bastava virar a página. Lá, a manchete dizia: “Comparativo não mostra perseguição da União aos governos tucanos”.

O subtítulo era ainda mais esclarecedor: “Dentre os dez estados com mais liberação de empréstimos pela União, três são comandados pelo PSDB e apenas dois pelo PT”. Ou seja: não há perseguição política. Basta fazer o dever de casa que o crédito é liberado.

Sem saída, mergulhado em uma crise que deixa viaturas policiais sem combustível e PM sem telefone, Beto Richa cancela a agenda oficial e se recolhe ao conforto de um hotel cinco estrelas de Foz do Iguaçu, onde joga conversa fora em pleno horário de expediente. É o retrato de seu governo.